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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Abril foi o mês da apreensão de crack no Paraná

Em trinta dias, foram apreendidos prataicamente a mesma quantidade da droga que nos três primeiros meses do ano.

Consumo no País é uma epidemia já comparada à epidemia de aids no continente africano .

O número de usuários de crack hoje no Brasil está em torno de 1,2 milhão e a idade média para início do uso da droga é 13 anos. Os dados foram apresentados ontem pelo psiquiatra Pablo Roig, durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Roig é especialista no tratamento de dependentes do crack. O número é uma estimativa feita com base em dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os especialistas presentes na audiência apontaram que os países gastam de 0,5% a 1,3% do PIB com o combate e tratamento ao uso de droga.
O consumo de crack no País é comparada a uma epidemia. De longe, é a droga que mais se alastra, atingindo atualmente todas as camadas da sociedade. Na semana passada, durante audiência com a Comissão de Saúde  da Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado federal Alceni Guerra (DEM-PR), membro da frente paralamentar, comparou o consumo de crack no Brasil à aids. “A epidemia do crack aqui só perde para a epidemia da aids na África”, comentou.

A Frente Parlamentar recém-criada pretende discutir propostas emergenciais que impeçam o crescimento do uso da droga no país, assim como as formas de tratar os dependentes. A Câmara de Curitiba também criou uma Frente Parlamentar para o mesmo tipo de discussão e propostas na Capital.
A Secretaria Municipal de Saúde de Curitriba mantém os Centros de Atendimento Psico-Social (Caps) que, entre outras, faz o atendimento aos dependentes químicos. Em 2009, em média, 7% das pessoas que procuravam uma das unidades do Caps na cidade todos os meses o fazia para tentar deixar o crack.

O avanço do crack tem despertado ações de todos os lados. No início da semana o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) discutiu diretrizes de uma campanha nacional de prevenção ao uso de drogas, em especial do crack, que será lançada em breve. O foco será a pevenção.
A fase inicial da campanha prevê uma campanha publicitária com foco na prevenção. Uma segunda etapa deverá definir métodos para que o trabalho se perpetue, tendo os juízes como agentes de mobilização de entidades civis, profissionais que já atuam nessa área de combate às drogas e cidadãos interessados em desenvolver esse trabalho com os jovens.
O governo federal também prepara um um plano nacional interministerial de combate ao uso de drogas, solicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, não há um prazo para que o plano seja lançado, mas deve sair “o mais rápido possível”. O projeto está sendo elaborado por várias pastas, entre elas os ministérios da Saúde, Educação e Justiça.
Abril no Paraná foi o mês do crack. Em trinta dias, foram apreendidos prataicamente a mesma quantidade da droga que nos três primeiros meses do ano. Até o dia 30 de abril, foram apreendidos no Estado 617 mil pedras da droga.


terça-feira, 13 de abril de 2010

O Crack Atinge os Filhos Dos Ricos

A "pedra da morte" é usada por estudantes de escolas particulares e universitários.





Filho de uma dona de casa e de um corretor de imóveis bem-sucedido, Rafael, (testemunha) de 20 anos, estudou nas melhores escolas particulares de Foz do Iguaçu. O menino loiro e de olhos verdes começou a fumar maconha aos 13 anos. Dois anos depois, veio a cocaína. Junto com a droga, a possibilidade de ganhar dinheiro. Percorria quilômetros até o Sertão do estado para trazer carregamentos de maconha para a capital. Nunca foi parado em operações policiais, comuns na região.

"Comecei a usar e a vender drogas buscando aceitação dos amigos. Me sentia o ´cara´, com dinheiro na carteira e mulheres", diz. Naquela época, morava com o pai, separado da mãe havia quatro anos, e que não poupava agrados ao filho. "Tudoe pedia ele me dava", conta, lembrando que o pai era companheiro de copo. Mesmo com o uso excessivo de drogas do filho - que aos 16 já conhecia o crack -, o pai de Rafael decidiu lhe dar um prêmio quando concluiu o segundo grau. Presenteou o jovem com um carro. "Não tinha maturidade. Comecei a usá-lo para vender drogas e curtir as festas. Com cinco meses, acabei com ele depois de uma bebedeira", recorda.



