quarta-feira, 19 de maio de 2010

Maior apreensão de cocaína do ano em SP sai do Paraná


A Polícia Civil de São Paulo fez ontem no Pari, zona norte da cidade, a maior apreensão de cocaína do ano. Um homem foi preso em flagrante com 97,2 kg de cocaína.
De acordo com denúncia anônima, o acusado frequentava o Largo do Arouche e a Praça da República, na região central. Sem saber que estava lidando com policiais, o acusado de 26 anos informou que tinha um "canal" para trazer drogas do Paraná. Disse, ainda, que transportaria a droga camuflada no fundo falso de uma caminhonete.
Há uma semana, ele informou aos supostos compradores que a droga seria entregue no domingo, às 16h, no Largo do Arouche. Na data e horário marcados, os policiais encontraram o acusado. Porém, os policiais disseram que desejavam ir para um lugar mais seguro para conferir a droga e fazer o pagamento. Um dos investigadores assumiu a direção da caminhonete, tendo como passageiro o suspeito. Um outro policial escoltou o veículo onde estava a droga.
O policial que dirigia a camioneta foi direto para o 12º Distrito Policial (Pari), onde se identificou ao fornecedor da droga, que recebeu voz de prisão em flagrante. A camioneta foi vistoriada e, sob o revestimento da carroceria, bem como no revestimento das portas, os policiais apreenderam os 100 tijolos de cocaína, pesando 97,2 kg.
No 12º DP, o suspeito R.H.B.J. foi indiciado por tráfico de entorpecentes e será encaminhado para a 1ª Delegacia Seccional de São Paulo.

Operação teve início com denúncias anônimas. Ligue, denuncie! O 181 está a sua disposição. 
Dê você também um cartão vermelho para as drogas!

terça-feira, 18 de maio de 2010

70% das crianças em abrigos são filhas de usuárias de crack

Os relatos são horríveis. Eles precisam de acompanhamento direto para descobrir que existe um mundo sem a droga – afirma a assistente social Taiane Tonetto, do Lar Ipanema.
Depois de ingressar, menos de 20% retornam para a mãe. Uma pequena parcela segue para a casa de parentes. A maior parte, porém, fica. Só sai depois de completar 18 anos.

Entre os bebês de até dois anos que chegam à FPE, como E., a mãe de 60% deles é dependente de crack, de acordo com a diretora técnica, Sandra Helena de Souza. No Lar Ipanema, todos os 21 bebês foram gerados absorvendo os venenos da pedra.

– É necessária uma política pública efetiva de prevenção à gravidez precoce e indesejada. E, havendo a gravidez, que seja promovido o direito do bebê de nascer em melhores condições, facilitando a adoção. Não adianta só atender, atender, atender. A gente se pergunta: quantos abrigos ainda serão necessários? – indaga Sandra.

Pelo baixo preço e pelo efeito imediato, o crack está encravado nas periferias há mais de uma década e avançou nos últimos anos para todas as classes sociais. Nas vilas, os casos saltam como pulgas, como falam conselheiros tutelares. O conselheiro Antônio Américo Machado diz que precisam enfrentar até traficantes para poder preservar a vida dos filhos dos “zumbis”.

– Já chegamos a ter de falar com o dono da boca para levar os filhos de uma viciada. Retirar as crianças da mãe é o último recurso. Tentamos conversar, encaminhar para atendimento primeiro. Mas, quando não tem jeito, o melhor é levar para o abrigo. Quando isso acontece é que elas sentem. Dizemos para as mães: agora é tudo contigo. Se quiser ver teu filho de novo, vai ter de largar a pedra. Algumas tentam, mas poucas conseguem – lamenta Américo.
























A assistente social Taiane Tonetto trabalha no Lar Ipanema, na Capital, onde todos os 21 bebês são filhos de usuárias de crack

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A maconha é pior que o cigarro, que já é ruim.

Muitos dizem que maconha faz menos mal que cigarro. Mentira.

Apesar de a maconha e o cigarro serem consumidos do mesmo modo, ambos têm princípios ativos muito diferentes entre si. Além disso, é praticamente impossível comparamos uma pessoa fumando maconha ("canabizando") a outra fumando cigarro ("tabagizando"), pois a sensibilidade varia de pessoa para pessoa, alterndo profundamente o resultado.

Dentre centenas de outras substâncias, a maconha contém o THC (tetraidrocanabinol), que pode provocar alterações em várias áreas do aparelho psíquico: memória, atenção, concentração, ânimo, capacidade de realização, noção de tempo e espaço, percepção, etc.

O tabaco não apresenta as características provocadas pelo THC, pois o organismo tem mais tolerância ao cigarro e a nicotina é rapidamente eliminada do corpo, de meia a uma hora, o que, aliás, permite que muitos cigarros (tabaco) sejam fumados em um só dia. Já a maconha é menos consumida nesse mesmo período, porque, além de seus efeitos serem mais duradouros, o organismo tem menos tolerância a eles, embora algumas pessoas, com o uso, criem maior tolerância.

O cigarro é prejudicial à saúde, mas comparado á maconha faz menos mal. Dizer que a maconha é um produto artesanal e natural e que o cigarro, por ser industrializado, é cheio de "químicas" e faz mal á saúde é outra inverdade, o fato de ser natural não garante que seja bom, pois existem muitos venenos que são naturais. Quanto a ser artesanal, isso também não dá nenhuma garantia de qualidade.

sábado, 15 de maio de 2010

Pesquisa reconhece relação entre violência doméstica e o uso de drogas

De acordo com pesquisa publicada na Revista da Escola de Enfermagem da USP, existe relação entre o uso de drogas por familiares, violência doméstica e dependência a drogas na adolescência.
O trabalho é de autoria da mestre em enfermagem de Catia Campaner Ferrari Bernardy e da doutora em enfermagem Magda Lúcia Félix de Oliveira.

Conforme escrevem os autores, foi realizado levantamento em duas unidades do Centro de Recuperação Vida Nova nos municípios paranaenses de Rolândia e Cambé.
Os estudados foram jovens de ambos os sexos, com idade entre 12 e 18 anos e a existência de referência familiar.

A maioria das mulheres das onze famílias estudadas tinha menos de 50 anos, vários casamentos, um grande número de filhos e baixa escolaridade.
Em dez delas havia envolvimento de outro membro, além do jovem, com drogas de abuso e em seis famílias outro membro já se envolvera em atos infracionais. Quanto à violência doméstica, a maioria dos familiares relatou atos de agressão física intradomiciliar, chamando atenção o fato de esta prática estar presente rotineiramente.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Tráfico e uso de drogas na Rodoviária de Cascavel

