quarta-feira, 20 de abril de 2011

Filho do crack’ pode infartar ainda bebê

Recém-nascidos gerados por dependentes químicas correm o risco de tornarem-se viciados ainda dentro da barriga da mãe


A 2a geração de vítimas do crack já é acolhida nos braços de obstetras e pediatras de todo o país. São filhos de mães viciadas que não recebem o ‘alimento’ suficiente na placenta. Apresentam deficiências que podem comprometer a vida fora do útero. Os comprometimentos vão desde baixo peso até o risco de infarto e deficiência mental. Sem contar que muitos fetos ficam viciados durante a gestação e após o nascimento sofrem com a abstinência da droga.

Das 150 novas gestantes atendidas a cada mês no hospital escola da Unesp de Botucatu, duas por semana estão sendo identificados como usuárias de drogas, explica o psiquiatra e professor Ricardo Cezar Torresan. “É uma porcentagem baixa. Aqui ainda não temos dados conclusivos, estamos montando um grupo de profissionais para levantar os números. Há comentários de que 9% das gestantes são usuárias de drogas.”

Em Bauru, dos 300 partos realizados por mês na Maternidade Santa Isabel, cerca de 5% são de jovens mães usuárias de drogas, observa o ginecologista e obstetra Sérgio Henrique Antônio. “Temos observado que essas crianças nascem fora do peso, mesmo quando o nascimento não é de prematuro.”

Os comprometimentos ainda estão em estudos, até porque o uso do crack no Brasil ganhou dimensão nos últimos 10 anos, alerta o professor. “No Brasil, os primeiros relatos do crack ocorreram em 1990, mas foi entre 2003 e 2005 que ganhou espaço entre os jovens. Hoje, atinge todas as classes sociais e idades. Há mais estudos com o álcool. Os dados sobre o crack são mais estrangeiros. Sabemos que os problemas mais graves ocorrem no pós nascimento.”

As complicações dependem do tipo de usuário. Há mulheres que fazem uso constante da droga e outras, com algum espaço de tempo. Há ainda outros fatores que podem interferir na gestação e que estão em estudos. O certo é que o crack não tem uma síndrome típica, como o álcool, explica a neonatologista, Saskia Fekete da Unesp de Botucatu.

“Uma coisa importante é que no crack não tem nenhuma síndrome típica, diferentemente do álcool. Sabemos exatamente que tipo de mal formação que dá quando a mãe é alcoólatra. Com o crack os comprometimentos são muito variáveis. Não só por ser uma droga resultado de mistura, mas também porque nem sempre ele tem a mesma ação no organismo. Ele não tem uma ação que dá sempre o mesmo tipo de malformação.”

Torresan ressalta que é possível um bebê, filho de mãe drogada sofrer um infarto. O que inaugura uma nova tendência para o qual a medicina deve ficar atenta, embora não seja uma situação frequente e comum. “A alimentação do feto é feita através da placenta. A mãe que usa crack faz com que a vascularização fique comprometida”.

A neonatologista explica porque o infarto pode ocorrer na fase infantil. “ O crack é uma droga vasoconstritora. Pouco sangue é sinônimo de pouco oxigênio para o tecido cardíaco do organismo em formação. O infarto é uma diminuição de oxigênio no tecido cardíaco. O bebê pode nascer com essa deficiência cardíaca e infartar. Não é um caso frequente, mas pode ocorrer.”

Bebês podem sofrer com abstinência


É pela placenta que o feto se comunica com o corpo da mãe. Usuárias crônicas de crack tornam os fetos também ‘viciados’. Após o nascimento, esses bebês sofrem com a abstinência da droga. O psiquiatra Ricardo Torresan, percebe que são crianças mais irritadas, choram muito e demoram a se adaptar ao ambiente.

“Mulheres que fizeram uso até final da gravidez podem fazer o bebê sofrer de abstinência. É um quadro típico da falta de droga. É possível encontrar uma criança mais irritada. Têm relatos de bebês nascendo com esse tipo de comportamento.”