Drogas não têm nenhum critério seletivo. Apenas pega quem está no "lugar errado, na hora errada"  . Droga não é sinônimo de escape para alguém que tem problemas sociais financeiros, não é coisa de pobre. Droga é aquilo que atinge a quem se deixa levar por algum influenciador que mostra o caminho e as vantagens, nunca mostrará a seqüela, a dor, a angústia , o choro que causa os efeitos de um viciado na família, além dele mesmo. Droga pode ser um escape pra quem se mostra preso à algo que parece sem saída, pode ser a luz, quando a angústia lhe escurece. Pode ser a risada e a popularidade. Mas o fundo do poço sempre chega, e não tarda. 


Mostre que você é mais cabeça que quem usa. Há milhares, milhões de outras maneiras de rir, de sentir adrenalina, de secar as lágrimas, fora , limpo de uso de drogas. Seja esperto, não caia nessa! Procure ajuda , e denuncie os traficantes ! O número da Polícia Federal é (45)3224-5152



sábado, 27 de março de 2010

Crack: a Mais Devastadora das Drogas

O crack leva 15 segundos para chegar ao cérebro e já começa a produzir seus efeitos: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço. Mas, se os prazeres físicos e psíquicos chegam rápido com uma pedra de crack, os sintomas da síndrome de abstinência também não demoram a chegar.  Em 15 minutos, surge de novo a necessidade de inalar a fumaça de outra pedra, caso contrário chegarão inevitavelmente o desgaste físico, a prostração e a depressão profunda. 

O crack é uma droga mais forte que as outras.
As pessoas que o experimentam sentem uma compulsão ( desejo incontrolável) de usá-lo de novo, estabelecendo rapidamente uma dependência física, pois querem manter o organismo em ritmo acelerado. As estatísticas do Denarc ( Departamento Estadual de Investigação sobre Narcóticos) indicam que, em Janeiro de 1992, dos 41 usuários que procuraram ajuda no Denarc, 10% usavam crack e, em Fevereiro desse mesmo ano, dos 147 usuários, já eram 20%. Esses usuários, em sua maioria, têm entre 15 e 25 anos de idade e vêm tanto de bairros pobres da periferia como de ricas mansões de bairros nobres.
Como o crack é uma das drogas de mais altos poderes viciantes, a pessoa, só de experimentar, pode tornar-se um viciado. Ele não é, porém, das primeiras drogas que alguém experimenta. De um modo geral, o seu usuário já usa outras, principalmente cocaína, e passa a utilizar o crack por curiosidade, para sentir efeitos mais fortes, ou ainda por falta de dinheiro, já que ele é bem mais barato por grama do que a cocaína. Todavia, como o efeito do crack passa muito depressa, e o sofrimento por sua ausência no corpo vem em 15 minutos, o usuário   usa-o em maior quantidade, fazendo gastos ainda maiores do que já vinha fazendo. Para conseguir, então, sustentar esse vício, as pessoas começam a usar qualquer método para comprá-lo. Submetidas às pressões do traficante e do próprio vício, já não dispõem de tempo para ganhar dinheiro honestamente; partem, portanto, para a ilegalidade: tráfico de drogas, aliciamento de novas pessoas para a droga, roubos, assaltos, etc.