Espécie de cracolândia na rodoviária aumenta insegurança na região

O visitante que vem a Cascavel encontra logo que desce do ônibus a insegurança. Na Rodoviária a falta de policiamento e segurança resulta em diversas ações, como presença de flanelinhas, violência, ilícitos e inclusive tráfico e uso de drogas. Esta é a imagem da cidade que fica para quem a visita, mas para quem convive com esta situação diariamente a preocupação é constante. “Isto aqui virou uma cracolândia”, revela um dos comerciantes da Rodoviária que prefere não se identificar com medo de retaliações.
O tráfico e uso, segundo comerciantes da região, taxistas e até passageiros ocorre principalmente no período da noite, mas há casos que mesmo durante o dia são evidentes. A reportagem da Gazeta do Paraná apurou as críticas e verificou que a Rodoviária realmente hoje é ponto de distribuição e uso de drogas, principalmente o crack. A movimentação, no período da noite, depois que escurece, começa com distribuidores que chegam até o grupo que fica nas mediações da parte de fora da rodoviária.
Carros e motos entregam bolsas a alguns homens que estão sempre no local, depois as pedras de crack de dentro desta bolsa começam a ser comercializadas. Aos poucos aparecem os compradores e em questões de poucos minutos realizam a compra e saem. São vários homens e meninos envolvidos na ação. No dia que a reportagem acompanhou, os usuários utilizam o gramado ao lado da Rodoviária para fumar, inclusive ascendendo fogueira para se aquecerem do frio.
Este foi um dos dias que a movimentação aconteceu, porque segundo o comerciante esta cena virou corriqueira no local. “Tem gente que vem fumar crack inclusive dentro da rodoviária”, afirma ao pontuar que muitos dos meninos que ficam como flanelinha são usuários e trocam as moedas ganhas para comprar pedra. “Isto é o dia inteiro, mas quando dá meia noite, que fecha a Rodoviária piora”, afirma ao salientar que por conta do tráfico e uso muitos outros crimes são consequentes, como pequenos roubos.
Os taxistas que trabalham na rodoviária também presenciam situações diárias de insegurança. José Henrique, que trabalha de noite relata que dependendo do dia ele precisa mudar de ponto porque “a droga toma conta”. O taxista conta que o local “virou cracolândia” há mais de um ano porque a segurança é falha. “Aqui não tem policiamento, antes tinha um posto dentro da Rodoviária, depois que nunca mais vieram isto aqui ficou horrível”, revela.
Os clientes, segundo Henrique ficam assustados e aqueles que podem evitam. “Tem bastante gente que vem com frequência pra cá que mudou para o avião, mesmo sendo bem mais caro ou então mudam o horário para chegar durante o dia porque estão com medo”, explica. O taxista conta que isto significa além de insegurança para quem trabalha na Rodoviária, mas também prejuízo. “A gente perde serviço, muita gente para de vir pela Rodoviária e para nós que dependemos de passageiros aqui fica complicado”, garante ao afirmar que perdeu vários clientes que eram fixos.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Uma Parcela Considerável de Jovens da Elite Bebe em Excesso

Em um levantamento realizado pelo Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), verificou-se que um quarto dos jovens com idade de 14 a 19 anos de escolas particulares de classes A e B de Curitiba, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro ,mantém um consumo de álcool considerado perigoso para o organismo pela OMS (Organização Mundial da Saúde. Jovens que bebem regularmente (65%) , pertencem à classe média/alta, e já admitiram ter usado outras drogas, que não usariam quando sóbrios. 



O uso do Álcool em excesso provoca no cérebro, uma reação que desliga o vínculo com as "proibições sociais" ou seja, inibe qualquer escrúpulo que já tenha sido criado (vergonha, timidez, etc) e até mesmo boa conduta, e princípios morais. O álcool em excesso degenera os neorônios e a memória, fazendo com que boas células do cérebro de um jovem ,ainda em desenvolvimento, não desenvolva quando for adulto.

Os riscos do uso em excesso do álcool estão em todas as escalas de tempo.

1). Imediato - Permite com que o jovem faça coisas das quais ele se arrependa, ou com que comprometa sua coordenação motora, na hora em que precisa (dirigir, por exemplo).
2). À médio prazo - Atrapalha no desenvolvimento do cérebro , e dos órgãos principais.
3). À longo prazo - Retarda o processo de regeneração de células, e pode trazer inúmeras doenças, que podem matar, principalmente atacam o fígado e outros órgãos.

No Final das contas , a diversão que pode ser instantânea, não permite que você enxergue as consequências. Tudo têm sua idade. Jovens podem ser influenciados e se deixar levar por alguns outros que cometem estes erros, até mesmo por estar em uma posição social desejável. Mas o bom mesmo é curtir a vida, com seus amigos de verdade, e não ao lado de quem não está se importando com o próprio corpo, imagine com o seu. Fique atento, não caia nessa, dê um cartão vermelho para o álcool.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Eu sei o gosto do inferno, diz ex-viciado em crack

Marcelo não se lembra como foi parar em uma clínica de recuperação. Demorou 2 semanas para recobrar a consciência e lembrar o nome


Hoje, com 34 anos, Marcelo Derussi, fala pausadamente e com clareza. Expõe ideias e opiniões de alguém que já foi viciado em droga. Marcelo fala novamento sobre o tempo em que era um dependente químico: “Foram 17 anos de bagunça”.

Antes de afundar de vez nas drogas, Marcelo cursou até o ensino médio. A retomada dos estudos só veio agora, após os anos de 'bagunça', para tentar entender um pouco melhor tudo aquilo que passou. “Depois da recuperação fiz um curso técnico em reabilitação de dependentes químicos e fui entender melhor a loucura que é essa doença. E os 17 anos de droga me credencia. Porque eu sei qual é o gosto do inferno. O crack traz o ápice da insanidade”. Longe do consumo das drogas desde 31 de outubro de 2006, o músico e funcionário público quer deixar o passado para trás e focar o futuro. “Eu estar aqui conversando já uma coisa incrível. Só quem conheceu o fim do poço sabe que isso aqui é um milagre. Agora eu não me prejudico mais e deixo que a vida se reconstrua e faça a parte dela”.

Foram 17 anos de bagunça. Com todo tipo de drogas. E o caminho normalmente é sempre o mesmo. O caminho da droga tem três finais: cadeia, cemitério ou a instituição psiquiátrica. Você passa por diversos tipos de uso. O uso nocivo, o uso abusivo, e quando chega no transtorno de dependência química, a única alternativa é a abstinência.  Comecei na droga muito cedo. Com 12 ou 13 anos já estava experimentando alguma coisa. Isso a gente tem que alertar. O início normalmente é muito cedo e eu não sou exceção. E a porta de entrada normalmente é o álcool. Começa tomando espuminha de cerveja na festa da família. Começa no cigarro na escola com os amigos. O crack é o ápice, mas precisamos insistir na prevenção das outras drogas pra não chegar ao crack.

É preciso só de mais apoio. A gente só precisa se unir. A dependência química é uma doença de egoísmo. A pessoa se fecha pra dentro de si e o umbigo vira o centro do universo. A recuperação é o caminho contrário. É o encontro com o próximo, a busca da solidariedade, é o bem.

"Todos os viciados em crack, sem nenhuma exceção sabem desse tal 'gosto do inferno' que eu senti"

sábado, 8 de maio de 2010

O crack é diferente de tudo

O crack tem um comércio mais conflituoso que o da cocaína e da maconha. A estrutura da venda tem formas diferentes. O varejo é muito mais pulverizado. Ele é realizado por quadrilhas de jovens. O comércio do crack tem revendedores terceirizados, algo que não vemos na cocaína. O gerente da boca passa a droga para os agentes de revenda, que terceirizam a venda para espécies de free-lancers. É uma cadeia muito fragmentada
É essa venda pulverizada e o alto índice de 'revendedores-consumidores' que acaba tornado a cadeia de venda da droga tão letal.

O vendedor-usuário do crack acaba uma hora ou outra se tornando um devedor. E nessa cadeia, se alguém deve alguma coisa, essa dívida se reproduz nos outros setores de venda. Um vai devendo para o outro. E aí, se ele não paga, não se pode procurar o Procon. É quando entra a força física, a arma de fogo e as mortes. E essa cadeia de venda vira uma cadeia de mortes e de violência
As medidas precisam ser tomadas já.

Os candidatos à Presidência e governadores precisam se posicionar sobre o tema. Estamos vendo que é preciso ser feito algo logo. Ainda há tempo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cérebro Nunca Esquece a Droga, Afirma Psiquiatra

Entrevista a Folha de São Paulo.

Especializado no tratamento de dependentes químicos, o psiquiatra argentino Eduardo Kalina, 63 anos, faz um alerta: o cérebro nunca esquece a sensação provocada pela droga. Para um dependente químico, a cura exige a abdicação total das drogas, inclusive álcool e cigarro por toda a vida.
 