A neonatologista Saskia Fekete comenta que a síndrome da abstinência do crack não é um fator muito importante diante dos demais problemas, até porque o crack não é um narcótico e sim estimulante. “O bebê pode sofrer um pouco de abstinência e tremores, mas não é um problema comum.”

O médico alerta ainda que filhos de usuários de drogas têm propensão maior de desenvolver a dependência. “É claro que tem fator genético. Não é só isso que determina. Há casos de filhos de usuários que nunca usaram drogas e nem vão usar. Mas há mais usuários entre os filhos deles em comparação com os filhos de pessoas que não têm dependência.”

Fonte: CJnet

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Droga mais devastadora e barata que o crack já circula na região

Primeira apreensão do entorpecente no Paraná foi realizada nessa semana em Laranjeiras do Sul

Cascavel - Profissionais que trabalham na recuperação de dependentes químicos, prevenção ao uso de drogas e combate ao tráfico desses produtos estão preocupados com o surgimento de novas drogas em Cascavel e região. A atenção dos especialistas se volta para o oxi e o paco, muito mais fortes e devastadores que o crack, porém, bem mais baratos.

A prova de que ao menos um desses entorpecentes já chegou à região ocorreu nessa semana. A primeira apreensão de paco no Paraná foi realizada em Laranjeiras do Sul em abordagem das Polícias Rodoviária Federal e Civil, na BR-277. Ainda não há histórico policial de apreensão de oxi no Estado, nem no Brasil, segundo a Polícia Federal. No entanto, a própria polícia tem dificuldade em identificá-lo devido a sua extrema semelhança com o crack.

De acordo a polícia, as duas drogas são subprodutos do crack, que por sua vez é derivado da cocaína. A diferença entre elas é que no oxi são adicionados cal virgem e querosene, por isso ele é mais claro que o paco, que tem tonalidade marrom e leva em sua composição ácido bórico, xilocaína e benzina ou éter.

O presidente do Comad (Conselho Municipal Antidrogas) de Cascavel, Eugê nio Rossetti Filho, diz que relatos de dependentes químicos apontam a presença dessas drogas na cidade. “Eles comentam que já experimentaram um crack estranho que teria gosto de querosene e efeito potencializado, tanto que não gostaram porque passaram mal. Preocupa-nos muito se essas drogas já estão aqui, pois elas são ainda mais devastadoras que o crack na dependência e destroi o usuário em menor tempo”, lamenta.

RELATO PESSOAL
Um jovem de 20 anos que está em recuperação numa clínica de Cascavel relata que conheceu o oxi no Rio de Janeiro há oito meses. “Um amigo trouxe dos Estados Unidos, usei uma vez e posso dizer que o efeito é muito forte, pensei que fosse desmaiar. Se essa droga chegar às ruas vai destruir muito mais gente e bem mais rápido que o crack”, comenta.
Outros rapazes internados dizem que não conheceram as novas drogas, mas que o comentário é que elas circulam nas ruas de Cascavel. “Eu diria para ninguém experimentar, pois, se o crack é terrível, imagina essas que são mais fortes”, observou um deles.

“Estou há oito anos tentando me livrar do crack, já passei por oito internações, perdi meu pai, a confiança da família e dos amigos, bens materiais, fui morar na rua e acabei preso. Tudo que eu não queria para minha vida e jamais pensei que fosse passar o crack me proporcionou”, conta outro ex-usuário.

Custo mais acessível preocupa
Outro fato que deixa os especialistas extremamente preocupados é o preço dessas novas drogas, o que torna o acesso mais fácil. Não existem dados oficiais sobre o custo, mas, segundo fontes, a pedra do oxi é vendida entre R$ 2 e R$ 3 e a porção do paco na Argentina, onde surgiu há dez anos, custaria 10% o valor do crack, aproximadamente R$ 1.

