Dez adultos presos e um adolescente apreendido durante a Operação
Uma operação contra o tráfi co de drogas no Litoral desencadeada na última quinta-feira (9) pela Divisão Policial do Interior da Polícia Civil resultou na prisão de 10 adultos suspeitos, sete homens e três mulheres, e na apreensão de um adolescente, de 16 anos. Foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão em Mati nhos, Paranaguá e Pontal do Paraná.
A ação foi liderada pelo delegado Miguel Stadler, da 1ª Subdivisão Policial, de Paranaguá, e envolveu 150 policiais, entre militares e civis, incluindo a Divisão Estadual Foto - Orlando Kissner/AEN de Narcóti cos (Denarc), o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e o Táti co Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre). Denúncias Foram apreendidas R$ 3.574 em notas pequenas e moedas; um automóvel Chevrolet Meriva, com placas de São Paulo; uma motocicleta; maconha, cocaína e crack; além de munições para armas de calibre 38 e aparelhos de telefone celular.
Os presos foram autuados em flagrante por tráfi co de drogas e estão à disposição da Justi ça. “Apesar de termos en- contrado pequenas quanti dades de drogas, em todos os casos a situação está bem caracterizada como tráfi co, devido à existência de papelotes de droga, dinheiro em notas pequenas e moedas. Todas as buscas foram feitas com base em investi gações e denúncias que chegam à polícia pelo telefone 181”, explicou o delegado Stadler.
Em Paranaguá, por exemplo, após investi gações de denúncias, ficou constatado que o proprietário de um bar vendia drogas, que eram consumidas pelos clientes no banheiro do estabelecimento. No local foram encontradas embalagens de buchas de cocaína ou de pedras de crack e droga não consumida. Esta é a segunda operação conjunta promovida pela polícia na região desde dezembro.
A primeira ocorreu pouco antes do Natal. De acordo com o delegado Miguel Stadler, graças a um conjunto de ações adotadas desde o ano passado, a região da 1.ª Subdivisão Policial, que reúne 15 municípios, incluindo Paranaguá, apresentou a maior queda no número de homicídios em todo o Paraná.
Foram 102 crimes registrados na região em 2010, contra apenas 37 no ano passado — 63,7% a menos. “O combate ao tráfi co de drogas, especialmente, reduz boa parte dos crimes contra o patrimônio e os homicídios na região”, afirmou Stadler. “Para ati ngir esse objeti vo, recebemos melhorias na estrutura e mais policiais.
Em parceria com a Secretaria da Segurança Pública, a Secretaria da Justi ça reti rou todos os presos das cadeias e delegacias do litoral. Com isso, aumentou o tempo disponível dos policiais para fazer investi gações, exercendo sua real função.”
Fonte: Jornal de Colombo
CARTÃO VERMELHO PARA AS DROGAS!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Clínicas de Tratamento
Dependência química: tratamento profissional ou terreno para charlatães?
Violência, marginalidade, vício, tráfico. Estes são estereótipos comumente associados ao usuário de substâncias psicoativas. Esta visão distorcida se agrava quando reportagens sobre entidades que “tratam” aqueles a quem os jornais se referem como “viciados” são veiculadas. Agressões, choque elétrico, trabalho forçado são manchetes convidativas para TV e companhia. O problema é que esta situação, verdadeira em certos casos, não reflete a realidade do segmento como um todo.
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que as drogas já deixaram de ser marginais há muito tempo. Apesar de se insistir, por meio de reportagens sensacionalistas, em associar drogas apenas com Cracolandia, hoje elas também estão presentes nos lares do cidadão comum, do trabalhador honesto, do homem ou mulher de bem.
E a hipótese de que as drogas entram na vida das pessoas por meio de marginais, estranhos, traficantes, é puro mito, segundo especialistas. “Geralmente quem oferece é quem está mais próximo, um colega de escola ou trabalho, companheiro de ‘balada’ e, talvez, o melhor amigo”, diz a psicóloga especialista em Dependência Química Cláudia de Oliveira Soares, diretora terapêutica da Clínica Médica Especializada Viva. Ela também faz um alerta: “O pai que bebe na frente dos filhos pode, sem saber, ser o introdutor da droga na vida dessas crianças e jovens”, complementa.
Por outro lado, há mais drogas lícitas (cigarro e álcool), prescritas sob orientação médica (antidepressivos, controladores de ansiedade e inibidores do apetite) sendo consumidas e que causam dependência, que propriamente as drogas ilícitas, como maconha, cocaína e crack.