Essa droga devasta não apenas o corpo e saúde mental do usuário. Destróe qualquer tipo de sentimento, e destróe também os princípios morais, que são construídos durante uma vida inteira, é trocado pelo uso da droga. Enquanto os usuários e as famílias sofrem, os traficantes e os grandes "empresários" das drogas só vão ficando cada vez mais ricos, ajudando além do próprio tráfico de drogas, o tráfico de armas e vários outros crimes diretamente ligados.  É preciso acabar com isso. Ligue , denuncie! Ao ver movimentação estranha em seu bairro, ou até mesmo se tiver informações, ligue para a PF de Cascavel - (45) 3224-5152 , ou para no disque denúncia - 181 . Sua identidade será mantida em absoluto sigilo. O poder de dar um CARTÃO VERMELHO PARA AS DROGAS pode estar em suas mãos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Crack Sai das Periferias e Alastra-se Até Grandes Centros


Carla Ferreira Paz, faxineira que reside e trabalha em Foz do Iguaçu, resolveu prender o filho para que ele não saísse de casa atrás de crack. Ela responde agora a processo por maus-tratos, mas já avisou que, se for preciso, vai voltar a acorrentar o garoto. "Não quero vê-lo morrer por causa de droga."

Histórias de vício como a do menino de de Foz se alastram pelo país. O crack já assola todas as faixas etárias, todas as classes sociais, e não está mais restrito às grandes capitais.
  
O consumo se disseminou a tal ponto que o presidente Lula veio a público externar sua preocupação. Ele determinou a criação de um seminário nacional que discuta a questão do crack e seus efeitos nocivos na juventude brasileira. "Eu nunca vi tanta gente se queixando dos efeitos do crack como tenho visto atualmente quando converso com os prefeitos", disse Lula, em entrevista recente. Para isso, Paranhos propõe à Lula e a Dilma Roussef projeto Nacional Anti-drogas - LEIA.

Em encontro com o presidente e a candidata a presidência da república nestas eleições, Paranhos apresentou projeto antidrogas, já aproveitando a preocupação do presidente com o assunto. A proposta foi muito bem aceita e pretende-se implantá-la no plano de governo da presidenciável Dilma Roussef, caso seja eleita. Este projeto será apresentado também a todos os candidatos.
Se implantado no plano de governo, o projeto será realmente um CARTÃO VERMELHO PARA AS DROGAS!

O crack se alastra porque é uma droga barata e mais viciante (e devastadora) que as outras. Drogas como maconha, cocaína e LSD foram ícones de uma época - chegaram às ruas quase como um passaporte de entrada obrigatório para certos círculos sociais, principalmente nos anos 70 (maconha) e 80 (cocaína). Já o crack era visto com desdenho até mesmo por parte de usuários de outras drogas.

O crack nasceu nos bairros periféricos americanos e se alastrou pelo mundo, principalmente nas grandes cidades. Mas hoje já há relatos de grupos de viciados até em plantações de cana no Brasil. No Rio, os próprios traficantes coibiam a disseminação do crack devido ao seu enorme potencial viciante - havia o risco de os "funcionários" do tráfico ficarem "inúteis" depois de consumirem o crack e, por ser uma droga mais barata, o foco das vendas sempre foi a maconha e a cocaína.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Destruição Familiar

Há um ano, desde que os meninos começaram a consumir crack, a rotina de Lucineide tem sido procurar os filhos. “Quando não estão presos, estão roubando para manter o vício. O crack é uma desgraça para a família”, disse, em meio a lágrimas. Aos 16 anos, o mais velho ainda lembra a primeira vez que experimentou a droga. Ele conta que estava “de rolé” na Praça da Bandeira, quando um colega ofereceu a pedra para fumar. Nunca mais largou o vício. “Quanto mais fumo mais sinto vontade de fumar, por isso roubo pra comprar crack”, revelou.

Foi através dele que o irmão mais novo conheceu a droga. Os dois juntos saem para cometer pequenos assaltos e garantir o consumo do crack. Sem usar qualquer tipo de armas, eles roubam transeuntes e estabelecimentos comerciais. “A gente rouba sem nada, na mão limpa, na ‘tora’”, disse o mais novo. A ausência de medo de se deparar com alguma vítima que reaja à abordagem pode ser explicada pela reação eufórica causada pelo crack ao usuário.