O uso de drogas vai contra a natureza humana. A pessoa procura a droga para ser outro, Popeye, super-homem. Além de corrigir o fator biológico, é preciso fazer psicoterapias, trabalhar com a família. Muitos pacientes precisam reaprender a de desenvolver no meio social. Daí a importância do hospital-dia, com estruturas comunitárias.

"Há cura para a dependência química"


A cura significa deixar de tomar drogas de todo tipo, álcool e tabaco, inclusive, e aceitar que o corpo nunca vai esquecer o que aprendeu. Se foi, alcoólatra ou toxicômano, o cérebro não esquece. Por isso, a cervejinha é fatal, porque abre a memória biológica. A pessoa lembra e acorda tudo o que tratamos de limpar. Há cura se você aceita os seus limites.

"Quem fuma só maconha é dependente"


É dependente, sim. Quando a pessoa diz "fumo só maconha", quase nunca é verdade. Ela fuma cigarros, toma álcool e, com o tempo, não basta. É a porta de entrada para as outras drogas. Assim como se dizia antes que a consciência é solúvel em álcool, hoje, diz que a consciência é solúvel em maconha.

"A família é fator extremamente importante para a formação psicológica do jovem"

O papel da família é não seguir a linha "faça o que eu digo e não faça o que eu faço". Se os pais consomem tabaco, álcool e remédios, não podem pedir que os filhos não procurem soluções químicas. O pai deve dizer ao filho que usou, mas que não há motivo para o filho fazer também. 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Abril foi o mês da apreensão de crack no Paraná

Em trinta dias, foram apreendidos prataicamente a mesma quantidade da droga que nos três primeiros meses do ano.

Consumo no País é uma epidemia já comparada à epidemia de aids no continente africano .

O número de usuários de crack hoje no Brasil está em torno de 1,2 milhão e a idade média para início do uso da droga é 13 anos. Os dados foram apresentados ontem pelo psiquiatra Pablo Roig, durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Roig é especialista no tratamento de dependentes do crack. O número é uma estimativa feita com base em dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os especialistas presentes na audiência apontaram que os países gastam de 0,5% a 1,3% do PIB com o combate e tratamento ao uso de droga.
O consumo de crack no País é comparada a uma epidemia. De longe, é a droga que mais se alastra, atingindo atualmente todas as camadas da sociedade. Na semana passada, durante audiência com a Comissão de Saúde  da Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado federal Alceni Guerra (DEM-PR), membro da frente paralamentar, comparou o consumo de crack no Brasil à aids. “A epidemia do crack aqui só perde para a epidemia da aids na África”, comentou.

A Frente Parlamentar recém-criada pretende discutir propostas emergenciais que impeçam o crescimento do uso da droga no país, assim como as formas de tratar os dependentes. A Câmara de Curitiba também criou uma Frente Parlamentar para o mesmo tipo de discussão e propostas na Capital.
A Secretaria Municipal de Saúde de Curitriba mantém os Centros de Atendimento Psico-Social (Caps) que, entre outras, faz o atendimento aos dependentes químicos. Em 2009, em média, 7% das pessoas que procuravam uma das unidades do Caps na cidade todos os meses o fazia para tentar deixar o crack.

O avanço do crack tem despertado ações de todos os lados. No início da semana o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) discutiu diretrizes de uma campanha nacional de prevenção ao uso de drogas, em especial do crack, que será lançada em breve. O foco será a pevenção.
A fase inicial da campanha prevê uma campanha publicitária com foco na prevenção. Uma segunda etapa deverá definir métodos para que o trabalho se perpetue, tendo os juízes como agentes de mobilização de entidades civis, profissionais que já atuam nessa área de combate às drogas e cidadãos interessados em desenvolver esse trabalho com os jovens.
O governo federal também prepara um um plano nacional interministerial de combate ao uso de drogas, solicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, não há um prazo para que o plano seja lançado, mas deve sair “o mais rápido possível”. O projeto está sendo elaborado por várias pastas, entre elas os ministérios da Saúde, Educação e Justiça.
Abril no Paraná foi o mês do crack. Em trinta dias, foram apreendidos prataicamente a mesma quantidade da droga que nos três primeiros meses do ano. Até o dia 30 de abril, foram apreendidos no Estado 617 mil pedras da droga.


Campanha nacional contra uso de drogas focará a prevenção

Em sua primeira reunião de trabalho, a comissão multidisciplinar criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no mês passado discutiu nesta segunda-feira (03/05) as diretrizes da campanha nacional de prevenção ao uso de drogas, em especial do crack, que será lançada em breve. De acordo com o coordenador da comissão, composta por magistrados de 17 estados, médicos, psicólogos e especialistas no estudo da dependência química, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antônio Carlos Malheiros, o foco da campanha será a prevenção.

"Será uma campanha publicitária de prevenção ao uso de drogas e, fundamentalmente, uma campanha de conscientização, de orientação e de prevenção, que finque alicerces para que haja continuidade no trabalho. Em cada cidade onde houver um juiz, esse juiz será o piloto dessa operação, trabalhando com a nave-mãe que é a nossa comissão aqui no CNJ", resumiu o desembargador.

A comissão foi criada no último dia 16 de abril, durante o I Encontro de Coordenadorias de Infância e Juventude, realizado no plenário do CNJ em Brasília, e tem 60 dias para definir a campanha.

O desembargador Malheiros explicou que a fase inicial da campanha prevê uma campanha publicitária com foco na prevenção. Uma segunda etapa, segundo ele, deverá definir métodos para que o trabalho se perpetue, tendo os juízes como agentes de mobilização de entidades civis, profissionais que já atuam nessa área de combate às drogas e cidadãos interessados em desenvolver esse trabalho com os jovens.

"É importante que o Judiciário enfrente essa situação trágica das nossas crianças, tendo a visão social que já faz parte da filosofia do CNJ que lança mais essa campanha com apoio de todos os magistrados do país", afirmou Malheiros.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Denarc descobre esquema de tráfico de drogas

Policiais da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), núcleo de Foz do Iguaçu, em conjunto com policiais da 2.ª Subdivisão Policial em Laranjeiras do Sul, na região central do Estado, realizaram, na manhã desta sexta-feira (30), a operação Citros I ,para prender uma quadrilha de traficantes. Foram cumpridos quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão.
De acordo com o delegado-chefe da Denarc de Foz, Renato Coelho de Jesus, a polícia investigava o grupo há três meses. A droga comprada em Foz do Iguaçu era vendida em Laranjeiras do Sul, onde a quadrilha montou sua base de atuação. Estão presos: Natálio Traczinski, 35 anos, Diogo Alexander Araújo, 26, Júlio César Jonglonboud, 22, e Jean Marcel Fiori, 25.
"Natálio Traczinski era responsável pela compra da droga em Foz do Iguaçu e pela distribuição aos demais traficantes e usuários em Laranjeiras do Sul. Ele já é condenado a quase três anos, por tráfico de drogas, pela Justiça de Matelândia", explicou o delegado.
Tranczinski foi preso com 1,1 quilo de cocaína, meio quilo de crack e vários comprimidos, que se suspeita serem ecstasy, além de R$ 500. As drágeas foram enviadas para análise. Araújo foi preso com aproximadamente 100 gramas de cocaína, duas balanças de precisão e quase R$ 1,5 mil.