A dependência química é uma doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde em sua Classificação Internacional de Doenças (CID – 10). Está descrita entre os capítulos F-10 e F-19, que tratam de Transtornos Mentais e Comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa.
“Por se tratar de assunto de saúde pública, a dependência química necessita de profissionais qualificados, entre médicos, psiquiatras, psicólogos; com programas terapêuticos definidos, para que sejam obtidos resultados efetivos no tratamento da doença”, comenta Cláudia Soares.
A questão é que, por falta de fiscalização de órgãos públicos competentes, o segmento de tratamento para dependentes químicos virou terreno fértil para pessoas que, por falta de informação - às vezes até com boas intenções -, ou simplesmente por oportunismo, enxergam uma oportunidade de negócio facilmente rentável. E as famílias, no auge da questão “internar ou não um parente” e sensíveis pela necessidade da decisão com urgência, acabam caindo em verdadeiras ciladas.
Na contramão do oportunismo, há clínicas sérias, que entendem a complexidade da doença, capacitadas e gabaritadas para o tratamento, e que investem em pesquisa e conhecimento para compreender cada vez mais o que é a dependência química. Tais instituições baseiam seu trabalho em estudos aprofundados a cada dia, para se obterem resultados cada vez mais efetivos, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
Estas clínicas atuam dentro da lei, respeitando normas referentes ao tratamento, à questão sanitária, à segurança, e atendendo a outras exigências legais. “Por isso aconselhamos as pessoas para que, antes de internarem seus familiares em uma entidade que diz tratar a dependência química, que verifiquem seus registros, conheçam o método de tratamento, comprovem a idoneidade da equipe profissional e busquem informações sobre a eficácia do tratamento”, finaliza Cláudia Soares.
Fonte: Assessoria de Imprensa Grupo Viva (www.ctviva.com.br)
Violência, marginalidade, vício, tráfico. Estes são estereótipos comumente associados ao usuário de substâncias psicoativas. Esta visão distorcida se agrava quando reportagens sobre entidades que “tratam” aqueles a quem os jornais se referem como “viciados” são veiculadas. Agressões, choque elétrico, trabalho forçado são manchetes convidativas para TV e companhia. O problema é que esta situação, verdadeira em certos casos, não reflete a realidade do segmento como um todo.
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que as drogas já deixaram de ser marginais há muito tempo. Apesar de se insistir, por meio de reportagens sensacionalistas, em associar drogas apenas com Cracolandia, hoje elas também estão presentes nos lares do cidadão comum, do trabalhador honesto, do homem ou mulher de bem.
E a hipótese de que as drogas entram na vida das pessoas por meio de marginais, estranhos, traficantes, é puro mito, segundo especialistas. “Geralmente quem oferece é quem está mais próximo, um colega de escola ou trabalho, companheiro de ‘balada’ e, talvez, o melhor amigo”, diz a psicóloga especialista em Dependência Química Cláudia de Oliveira Soares, diretora terapêutica da Clínica Médica Especializada Viva. Ela também faz um alerta: “O pai que bebe na frente dos filhos pode, sem saber, ser o introdutor da droga na vida dessas crianças e jovens”, complementa.
Por outro lado, há mais drogas lícitas (cigarro e álcool), prescritas sob orientação médica (antidepressivos, controladores de ansiedade e inibidores do apetite) sendo consumidas e que causam dependência, que propriamente as drogas ilícitas, como maconha, cocaína e crack.
A dependência química é uma doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde em sua Classificação Internacional de Doenças (CID – 10). Está descrita entre os capítulos F-10 e F-19, que tratam de Transtornos Mentais e Comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa.
“Por se tratar de assunto de saúde pública, a dependência química necessita de profissionais qualificados, entre médicos, psiquiatras, psicólogos; com programas terapêuticos definidos, para que sejam obtidos resultados efetivos no tratamento da doença”, comenta Cláudia Soares.
A questão é que, por falta de fiscalização de órgãos públicos competentes, o segmento de tratamento para dependentes químicos virou terreno fértil para pessoas que, por falta de informação - às vezes até com boas intenções -, ou simplesmente por oportunismo, enxergam uma oportunidade de negócio facilmente rentável. E as famílias, no auge da questão “internar ou não um parente” e sensíveis pela necessidade da decisão com urgência, acabam caindo em verdadeiras ciladas.