Antes praticados apenas por meninos, o delegado Marco Passos disse que também tem crescido a presença de meninas na prática desses delitos para o sustento do vício do crack. Segundo o delegado, hoje não existe mais essa diferença que antigamente existia. “Hoje, as garotas viciadas também são violentas. Temos verdadeiras gangues de garotas que marcam encontros nos shoppings para agredir as ‘patricinhas’. A agressão ainda é um pouco menor que a masculina, mas já é muito marcante”, acrescentou.

Um dado interessante é que há uma distinção clara entre os tipos de crimes cometidos e o perfil do infrator. Os casos ligados à violência em festas, boates e casas de shows são praticados normalmente por garotos de classe média e alta. “Nesse bojo estão também os adolescentes que participam de torcidas organizadas, que são na verdade verdadeiras gangues, onde fazem uso de drogas, marcam encontros pela internet, através de sites de relacionamentos como Orkut, ou nos shoppings”, contou Passos. 

Já os casos de furto a varejo, como assalto a ônibus e a transeuntes, geralmente são praticados por adolescentes dependentes de drogas, principalmente crack, moradores da periferia, muitos abandonados pela família ou criados apenas pela mãe ou avó, sem a presença paterna. A prática desse delito é a fonte de alimentação do vício

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lula se mostra preocupado com avanço do crack

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva posicionou-se hoje, durante entrevista à rádio evangélica Melodia FM, com sede no Rio de Janeiro, contra a legalização das drogas. Na opinião dele, não consta que a descriminalização de entorpecentes acabe com o tráfico ou diminua o consumo. O presidente mostrou-se ainda preocupado com o aumento do uso do crack por jovens e adolescentes. "Eu nunca vi tanta gente se queixando dos efeitos do crack como tenho visto atualmente quando converso com os prefeitos", disse.
O presidente antecipou ainda que pediu ao chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, para organizar um seminário nacional que discuta a questão do crack e seus efeitos nocivos na juventude brasileira. "Essa discussão séria contará com a presença de educadores e pais. Vamos começar um grande debate", informou. 

- "Está pegando muito duro na nossa juventude, portanto, temos que ter um tratamento muito especial, sobretudo nas camadas mais pobres da população, porque é a droga mais barata. Precisamos fazer uma discussão séria no Brasil envolvendo os educadores, os pais" - disse em entrevista à rádio Melodia FM, do Rio de Janeiro.

Perguntado sobre sua posição em relação à legalização das drogas, Lula afirmou que é contrário.

- A princípio sou contra a legalização de drogas, não me consta que venha ajudar acabar com a droga no Brasil ou em qualquer país do mundo.


Durante a entrevista à rádio, que é evangélica, o presidente também foi perguntado sobre o aborto. Ele respondeu que pessoalmente é contrário, mas, como chefe de Estado, tem que tratar o assunto como uma questão de saúde pública e dar a garantia de atendimento às mulheres que precisem de cuidados médicos em função de um aborto feito em condições precárias.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Crack avança em várias classes sociais

O crack, uma droga antes consumida principalmente por moradores de rua, avança sobre várias classes sociais.



As pedras de crack passam de mão em mão. São divididas à luz do dia e tudo isso acontece na calçada, no bairro de Aldeota, o mais nobre de Curitiba.  Alguns quarteirões a diante o entra e sai no terreno baldio tira a tranquilidade dos vizinhos. Lá dentro, os escombros dão abrigo a famílias e encobrem o uso de crack, revelado nas latas cortadas para o consumo da droga.

O consumo de crack nas áreas nobres da cidade acontece além dos limites dos terrenos baldios e também em plena luz do dia. Acaba deixando sinais pelas calçadas e muita indignação entre os moradores.

Com medo de mostrar o rosto, um homem conta o que vê todos os dias.

"Há de tudo: mulheres, grávidas, crianças, idosos", afirmou um morador.

O delegado responsável pelo combate ao tráfico de drogas diz que é preciso um policiamento constante.

"Com certeza, essa minha ação não vai resolver aquele problema porque tem que ser ações que tenham manutenção, ações constantes. Todo aparelho policial deve funcionar em conjunto", afirmou o delegado Everardo Lima da Silva (Denarc).