O investigador palestrante do Cape (Centro Antitóxicos de Prevenção e Educação) do Denarc (Divisão de Narcóticos) da Polícia Civil, Nelson Venâncio, destaca que ainda não é possível afirmar quanto essas drogas estão custando, pois não há depoimentos de usuários ou traficantes.

“O que temos certeza é a respeito do preço do paco na Argentina, muito menor que o do crack, mas informações dão conta de que o oxi também seria muito mais acessível. Porém, discordo dessa concepção que são drogas baratas. O crack custa tudo que a pessoa tem, não apenas os bens materiais, mas também a saúde, a família, a vida. Não há dinheiro que dê suporte para o uso de crack, chega um momento em que o usuário precisa roubar, furtar, vender o corpo”, observa.

Na apreensão de paco realizada em Laranjeiras do Sul, os jovens, construtores civis, que levavam o produto de Foz do Iguaçu para distribuir em festas de Curitiba e Florianópolis não revelaram quanto pagaram pela droga, apenas que foi bem acessível. “Essa apreensão chegou a ser divulgada como sendo de cristal, uma meta-anfetamina, mas os reagentes foram positivos para os componentes derivados da cocaína, como o crack, e, pela aparência da droga, consideramos se tratar do paco. Esse entorpencente nos preocupa, pois vem da Argentina, bem próxima de nós, já o oxi circula mais no Acre”, destaca o policial.

Os 60 gramas de paco retidos na BR-277 poderiam ser distribuídos a aproximadamente 200 pessoas.


Venâncio revela que houve no Paraná apreensão de um dos componentes do paco, o ácido bórico. “O receio de que essa droga venha para cá é muito grande, porém, pela ganância dos traficantes, acredito que não viria, devido ao preço ser menor que o do crack, que já possui um mercado certo”, avalia.

Os efeitos das novas drogas
O oxi e o paco também são fumados em cachimbos e, como no crack, em poucos segundos as substâncias são absorvidas pelos pulmões e enviadas ao coração e ao cérebro, atingindo muito rapidamente no sistema nervoso central. O efeito também é momentâneo: em torno de cinco minutos, o que leva o usuário a fumar mais para repetir a sensação.

O palestrante Nelson Venâncio, do Denarc, acrescenta que o potencial do paco em relação ao aprisionamento, à dependência e ao estrago no usuário é muito maior que o do crack. “As reações são muito parecidas com as do crack, no entanto, mais danosas. Em bem menos tempo que o do uso do crack o usuário vai parar tudo que faz na vida para tãosomente se dedicar ao consumo do paco a ponto de usar na frente dos pais”, esclarece.

Segundo o policial, a grande quantidade de xilocaína (anestésico) presente no paco leva a queimaduras nos lábios porque a substância amortece a região da boca e o cachimbo acaba queimando o local sem que os usuários sintam.


Durante a Operação Bloqueio realizada pela equipe do Pelotão de Choque e Canil, na Avenida Tancredo Neves, próximo ao Bairro Guarujá, foram apreendidos cinco 6,5 quilos de crack e 15 quilos de maconha. Seis pessoas foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil. Por volta das 22h de sexta-feira Mauro Pinto dos Santos, 48, foi preso com cinco quilos de crack que estavam em sua bagagem. Ele estava em um ônibus com itinerário Foz do Iguaçu-Goiânia. Em outro ônibus foram apreendidos 1,5 quilo de crack com duas mulheres em um ônibus de linha.

Foto 01 - Lorena Manarin
Fotos 02 - Vanderlei Faria
Fonte: Jornal O Paraná - Matéria do dia 17-04-2011.
http://www.oparana.com.br/

terça-feira, 12 de abril de 2011

Paranhos recebe visita do Coordenador Estadual Antidrogas

O Coordenador Estadual Antidrogas Jorge Pilotto fez uma visita ao gabinete do Deputado Estadual Leonaldo Paranhos. O objetivo da visita foi conhecer os projetos de combate ás drogas que Paranhos desenvolve, bem como o andamento das ações já realizadas.
Jorge Pilotto se colocou a disposição para coloborar com as ações de Paranhos e em parceria desenvolverem mais políticas de combate, recuperação e educação.