Estudantes
De acordo com as investigações, Araújo, que era funcionário da Sanepar e estudante universitário, revendia cocaína a outros estudantes em Laranjeiras do Sul. Segundo as investigações, ele é ligado a Júlio César Jonglonboud, que também revendia droga na cidade. "Os dois se aliaram com o objetivo de angariar mais usuários e obter lucro maior com o tráfico", explicou o delegado.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Drogas motivam 95% dos homicídios no Paraná

O secretário Serpa e o delegado-chefe Cartaxo: "Estamos cientes dos últimos acontecimentos e garantimos que crime nenhum ficará impune aqui". Noventa e cinco por cento dos homicídios registrados no Paraná têm relação com as drogas e 60% das mortes ocorrem com adolescentes ou jovens de até 25 anos que estão fora das escolas. A informação é do secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Aramis Linhares Serpa, que esteve ontem em Londrina. Segundo ele, o Paraná já não é apenas rota do tráfico de drogas por conta de sua localização geográfica, mas o interior do Estado tem concentrado o consumo da droga, geralmente trazida do Paraguai. Essa ação, observou o secretário, está diretamente ligada aos altos índices de criminalidade na maioria dos municípios, incluindo Londrina. "Hoje não somos só o caminho para as drogas, a droga fica em todas as cidades", enfatizou. 

O delegado-chefe da Divisão Policial do Interior da Polícia Civil, Luiz Alberto Cartaxo, explicou que a rentabilidade dos traficantes com o tráfico de drogas no Estado tem sido de 1000%. "Hoje se compra um quilo de maconha no Paraguai por R$ 90,00 e ela chega em Curitiba por R$ 900,00. Os jovens têm usado cada vez mais drogas. Estamos certos de que isso é uma doença e que precisa ser feito algo em relação a isso", disse.

Propostas de construção de centros para tratamento de usuários de drogas foram feitas durante a reunião. O prefeito Barbosa Neto e também o presidente da Câmara de Vereadores, José Roque Neto, se dispuseram a articular meios para que medidas possam ser concretizadas na cidade a fim de atender esse público.

Para o secretário, as drogas e a desregração familiar precisam ser discutidas para que a sociedade possa fazer sua parte no combate à criminalidade. "Hoje vemos mães separadas indo buscar dinheiro no trabalho e seu filho fica abandonado na rua. Isso é um grande fator que contribui com a marginalização dos jovens", apontou.

Não podemos deixar que os traficantes ganhem mais dinheiro, destruindo mais famílias. É preciso dar um cartão vermelho para as drogas! Denuncie. O número da Polícia Federal de Cascavel é (45)32245152. Essa é uma luta de todos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Brasil quer combate ao tráfico - e não a países

Em conferência mundial no Rio, País vai defender 'corresponsabilidade' da Europa e dos Estados Unidos na luta contra as drogas no mundo

O Brasil vai aproveitar a realização da International Drug Enforcement Conference (Idec), a maior conferência mundial antidrogas, para tentar enterrar de uma vez por todas o conceito de "guerra às drogas" centrado nos países. "A palavra-chave é corresponsabilidade", diz o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. "O conceito que queremos agora é combater o tráfico, não países."
A conferência ocorre no Rio, de terça a quinta-feira. O governo brasileiro, tendo como porta-voz o comando da Polícia Federal, vai mostrar que "a lógica guerreira" no combate ao narcotráfico "impõe um vale-tudo que chega a passar por cima da soberania dos países e restringe o combate aos produtores". A Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas americana, é parceiro na organização e realização da Idec.
Anual - em 2009, o encontro foi suspenso por causa da gripe suína -, a Idec, que pela terceira vez acontece no Brasil, discute as políticas de combate ao tráfico e o crime organizado, mas também debate as ações globais de segurança pública, com foco especial na cooperação policial internacional.
O mercado das drogas divide as nações em três tipos: países produtores, países de trânsito e países consumidores. O Brasil tem sido usado como rota de passagem da droga produzida nos países vizinhos rumo aos grandes mercados consumidores da Europa e Estados Unidos. Hoje, porém, o País se destaca mais como mercado consumidor do que de trânsito. Isso porque tem uma população grande (a quinta maior do mundo), uma economia em expansão, com aumento expressivo da renda média, e situa-se próximo dos maiores produtores mundiais de maconha (Paraguai) e de cocaína (Colômbia, Bolívia e Peru).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Crack Extermína crianças e Jovens

Cigarro por exemplo que é considerado uma droga lícita mata milhares de pessoas por ano . O uso indevido do álcool mata e acarreta problemas dolorosos para inúmeras famílias e também gastos imensos para o Governo, que arca com internações infindáveis de viciados em bebidas alcoólicas.

De alguns anos para cá surgiu uma das mais perigosas e devastadoras drogas de todos os tempos, o crack. Com um refinamento diferente da cocaína normal essa droga por ser usada de forma mais invasiva , mata em pouco tempo e pode viciar já na primeira vez de uso.

Provoca a princípio sensações de euforia, de esquecimento de problemas mas pode também, dependendo da quantidade, matar já na primeira experiência com a droga. Pode provocar dificuldades severas de respiração, ataque cardíaco e convulsões que podem matar sem chance de socorro.



É preciso urgência para resolver o problema pois além de crianças e adolescentes estarem morrendo precocemente, o exemplo dado para outros jovens e crianças que assistem aos noticiários ou mesmo passam pelos locais do crack é péssimo.


Denuncie os Traficantes! O número da PF de Cascavel é (45) 32245152 Denuncie, Dê este Cartão vermelho para as drogas!

terça-feira, 27 de abril de 2010

"Somos vítimas das drogas produzidas no primeiro mundo"

Entrevista com Luiz Fernando Corrêa. Diretor-geral da PF

- O Estado de S.Paulo
O que faz o senhor pensar que EUA e Europa vão ceder e trocar a política da "guerra às drogas" pela "corresponsabilidade"?
Esse novo conceito, o da corresponsabilidade, tende a dominar o mundo porque é lógico, racional e civilizado. A Europa e os Estados Unidos sempre nos olharam como fornecedores e responsáveis pelo mal que atormenta suas populações. Ocorre que tanto Europa como EUA são hoje grandes produtores de drogas sintéticas, que vêm de lá para cá em quantidade cada vez maior. Por essa lógica, nós também somos vítimas das drogas produzidas no primeiro mundo. O fato é que o problema é de todos e nós precisamos nivelar o debate mundial em torno da corresponsabilidade.
As estatísticas mostram que o consumo de drogas, sobretudo maconha, cocaína e crack, aumentou substancialmente no Brasil. Diante dessa situação, como o Estado brasileiro pratica o seu combate corresponsável?
Estamos empenhados em reverter essa tendência e os resultados são animadores. No caso da maconha, em vez da tradicional política de fazer operações repressivas na fronteira, firmamos um acordo de erradicação com o Paraguai, o principal produtor da droga para o mercado brasileiro. Graças à parceria, a oferta caiu drasticamente nos últimos dois anos. Só em 2009 foram erradicados 924 hectares de maconha no Paraguai, um golpe importante no tráfico. Com isso, evitamos que entrassem no Brasil 2,3 mil toneladas de maconha para consumo.
E as drogas mais pesadas?
No caso da cocaína, vamos implementar política semelhante com a Bolívia, que aumentou sensivelmente a área plantada de coca nos últimos anos.
Por que Bolívia, se a Colômbia é o maior produtor mundial?
Quase toda a cocaína produzida na Bolívia destina-se ao abastecimento do mercado brasileiro. O Peru e a Colômbia exportam a droga para a Europa e os EUA. Vamos adotar com a Bolívia a mesma política de corresponsabilidade que vem dando certo com o Paraguai. Não vamos atribuir a eles a responsabilidade exclusiva, nem partir para a estigmatização. Do nosso lado, estamos dificultando a vida dos produtores que agem além fronteira. O aumento do consumo de crack, droga rudimentar derivada da coca na ausência de componentes essenciais, decorre da política bem-sucedida no controle de insumos no lado brasileiro.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Droga é Doença!

Casos trágicos ocorrem com muita frequência em todo o mundo, vitimando pessoas de todos os níveis sociais. Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerar o dependente um doente, muito preconceito ainda envolve a questão, pois a sociedade teima em ver como pessoas fracas e irresponsáveis os alcoólatras, os cocainômanos, os maconheiros e, agora, os consumidores de crack, além daqueles que se drogam com tranquilizantes.