Na contramão do oportunismo, há clínicas sérias, que entendem a complexidade da doença, capacitadas e gabaritadas para o tratamento, e que investem em pesquisa e conhecimento para compreender cada vez mais o que é a dependência química. Tais instituições baseiam seu trabalho em estudos aprofundados a cada dia, para se obterem resultados cada vez mais efetivos, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
Estas clínicas atuam dentro da lei, respeitando normas referentes ao tratamento, à questão sanitária, à segurança, e atendendo a outras exigências legais. “Por isso aconselhamos as pessoas para que, antes de internarem seus familiares em uma entidade que diz tratar a dependência química, que verifiquem seus registros, conheçam o método de tratamento, comprovem a idoneidade da equipe profissional e busquem informações sobre a eficácia do tratamento”, finaliza Cláudia Soares.
Fonte: Assessoria de Imprensa Grupo Viva (www.ctviva.com.br)
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Governo implanta o primeiro Centro de Tratamento de Álcool e Drogas
A Secretaria de Estado da Saúde e o município de Cascavel assinaram nesta quarta-feira (25) o protocolo de intenções para a instalação do primeiro Centro de Tratamento de Álcool e Drogas do Paraná (Cetrad). Até 2014, serão instaladas no Estado mais três unidades do gênero, em cumprimento ao compromisso do governador Beto Richa de assegurar assistência na área. De acordo com o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, este ano entrarão em funcionamento os centros de Cascavel e da Região Metropolitana de Curitiba.
O Cetrad de Cascavel vai funcionar em um antigo seminário adquirido pela prefeitura, que possui área de 30 mil metros quadrados, no bairro Interlagos, em Cascavel.
O protocolo define as regras para o funcionamento do Cetrad, as funções do Estado e do município na sua administração e as contrapartidas financeiras. As adequações na estrutura existente serão realizadas pela prefeitura. Ao Estado caberá a contrapartida de reformar as unidades básicas de saúde do município. Após as reformas, que devem durar 120 dias, o município fará a cessão do imóvel ao Estado, que assume o custeio mensal. A gerência do Cetrad será do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop).
Inicialmente, o Cetrad Cascavel terá 40 leitos, sendo que 20 deles estarão disponíveis para o município em razão da densidade populacional. A partir do início das atividades, a Secretaria de Estado da Saúde fará a ampliação da estrutura para oferecer 120 leitos de internação. O Cetrad Cascavel vai atender 43 municípios da 10ª Regional de Saúde (Cascavel) e da 20ª (Toledo).
Participaram da reunião o diretor da 10ª Regional de Saúde, Miroslau Bailak, o assessor jurídico, Carlos Lorga, o diretor do Departamento de Apoio à Descentralização, Isaías Cantoia Luiz, a chefe do Departamento de Atenção ao Risco, Isa Hermmann e a coordenadora do Comitê Gestor Intersecretarial de Saúde Mental, Larissa Yamaguchi, representando a Secretaria da Saúde.
O Cetrad de Cascavel vai funcionar em um antigo seminário adquirido pela prefeitura, que possui área de 30 mil metros quadrados, no bairro Interlagos, em Cascavel.
O protocolo define as regras para o funcionamento do Cetrad, as funções do Estado e do município na sua administração e as contrapartidas financeiras. As adequações na estrutura existente serão realizadas pela prefeitura. Ao Estado caberá a contrapartida de reformar as unidades básicas de saúde do município. Após as reformas, que devem durar 120 dias, o município fará a cessão do imóvel ao Estado, que assume o custeio mensal. A gerência do Cetrad será do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop).
Inicialmente, o Cetrad Cascavel terá 40 leitos, sendo que 20 deles estarão disponíveis para o município em razão da densidade populacional. A partir do início das atividades, a Secretaria de Estado da Saúde fará a ampliação da estrutura para oferecer 120 leitos de internação. O Cetrad Cascavel vai atender 43 municípios da 10ª Regional de Saúde (Cascavel) e da 20ª (Toledo).
Participaram da reunião o diretor da 10ª Regional de Saúde, Miroslau Bailak, o assessor jurídico, Carlos Lorga, o diretor do Departamento de Apoio à Descentralização, Isaías Cantoia Luiz, a chefe do Departamento de Atenção ao Risco, Isa Hermmann e a coordenadora do Comitê Gestor Intersecretarial de Saúde Mental, Larissa Yamaguchi, representando a Secretaria da Saúde.
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