A Coordenadoria Estadual Antidrogas

Para a viabilização destes objetivos O Governo do Estado do Paraná através da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania investiu recursos financeiros e dispões de uma estrutura física organizada e dotada dos equipamentos necessários para o estabelecimento de ações integradas. A esta estrutura, foi criada a Coordenação Estadual Antidrogas.

A Coordenadoria Estadual Antidrogas, unidade programática executiva da Política Publica Sobre Drogas, esta com a finalidade de planejamento, definição, coordenação e o controle das ações relacionadas à redução da demanda de drogas no território do Estado, de acordo com o estabelecido pela política estadual antidrogas. Constituindo atividades de redução da demanda de drogas, todas ações referentes à prevenção do uso indevido de substâncias entorpecentes e drogas lícitas e ilícitas que causem dependência física ou psíquica, bem como àquelas relacionadas com o tratamento, a recuperação, a redução de danos e a reinserção social de dependentes.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PRF faz a maior apreensão de crack já registrada pela corporação

A quantidade de crack apreendida pela Polícia Rodoviária Federal este ano no Paraná já equivale a metade de toda a apreensão de crack feita pela corporação em 2010, no estado. Ontem (10), foram apreendidos 71 quilos de crack em Céu Azul, oeste do Paraná. Esta é a maior apreensão já registrada pela PRF. A droga estava escondida em fundos falsos na carroceria de uma caminhonete. Além desta apreensão, durante este fim de semana a PRF apreendeu 15 quilos de cocaína e 102 quilos de maconha. Ao todo, oito pessoas foram presas.
Os 71 quilos de crack foram encontrados durante uma fiscalização na BR 277, em frente ao posto da PRF. Os ocupantes da caminhonete, sendo dois homens e duas mulheres, disseram aos policiais que levariam a droga para o Rio Grande do Sul e que receberiam 10 mil reais pelo serviço.
Também foram apreendidos, no sábado (09), 15 quilos de cocaína, durante uma fiscalização na BR 163, em Guaíra/PR, divisa com Mato Grosso do Sul. A droga estava dentro do tanque de combustíveis de um Gol, embalada com balões de aniversário. O motorista do carro, um serralheiro de 29 anos, disse aos policiais que havia sido contratado para levar o carro até Ponta Porã/MS, para ser carregado. Em seguida, deveria levar o carro até Porto Alegre, onde iria deixá-lo em um posto de combustíveis. Pelo serviço, ele receberia 10 mil reais.
A PRF também apreendeu 102 quilos de maconha em mais duas abordagens a carros de passeio realizadas na BR 163, em Guaíra. No sábado, foram encontrados 51 quilos de maconha escondidos nas caixas de ar uma Meriva. O motorista, de 41 anos, disse aos policiais que pegou a droga em Mundo Novo/MS e que levaria para São Paulo.
No domingo, outros 51 quilos de maconha foram encontrados no interior do painel, para-choques e portas de um Palio. O motorista, de 22 anos, e o passageiro, de 26, foram presos em flagrante.

Até o consumo moderado de álcool pode causar câncer

Pesquisa britânica revela que o risco não está apenas na ingestão em excesso.

Mesmo se consumido moderadamente, o álcool aumenta as chances de surgimento de tumores. É o que revela uma pesquisa de cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha. Pesquisas anteriores já relacionavam a ingestão de bebidas alcoólicas ao câncer, mas, desta vez, os pesquisadores encontraram indícios de que o risco não está apenas em casos de consumo excessivo de bebida. Até quem consome álcool em quantidade inferior ao limite diário recomendado - o equivalente a uma taça de vinho, uma dose de uísque ou 250 mililítros de cerveja - corre mais risco de sofrer de câncer do que pessoas abstêmias.