– Por que uma pessoa procura consumir drogas? Apenas por carências psicológicas ou há também fatores orgânicos?
– Não existe um fator único. Há uma predisposição do meio social, da família, características psicológicas, como indivíduos com baixa tolerância à frustração ou com impulsos, além de uma predisposição orgânica, genética, à dependência química. Esta predisposição vem sendo provada nos últimos anos em função da descoberta das endorfinas, drogas internas produzidas por nossos organismos em situações de estresse e de dor, que promovem nosso bem-estar. Em estudo feito nos Estados Unidos, foi provado que algumas pessoas sofrem de uma alteração nesse metabolismo, produzindo menos endorfinas. As drogas então viriam a preencher o vazio deixado pela baixa produção de endorfinas.

– Quais são as drogas que criam dependência química?
– Qualquer droga psicoativa. Não há mais a antiga definição de dependência psíquica ou física. O quadro de dependência química é característico de uma compulsão de procura por drogas, e cada indivíduo tem uma escolha. Existem drogas mais pesadas, e cada uma tem um potencial de dependência. Por exemplo, o crack, que é cocaína fumada, tem um potencial de dependência de quase 100%. O da cocaína aspirada fica em torno de 60% a 70%. O álcool, em torno de 10%. Ou seja, de cada 100 pessoas que bebem, 10 vão se tornar dependentes de álcool.

sábado, 24 de abril de 2010

Uma Luta que Dura Mais De Uma Década


A luta de Paranhos contra as drogas não começou agora. Este combate teve início em 1997, quando ele iniciou seu mandato como Vereador de Cascavel. Por diversas vezes, o  ex- vereador Paranhos usou a Tribuna da Câmara para alertar as autoridades sobre a falta de perspectivas da juventude no campo social e profissional, devido ao alastramento da pobreza e da desagregação familiar. “Frustrado, sentindo-se sem chances de progresso, o jovem acaba nas drogas”- lamentava Paranhos.

O então vereador Paranhos propunha na época medidas simples para a “adoção” de jovens por empresários, que seriam recompensados por isenções fiscais. Paranhos foi engraxate, empacotador e vendedor. Portanto aprendeu cedo o valor do trabalho na formação da juventude. 

Bandeira número 1


Quando foi candidato a deputado estadual, em 2002, Leonaldo Paranhos tinha no combate às drogas sua bandeira número um. Neste período, eram candidatos pelo seu antigo partido, o PMDB, Roberto Requião, ao governo do Paraná e Paulo Pimentel, ao Senado, entre outros.

Nesta época,foi lançada a Cartilha “Antidrogas- Perigo na Escola”,  um livreto de distribuição gratuita,onde personagens infantis debatiam entre si o problema do tráfico nas escolas e abordavam a necessidade das crianças começarem dizendo não as drogas  desde as  chamadas drogas “lícitas”, como o cigarro e a bebida, até a maconha e a cocaína. De lá para cá, este problema se agravou. Hoje o crack avançou sobre a juventude e tornou-se um grave problema de saúde pública.

Paranhos no entanto continua na luta, articula junto ao governo federal a defesa de um Plano Nacional de Combate às drogas e prega a necessidade da formação de um Fundo Nacional que estruture a Polícia e clínicas para prevenção, recuperação e orientação aos drogaditos e seus familiares.


Em março de 2010, Paranhos entregou o projeto Cartão Vermelho Para As Drogas para o então presidente Luis Inácio Lula da Silva, e também para a ministra Dilma Roussef.


Durante o encontro, Paranhos, que é ativista na luta contra as drogas, pediu ao então presidente apoio ao seu projeto de uma Política Nacional de Combate às drogas. Paranhos explicou que as vertentes do programa idealizado por ele são três, a Orientação (palestras, cursos, informação direcionada ao público jovem, em escolas, cursinhos e faculdades), Recuperação (com a implantação de clínicas em pólos regionais cujo direcionamento seriam a formação espiritual e terapias ocupacionais e profissionalizantes) e a Repressão ou Denúncia (através da formação de tropas de elite direcionadas específicamente ao combate aos traficantes).


E agora como deputado estadual o trabalho de combate à drogas continua. Já em suas primeiras ações, Paranhos protocolizou Projeto de Lei que cria o Dia Estadual de Combate Às Drogas, e criou uma Frente Parlamentar de Combate Às Drogas.


O deputado também apresentou a Secretária Estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, as propostas de seu projeto de combate às drogas. A secretária Fernanda Richa manisfestou seu apoio e ainda se comprometeu com o projeto, colocando a Secretaria Família e Desenvolvimento Social como parceira efetiva das ações.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pesquisa aponta que fumantes são menos inteligentes

Foram entrevistados 20 mil soldados de Israel, com idade entre 18 e 21 anos. Estudo publicado pela revista ´Addiction´ sugere que fumante tem QI menor. Médicos acreditam que a decisão de fumar está ligada a uma menor capacidade intelectual. Pesquisa publicada na Grã-Bretanha sugere que fumantes têm QI mais baixo do que não-fumantes.

Os pesquisadores constataram que os QIs mais baixos eram daqueles que fumavam mais cigarros por dia. Além dos danos à saúde já conhecidos, fumar afeta também o desempenho intelectual. Um artigo publicado na revista britânica “Addiction”, uma das mais prestigiadas sobre tabagismo, dá destaque a outro fator de risco: segundo a pesquisa, jovens menos inteligentes estão mais propensos a começar a fumar. Foram pesquisados 20 mil recrutas das Forças Armadas de Israel, com idade entre 18 e 21 anos. O QI deles estava dentro da faixa considerada normal, mas, enquanto os não-fumantes tinham QI médio de 101, o dos que fumavam era de 94.

Os pesquisadores constataram que os QIs mais baixos eram daqueles que fumavam mais cigarros por dia. Uma conclusão polêmica. “Eu estudo normalmente como sempre estudei, tiro minhas notas boas na faculdade como sempre, fumando ou não fumando”, diz um universitário. “Não é uma atitude inteligente, mas também eu não me considero um burro por fumar”, acrescenta outro estudante.

Gêmeos
Esse não é o primeiro estudo que relaciona o fumo ao QI mais baixo. A diferença é que entre os jovens pesquisados havia 140 gêmeos, irmãos com características genéticas semelhantes, que cresceram no mesmo ambiente, tiveram a mesma educação, mas fizeram escolhas diferentes em relação ao cigarro. Também entre os gêmeos quem fumava tinha o QI menor.
A explicação é simples, diz a psiquiatra Célia Lídia da Costa: “elas têm uma dificuldade maior de compreensão do que está sendo veiculado a respeito do cigarro”.

Mas qual a razão de muita gente fumar mesmo sabendo dos riscos? “Eu sei que causa câncer. Em homem, impotência”. O médico Sérgio Ricardo dos Santos lembra que ter pais ou amigos que fumam pode ser mais determinante do que a inteligência para o hábito de fumar. Lembra que gênios da música, como Vinícius e Mozart, eram fumantes. Mas faz um alerta: o QI de quem fuma pode diminuir com o tempo.

“Não é possível afirmar que o tabagismo traga burrice às pessoas. A única coisa que ele faz é expor as pessoas a ter uma perda de memória e dificuldade de aprendizado, de compreensão durante a vida”, diz.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sessão na Câmara Federal: "É preciso continuar combatendo o tabagismo."

Especialistas reunidos segunda-feira (19/04) na Câmara ressaltaram os avanços do Brasil no combate ao tabagismo, mas cobraram a criação de novas políticas para conter o consumo de cigarro no País. Deputados, representantes do governo e de entidades da sociedade civil debateram a implementação, no Brasil, da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, ratificada em 2006 pelo País.