O crack não avança apenas na classe média: até celebridades mundiais tiveram problemas com a droga.

Não faltam casos entre pessoas bem sucedidas: Amy Winehouse e Whitney Houston são os mais conhecidos.

No Rio, um crime cometido por abuso de crack vai levar o músico Bruno de Melo ao banco dos réus. Há três meses, ele estrangulou a amiga no apartamento dele, depois de se drogar.

Esse caso mostra que o crack, antes consumido principalmente por moradores de rua, vem fazendo vítimas também na classe média. Um levantamento em clínicas particulares para tratamento de viciados em drogas, no Rio, revela que 30% das pessoas internadas são usuários de crack.

A psiquiatra Analice Gigliotti disse que, na maioria dos casos entre a classe média, a substância é usada por quem já consumia cocaína.

“A cocaína perde o efeito, gera tolerância aos efeitos estimulantes, entre outros. Mudar para uma droga que é fumada aumenta a intensidade do efeito, porque o crack é absorvido pelo pulmão, que tem uma superfície de absorção muito maior. Então, a quantidade de cocaína que chega ao cérebro é muito maior”, explicou a psiquiatra.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Crack é a causa do abandono de 80% das crianças do Teia

O crack é responsável por cerca de 80% das crianças abandonadas pelos pais e que hoje estão abrigadas no programa Trabalho de Emancipação pela Infância e Adolescência (Teia), de Rio Preto, o que corresponde a cerca de 130 menores. Parte deles já foi encaminhada para adoção.

O percentual é uma estimativa do promotor da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Cláudio Santos de Moraes, responsável por requerer à Justiça a retirada dos filhos da guarda dos pais. Nos últimos dois anos, por determinação do juiz da Vara da Infância e da Juventude, o Teia acolheu 168 crianças e adolescentes que viviam em situação de risco dentro de suas próprias casas.

“A dependência está na base da maioria das situações que envolvem negligência de crianças”, diz. Segundo ele, embora haja outros fatores que contribuem para o abandono, o crack é o principal responsável. “Ele está por trás de tudo. Os dependentes abandonam tudo, ficam só na droga”, diz o promotor.

“O problema está crescendo e se tornando cada dia mais grave”, afirma Maria do Carmo Gardin, coordenadora do Teia. Segundo uma assistente social do setor técnico da Vara da Infância e Juventude, às vezes é preciso apoio policial para retirar as crianças de suas casas devido ao envolvimento dos pais com o tráfico.

Outros fatores acompanham a dependência dos pais e a necessidade de acolher os menores. “A droga nunca está sozinha. Há também o álcool e um complexo sistema econômico, social e cultural que influencia no acolhimento da criança”, diz Janaína Simão, coordenadora da Divisão e Proteção Social Especial da Secretaria de Assistência Social, que engloba o Teia.

Hoje, 56 crianças vivem em uma das sete casas-lares de Rio Preto. Cerca de 20 têm possibilidades remotas de retornarem ao lar. O vício no crack afastou a jovem M., 20 anos, do filho C., de apenas 9 meses. Ele foi a primeira criança abrigada este ano em Rio Preto. M. é dependente da droga desde os 17 anos. Ela ficou internada na Fundação Casa entre 2007 e 2008, se afastou do vício, mas recaiu. “Não é fácil deixar a droga de uma hora para outra.

Tenho tentado, mas é difícil”, diz. A criança foi recolhida após M. fugir da Santa Casa com o filho, no dia 31 de dezembro de 2009. O bebê estava internado com pneumonia. Ela teria deixado o menino com a madrinha, que avisou o Conselho Tutelar. M. diz sofrer com a ausência da criança. “Acham que joguei meu filho no lixo. Mas não é isso”, diz a jovem entre lágrimas. “Sei que ele vai voltar quando eu parar.” A avó da jovem, de 62 anos, afirma ter condições de cuidar do menino. “Eu não consigo viver sem ele.”