De acordo com a pesquisa, publicada no British Medical Journal, 1 em cada 10 casos da doença em homens, e 1 a cada 33 nas mulheres, é causado pelo álcool na Grã-Bretanha. Embora a maioria dos casos seja provocada pelo consumo de bebidas em excesso, os pesquisadores britânicos afirmam que o risco existe entre quem consome álcool moderadamente - e as chances de aparecimento de tumores não diminuem significativamente assim que a pessoa abandona definitivamente a bebida.

O álcool é responsável por, pelo menos, 13.000 casos de câncer por ano - incluindo os tumores de mama, boca, esôfago e intestino. Os pesquisadores analisaram dados de 360.000 pessoas com idade entre 35 e 70 anos de oito países europeus. O consumo diário de três doses de bebida para homens e uma e meia para as mulheres foi o ponto de partida para o estudo. Descobriu-se que os tumores de faringe, esôfago, laringe e fígado são os mais comuns entre os causados pelo álcool.

A pesquisa britânica integra a maior investigação já conduzida na Europa sobre a relação entre câncer e alimentação. “Os resultados desse estudo são um reflexo dos hábitos de consumo de bebida que essas pessoas tinham há 10 anos. Mas hoje se bebe ainda mais, e isso pode ser um sério fator de causa para cânceres futuros”, diz Naomi Allen, que participa da pesquisa. Recomendações do Nacional Health Service (NHS) da Inglaterra (Serviço Nacional de Saúde, em tradução livre) liberam o consumo de até quatro unidades diárias de bebida para os homens e de três para as mulheres.

Fonte: ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cemitérios do interior do PR viram abrigo de usuários de drogas


Materiais usados no consumo de drogas ficam jogados entre os túmulos.
Prefeitura disse que a responsabilidade é da Guarda Municipal.
 
Os cemitérios de Ponta Grossa, na região central do Paraná, estão servindo de pontos de consumo de drogas, vandalismo e roubos. Em todos eles é possível encontrar túmulos e lápides quebrados, peças saqueadas e materiais utilizados para o consumo de drogas.



No Cemitério Municipal São José, no centro da cidade, os portões laterais foram trancados. Apenas o principal fica aberto, para maior controle da visitação.

Já no Cemitério São Sebastião, latas utilizadas para queimar pedras de crack são encontradas espalhadas pelos jardins. Uma moradora da região que não quis se identificar disse que costuma chamar a polícia, mas “eles dão uma olhada e vão embora”.


A prefeitura e a polícia não sabem exatamente o número de ocorrências em cemitérios, pois grande parte das famílias que tiveram túmulos violados ou roubados não registra o boletim de ocorrência na delegacia.


A Prefeitura de Ponta Grossa explicou que são 16 funcionários para cuidar de 21 cemitérios e que a responsabilidade pela segurança nestes locais é da Guarda Municipal. “O funcionário do cemitério não tem função de polícia. Ele tá aqui pra abrir cova, fechar cova, varrer o cemitério, tirar o lixo, atender as reinvindicações dos familiares”, afirmou diretor do Serviço Funerário Municipal, José Martins.

A Guarda Municipal disse que são feitas rondas frequentes nos cemitérios da cidade, mas que faltam homens para o trabalho.

fonte: g1.globo.com

http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/04/cemiterios-de-interior-do-pr-viram-abrigo-de-usuarios-de-drogas.html

quinta-feira, 7 de abril de 2011

DIA MUNDIAL DA SAÚDE



Saúde não é apenas não estar doente. Saúde é bem mais amplo que isso, é estar bem fisicamente, mentalmente e socialmente também!

O objetivo do Dia Mundial da Saúde é fazer com que o mundo volte os olhos para esta área tão carenciada, nos mais diversos países.