Hoje, cerca de 17% da população adulta brasileira é fumante. Estima-se que, no Brasil, 200 mil pessoas morram por ano por causa de doenças relacionadas ao tabagismo, sendo que pelo menos 2.700 dessas mortes são de fumantes passivos. Os dados foram apresentados pelo diretor do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Luiz Antonio Santini, durante a audiência, promovida pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional a pedido do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

Aumento de impostos
O diretor-geral do INCA citou algumas ações do governo para controlar o uso de tabaco, como o aumento de impostos sobre cigarros e a ampliação das ações de rastreamento de mercadorias contrabandeadas. “A implementação da Convenção-Quadro no Brasil é um exemplo de sucesso, contudo, não podemos perder de vista que ainda há muito a fazer. O tabagismo é hoje uma epidemia, um problema de saúde pública”, alertou Santini.

Segundo a diretora-executiva da Aliança de Controle do Tabagismo, Paula Johns, outros países estão à frente do Brasil nas ações de incentivo à diminuição do consumo de cigarros. “O Uruguai tem maiores restrições à publicidade desses produtos, e o Paraguai já adotou lei federal que garante que ambientes fechados devem ser 100% livres de fumo. O Brasil pode e deve melhorar as políticas de diminuição do tabagismo”, argumentou.

O Tabaco é hoje um dos maiores males lícitos a saúde no mundo. Pesquisas feitas em todo o mundo apontam que 90% dos fumantes, deseja parar de fumar. Todos sabem o mal que o cigarro faz ao organismo e até mesmo ao bolso, já que para sustentar o vício do cigarro, é necessário a compra da droga diariamente. Dê um Cartão Vermelho também para o cigarro. 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pais e Filhos e o Alcoolismo

Adolescentes que trabalham ou que têm relações ruins com os pais podem estar mais sujeitos ao uso pesado de álcool.

Estudo revela que quase 10% dos estudantes fazem uso abusivo de álcool, e que ter pai liberal pode até mesmo piorar o indicador.
De acordo com pesquisa publicada na Revista de Saúde Pública, o uso abusivo de álcool pode ser comum entre os adolescentes e atinge principalmente os indivíduos com relações ruins com os pais ou que já trabalham. 

Segundo os pesquisadores, para coleta de dados, foi realizado levantamento com estudantes de idades entre dez e 18 anos, do ensino fundamental e médio de escolas públicas em todas as capitais brasileiras. As informações foram coletadas por meio de um questionário anônimo de autopreenchimento com questões fechadas, que foi adaptado a partir de um modelo utilizado pela Organização Mundial da Saúde. O questionário, conforme explicam, "continha questões sobre frequência e padrão de uso de drogas, bem como dados demográficos, de frequência escolar, prática esportiva, religião e trabalho. Além disso, foram incluídas no questionário questões sobre relacionamento familiar e percepção quanto ao controle exercido pelos pais".

Os autores revelam, entre os resultados do levantamento, que "os fatores mais associados ao uso pesado de álcool no mês anterior à pesquisa foram: trabalho formal, idade superior a 15 anos e relacionamento ruim ou regular com a mãe". Eles afirmam ainda que "A prática de esporte e a percepção de ter uma mãe liberal não apresentaram significância estatística e foram desconsiderados. A percepção de personalidade liberal do pai mostrou-se associada ao uso pesado de álcool pelos estudantes".

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Risco do Crack

Uma droga barata, de alto poder viciante e que atinge principalmente as famílias de baixa renda. Este o perfil inicial do crack, a droga que tem o maior poder de destruição entre as demais. No Brasil, a droga avança em proporções violentas deixando um rastro de destruição e degradação por onde passa, o crack está presente em todos os setores desde os presídios até nas ruas das grandes cidades do país.
Preocupado com o aumento do consumo de crack no país,até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem trabalhado internamente uma política para coibir o consumo e o avanço desta droga. Lula cobrou publicamente dos ministros da Justiça, Luiz Paulo Barreto, da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, José Gomes Temporão, além do secretário nacional de Política Sobre Drogas, Paulo Roberto Uchôa, uma ação. A ideia é que o grupo apresente, em 15 dias, um plano integrado de combate ao consumo e o tráfico da droga.
A questão do crack é tão preocupante que nas grandes cidades do país, já existem áreas dominadas por traficantes e consumidores, onde pessoas de bem não podem nem passar por perto, correndo riscos diversos, entrar nas chamadas zonas do crack, é a certeza de assaltos ou até mesmo risco de morte, pois não se sabe o que se passa na cabeça de pessoas que consumem o crack. Esses territórios são dominados por milícias ligadas ao crack e já ganhou o nome de cracolândia. O centro antigo de São Paulo é um exemplo disso, há uma área dominada por consumidores e traficantes, totalmente degradada e o aparato de segurança publica é extremamente sem eficiência naquela região. O consumo e a venda, em muitos momentos ocorre diante dos olhos da polícia, que nada faz.
O problema é que essa situação está chegando às médias e pequenas cidades do país, e isso está a cada dia mais claro diante do consumo crescente da droga no Brasil. Da maneira em que o consumo cresce, e se nada for feito, fatalmente teremos cracolândias até aqui em Rondonópolis em proporções tão assustadoras como em São Paulo.
Um fato o que chama a atenção são os números da droga, que e acordo com o ministro da Justiça, a apreensão da pasta base de cocaína , usada para para fazer o crack, cresceu de 500 quilos, em 2008, para 4,5 mil quilos em 2009.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O Crack Atinge os Filhos Dos Ricos

A "pedra da morte" é usada por estudantes de escolas particulares e universitários.





Filho de uma dona de casa e de um corretor de imóveis bem-sucedido, Rafael, (testemunha) de 20 anos, estudou nas melhores escolas particulares de Foz do Iguaçu. O menino loiro e de olhos verdes começou a fumar maconha aos 13 anos. Dois anos depois, veio a cocaína. Junto com a droga, a possibilidade de ganhar dinheiro. Percorria quilômetros até o Sertão do estado para trazer carregamentos de maconha para a capital. Nunca foi parado em operações policiais, comuns na região.

"Comecei a usar e a vender drogas buscando aceitação dos amigos. Me sentia o ´cara´, com dinheiro na carteira e mulheres", diz. Naquela época, morava com o pai, separado da mãe havia quatro anos, e que não poupava agrados ao filho. "Tudoe pedia ele me dava", conta, lembrando que o pai era companheiro de copo. Mesmo com o uso excessivo de drogas do filho - que aos 16 já conhecia o crack -, o pai de Rafael decidiu lhe dar um prêmio quando concluiu o segundo grau. Presenteou o jovem com um carro. "Não tinha maturidade. Comecei a usá-lo para vender drogas e curtir as festas. Com cinco meses, acabei com ele depois de uma bebedeira", recorda.



Drogas não têm nenhum critério seletivo. Apenas pega quem está no "lugar errado, na hora errada"  . Droga não é sinônimo de escape para alguém que tem problemas sociais financeiros, não é coisa de pobre. Droga é aquilo que atinge a quem se deixa levar por algum influenciador que mostra o caminho e as vantagens, nunca mostrará a seqüela, a dor, a angústia , o choro que causa os efeitos de um viciado na família, além dele mesmo. Droga pode ser um escape pra quem se mostra preso à algo que parece sem saída, pode ser a luz, quando a angústia lhe escurece. Pode ser a risada e a popularidade. Mas o fundo do poço sempre chega, e não tarda. 


Mostre que você é mais cabeça que quem usa. Há milhares, milhões de outras maneiras de rir, de sentir adrenalina, de secar as lágrimas, fora , limpo de uso de drogas. Seja esperto, não caia nessa! Procure ajuda , e denuncie os traficantes ! O número da Polícia Federal é (45)3224-5152



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Lula cobra de ministros plano integrado de combate ao crack

Preocupado com o aumento do consumo de crack no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou dos ministros da Justiça, Luiz Paulo Barreto, da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, José Gomes Temporão, além do secretário nacional de Política Sobre Drogas, Paulo Roberto Uchôa, que apresentem, em 15 dias, um plano integrado de combate ao consumo e o tráfico da droga.

De acordo com o ministro da Justiça, a apreensão da pasta base de cocaína – usada para produzir as pedras de crack - cresceu de 500 quilos, em 2008, para 4,5 mil quilos em 2009. Barreto informou que o presidente pediu que as ações realizadas separadamente pelos ministérios sejam sistematizadas.

Segundo o ministro, proporcionalmente, a apreensão de crack foi maior do que outros tipos de droga, como a maconha e cocaína. “Quantitativamente, as apreensões de maconha e de cocaína ainda são maiores. Agora, houve esse aumento mais significativo [de crack], entre 2008 e 2009”, disse o Barreto acrescentando que, em 2010, até o mês de março, os números permanecem semelhantes aos registrados no ano passado.

De acordo com o ministro, a integração das políticas antidrogas deverá trazer um resultado mais eficaz no combate ao crack. “Vamos poder usar médico do Programa Saúde da Família, identificar o uso do crack no primeiro momento e dar aos usuários um atendimento na rede de saúde. Poderemos também fazer a prevenção nas escolas.”

 
VEJA TAMBÉM -  A LUTA CONTRA AS DROGAS CHEGA À PRESIDÊNCIA.

sábado, 10 de abril de 2010

"Droga da Moda" Chega ao Brasil e Paraná

O que parecia ser uma droga só usada nos EUA e Europa chega ao Brasil com status de droga da moda.
Entre os "baladeiros" de plantão, em casas noturnas e em festas rave, o consumo de mefedrona é cada vez mais comum, sem discriminação por quantidade de uso e seu comércio se torna mais uma peça importante no poderoso esquema de tráfico no Paraná.

O Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc, alerta para o potencial letal da mefedrona, uma nova droga sintética usada como alternativa à cocaína e à anfetamina. Segundo a agência da ONU, o consumo da droga está aumentando na Europa, América do Norte e Austrália.

Conhecida também como "miau-miau" ou "M-cat", a droga não está sob controle internacional e o Unodc acredita que a extensão do uso ainda não está clara.

Euforia
O gerente do programa de drogas sintéticas do Unodc, Beate Hammond, explica que há poucas informações sobre a mefedrona e que o uso de pequenas quantidades causam sérios riscos à saúde. De acordo com Hammond, há confirmações de mortes após o consumo do "miau-miau".

Geralmente vendida na forma de pó branco, os efeitos da mefedrona incluem aumento da euforia, estado de alerta e agitação. A droga é vendida de forma frequente pela internet como fertilizante de plantas.

A mefedrona é produzida para criar efeitos similares aos da cocaína. Mas por conta da diferença nos químicos, não há ainda nenhuma restrição legislativa em relação à produção e distribuição.

Por ser nova no mercado, há pouca pesquisa sobre todos os efeitos e capacidade tóxica. Na Europa, a substância está sendo investigada pelo Centro de Monitoramento de Drogas, que deve concluir em julho um relatório sobre a mefedrona.

Ao saber da comercialização desta droga, ligue, denuncie! O número da polícia federal de Cascavel (45) 32245152. Temos que dar um cartão vermelho para as drogas, essa é uma luta de todos.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cada Vez Mais Cedo

Segundo dados do Ministério da Saúde, da população brasileira, 75% fazem ou já fizeram uso de álcool. E, em se tratando do uso de álcool por menores de idade (12 a 17 anos), 48,3% (2001) e 54,3% (2005), um aumento bastante considerável. Em geral, houve aumento do consumo em todas as faixas de idade (2001-2005). Obviamente, não precisamos ir muito longe para atestarmos que o aumento do consumo de bebidas alcoólicas pela população como um todo, e, em especial, pelos jovens e adolescentes, é algo evidente. Dizem-nos os dados: 61% das vítimas de acidentes fatais tinham ingerido bebidas alcoólicas (ABDETRAN, 1997). 50% dos acidentes de trânsito com vítimas estão associados ao consumo de álcool. Mortes no trânsito (2004): 35.000 (cerca de 17.000 associadas ao consumo de álcool). Já dizia o velho e sempre novo Santo Tomás de Aquino que diante do evidente, não há necessidade de provas. Basta que observemos, à noite, principalmente, em alguns canteiros nas ruas, praças, barzinhos ou festas em geral, para vermos pessoas bebendo, e – dentre elas – a relevante quantidade de jovens (não só garotos, mas garotas, também!) ingerindo álcool em quantidade tantas vezes abusiva. E – o que é pior – cada vez mais cedo!

Vivemos numa cultura pós-moderna hedonista e permissiva, onde o respeito aos limites é algo bem pouco vivenciado por muitos. O slogan “Viver sem fronteiras” que nos era veiculado por uma grande operadora de telefonia móvel certamente é – dentre tantos outros – um reflexo da nossa cultura atual. Nos nossos jovens está a semente do amanhã. Mas é fato que estamos imersos nesse grande fenômeno do alcoolismo na juventude, que remonta às décadas de 60 e 70 do século XX, e tem aumentado cada vez mais. O consumo de álcool (e drogas de um modo geral) é justificado, por alguns, como ritual de passagem (entrada no grupo, na faculdade etc.); ou como procura da independência por parte do jovem; ou, ainda, que é algo social, só para os fins de semana. Será que é mesmo? Quantos jovens começaram sua via dolorosa da dependência química nessas ocasiões? Foi num “barzinho”; foi só uma “cervejinha”, uma “cachacinha” e outros “inhos” e “inhas” que, para muitos, se transformaram num grande problema para o jovem e para sua família. A inversão dos verdadeiros valores humanos e cristãos; e a posterior escolha de contra-valores é também uma das grandes causas desta triste realidade.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Indústria do Tabaco não Destróe só Organismo

De acordo com o Banco Mundial, o consumo do fumo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano. Esta perda é causada por diversos fatores, como sobrecarga do sistema de saúde com tratamento das doenças causadas pelo fumo, mortes precoces de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadoria precoce, aumento de 33% a 45% no índice de faltas ao trabalho, menor rendimento no trabalho, mais gastos com seguros mais gastos com limpeza, manutenção de equipamentos e reposição de mobiliários, maiores perdas com incêndios e redução da qualidade de vida do fumante e de sua família.
Mesmo assim, a receita proveniente da taxação do tabaco, a geração de empregos e as exportações são argumentos empregados pela indústria fumageira no seu lobby econômico para convencer as instâncias governamentais da importância da indústria do fumo para a economia do país, o que, é claro, acaba por dificultar as ações de controle do tabagismo.
O recolhimento de impostos que incidem sobre o cigarro é muito significativo para a economia do país, mas os prejuízos decorrentes do tabagismo superam qualquer questionamento puramente econômico. O Brasil taxa, atualmente, o maço de cigarro em 74%, enquanto outros países como a Dinamarca o taxam em até 83%.
Outro aspecto importante, que deve ser contabilizado nessas perdas, são as agressões ao meio ambiente e à saúde daqueles que lidam com a cultura do tabaco.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Drama da Vida de um Usuário

Dentre toda a história dos seres humanos, sempre foi sabido que o corpo humano necessita de sensações de prazeres variados. Prncipalmente o cérebro  que é o chamado "chefe do corpo" que acaba comandando a vontade de consumir estas substâncias através de seus transmissores. Alem de drogas ruins para o orgânismo, nosso corpo pede por substâncias como chocolate, carne etc... que o faz ter a mesma sensação de vontade das substâncias perigosas. São diversas as substâncias que causam essa deturpação: álcool, nicotina, e outras.
   As drogas trazem em seu interior  substâncias com o mesmo princípio ativo de alguns alimentos, como acontece com o chocolate que tem anandamida, um tipo de gordura que ativa os mesmos receptores químicos cerebrais envolvidos no consumo da maconha.  Estas substâncias agem no cérebro para nos fazer ficar viciados rapidamemte.
   Daí para frente todas as fontes de prazer deixam de ter a mesma importância e só o consumo do entorpecente passa a ser agradável, imitando as moléculas que nosso cérebro precisa para sobreviver.
 
Pesquisas feitas no Brasil apontam que o uso começa aos 10 anos, sempre na escola, e sempre influenciado por uma pessoa maior que usa, e oferece ao jovem, que muitas vezes usa para entrar no meio social que aquelas pessoas vivem. Mal sabe o jovem , que essa vida leva só leva a um caminho que traz sofrimento, e muitas vezes morte prematura. Dê um cartão vermelho para as drogas. Não deixe que ela dite o seu livro da vida, pois quando ele acabar vai ver que só restaram páginas em branco, no livro da família, as páginas de dor e saudade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Brasileiro bebe muito a cada vez, diz estudo.

Pelo menos uma vez por semana a publicitária Leila (nome fictício), de 35 anos, "enche a lata". Já o atendente de telemarketing Ricardo (nome fictício), de 25 anos, conta que prefere nem beber durante a semana para não ter problemas para trabalhar no dia seguinte. "Eu sei que, se eu tomar uma lata de cerveja, vou tomar duas, três e por aí vai." Nem Leila nem Ricardo podem ser considerados dependentes de álcool. Mas ambos seguem um padrão de consumo que é típico do brasileiro: o "binge drinking" ou "beber pesado episódico" (mais de cinco doses para homens e quatro para mulheres em uma ocasião).

"Em vez de beber todos os dias, moderadamente, às refeições, como os europeus, os brasileiros bebem tudo de uma vez no fim de semana. É um padrão prejudicial, pois aumenta o risco de dependência e deixa a pessoa mais sujeita a intoxicação e comportamento de risco, como sexo desprotegido, abuso de nicotina e dirigir embriagado", afirma a pesquisadora do Instituto de Psiquiatria da USP Camilla Magalhães Silveira.

Camilla coordenou, no Brasil, parte de uma investigação da Organização Mundial de Saúde (OMS) realizada em 28 países com o intuito de medir a prevalência de transtornos mentais na população. Mais de 5 mil pessoas participaram da pesquisa na região metropolitana de São Paulo, escolhida para representar o País.

Os dados obtidos revelam que, enquanto o consumo per capita anual de bebida alcoólica na França é de 18 litros por pessoa, no Brasil ele está abaixo de 8 litros. No entanto, a taxa de abuso e dependência aqui é de 4%, enquanto entre os franceses é de apenas 0,8%.

"A OMS tem uma escala que vai de 1 a 4 e mostra o quanto é prejudicial o consumo em cada País. O Brasil recebeu nota 4, a de maior gravidade. Já os europeus têm um padrão de consumo protetor, que até faz bem à saúde", explica.

O estudo revelou ainda que 86% dos entrevistados haviam consumido ao menos 1 dose de bebida alcoólica na vida, e 56,2% consomem regularmente (pelo menos 12 doses em 12 meses). A taxa de dependência foi de 3,3% e a de abuso, de 9,4%.

"Ainda que os abusadores não sejam a maioria no País, o impacto na saúde é grande. Isso resulta em acidentes de trânsito, em violência física e verbal e prejudica o rendimento no trabalho e no estudo", afirma Arthur Guerra, um dos maiores especialistas do País no tratamento de dependentes de álcool e drogas.

"Não sei ao certo o quanto bebo, pois há sempre mais pessoas na mesa. Só sei que no fim da noite há pelo menos 20 garrafas de cerveja amontoadas ao lado", diz Ricardo. "Além disso, em festa, extrapolo mesmo."

Fora de casa. Outro levantamento recente, da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Unifesp, aponta que quase metade da população é abstêmia - e que, quem bebe, bebe muito. "Cerca de 25% disseram beber pouco e ocasionalmente. Os outros 25% são responsáveis por consumir 80% do álcool ingerido no País", diz Ronaldo Laranjeira, responsável pela pesquisa.

Para o psiquiatra, esse padrão está relacionado a um consumo não domiciliar. "O consumo é principalmente social, fora de casa e, por isso, a tendência é que seja maior", analisa. Para ele, essa cultura é preocupante não só porque leva os jovens ao consumo excessivo, mas também porque os leva a beber longe do controle familiar.

A proibição da propaganda de bebidas alcoólicas e uma fiscalização que de fato coíba a venda a menores de idade são as medidas apontadas por Laranjeira para reverter o quadro. "Não podemos deixar que a educação de nossos filhos para o álcool seja feita pela indústria de bebida."

segunda-feira, 5 de abril de 2010

IBGE: quase 25 milhões de brasileiros acima de 15 anos fuma e bebe



Pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que 17,2% da população brasileira com mais de 15 anos é fumante e bebe com muita frequência. Esse percentual corresponde a 24,6 milhões de pessoas, de um total de 143 milhões nessa faixa de idade.

Do total de dependentes, em 2008, ano de referência do estudo, 15,1% fumavam diariamente. Segundo a pesquisa, 2,1% foram considerados fumantes ocasionais (pessoa que faz uso do produto, mas não todos os dias).

Entre os homens, 21% fumavam regularmente. Entre as mulheres, o percentual era de 13,2%.

A Região Sul concentra o maior percentual de fumantes (19,3%) e o Nordeste, o menor (16,5%). Entre as unidades federativas, o Distrito Federal tem o menor índice (13,7%) e o Acre, o maior (21,7%).

A pesquisa também constatou que, entre as pessoas que usavam "qualquer produto de tabaco fumado", 17,2% fumavam cigarro industrializado, 4,4%, cigarro de palha ou enrolado à mão, e 0,7%, outros produtos derivados do tabaco. A Região Nordeste tem o maior percentual de pessoas que fumam cigarro de palha.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Droga destróe vidas até de quem NÃO usa

A luta para manter os filhos longe da droga Os dramas nas famílias destroçadas pelo crack se repetem à exaustão. Poucas obtêm vitórias na luta contra o vício, poucas têm histórias de reabilitação para contar. Marina* viu o filho adolescente se tornar um mendigo. Sandra*, em desespero, apelou à Justiça para que o filho de 25 anos fosse afastado do lar depois de tantos problemas causados pelo uso da droga. Não bastou.
Marina conseguiu afastar o adolescente da droga, uma vitória conquistada com muito sacrifício, apesar de ter a certeza de que muito ainda precisa ser feito. Sandra não. Mesmo sabendo da ordem judicial, o rapaz continua invadindo a moradia da mãe em busca de objetos que possam ser trocados pelas pedras.
O crack entrou na vida dessas duas mulheres como um furacão, rompendo laços familiares e afastando mães e filhos. Pior do que isso: abalou a convicção que ambas tinhas de que uma boa educação aliada a valores familiares não bastam para manter os filhos longe das drogas.
Essa é a história dessas duas mulheres, que como muitas outras no Paraná travam uma luta desigual contra essa droga devastadora. Elas sabem que estão em desvantagem, mas sonham um dia ver os filhos sadios como eram no passado.

As duas mães fazem parte do perfil que hoje abrange um grupo que infelizmente tem crescido e em uma velocidade enorme. O perfil da família de um viciado. O drama chamado drogas, não afasta apenas o viciado do quadro de exclusão social, mas a família ou até mesmo qualquer um que se importe e sinta carinho pela pessoa.

Dê um cartão vermelho para as drogas! Denuncie os traficantes - programa INFORMANTE CIDADÃO - (45)3224-5152 é o numero da polícia federal de Cascavel.

Entre nessa luta você também, por uma cidade, um estado cada vez melhor!

*Os nomes usados nesta reportagem são fictício