A definição de saúde possui implicações legais, sociais e económicas dos estados de saúde e doença; sem dúvida, a definição mais difundida é a encontrada no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde: saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.

Neste dia, temos que manter também a luta no cambate ás drogas. O abuso e dependência das drogas é um problema de saúde pública que afeta muitas pessoas e tem uma grande variedade de conseqüências sociais e na saúde dos indivíduos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CONASS apoia políticas de controle do tabaco

O diretor geral do INCA, Luiz Antonio Santini, apresentou na Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), os avanços e desafios da Política Nacional de Controle do Tabaco. Santini relatou as dificuldades de tramitação no Senado Federal do Projeto de Lei nº 315/2008, de autoria do ex-senador Tião Viana, que propõe proibir o fumo em ambientes fechados em todo o Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 600 mil pessoas morrem todos os anos por doenças provocadas pela exposição ao fumo passivo. A Assembleia contou com a presença do Secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Helvécio Magalhães, e da vice-diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Socorro Gross.


Após o relato do diretor geral do INCA, os secretários de saúde concordaram em enviar moção de apoio ao PL. O grupo também se comprometeu a defender as consultas públicas em andamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre os temas que estão sendo regulados pela Anvisa estão o uso de aditivos que tornam os cigarros mais palatáveis, aumentando a atratividade para crianças e jovens; a propaganda no ponto de venda e o espaço ocupado nos maços de cigarros por advertências sanitárias.

Fonte: INCA - Instituto Nacional de Câncer, Ministério da Saúde

quinta-feira, 31 de março de 2011

Frente Parlamentar de Combate às Drogas

O Deputado Estadual Paranhos protocolizou uma Frente Parlamentar de Combate às Drogas composta por 09 deputados.
O objetivo da frente parlamentar é envolver o legislativo no combate às drogas no Estado, discutindo e criando condições para a sociedade e o poder público enfretarem o problema, pois o uso das drogas é uma doença crônica que mais atinge a sociedade moderna.
O Paraná é recordista em apreensão de drogas no Brasil. Os entorpecentes mais traficados no país, de acordo com a Polícia Federal, são maconha e cocaína. Em 2010, foram interceptados 154.235,74 kg de maconha, sendo 80.187,09 kg no Paraná. Com relação ao tráfico de cocaína, o estado paranaense perdeu o posto de campeão para São Paulo. Dados da PF indicam que enquanto o Paraná apreendeu 1.003,71 kg, São Paulo evitou que 8.791,20 kg chegassem aos pontos de tráfico em 2010. Na lista dos estados que mais apreenderam a cocaína, o Paraná aparece em sexto lugar. Depois de São Paulo, o estado que mais intercepta o entorpecente é Mato Grosso.
Isso demonstra a extrema necessidade de manter a atenção nas politicas de enfrentamento: educação, repressão e recuperação.

sexta-feira, 25 de março de 2011

PARANHOS ENTREGA PROJETO ANTIDROGAS

Paranhos tem apoio da Secretária Fernanda Richa

O Deputado Estadual Leonaldo Paranhos esteve, no dia 23 de março, em uma reunião com a Secretária Estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, apresentando as propostas de seu projeto de combate às drogas.


O deputado Paranhos mostrou os dados que sustentam sua proposta apresentando todas as ações que o projeto prevê.

A secretária Fernanda Richa manisfestou seu apoio e ainda se comprometeu com o projeto, colocando a Secretaria Família e Desenvolvimento Social como parceira efetiva das ações.

Paranhos já protocolou na Assembleia Legislativa do Paraná, projeto de lei que cria o Dia Estadual de Combate às Drogas, ação que faz parte do projeto Cartão Vermelho para as Drogas. Esta é uma ação inicial de um amplo projeto que Paranhos defende desde 1997, quando ainda era vereador em Cascavel-PR.

DROGAS E POLÍCIA EM CASCAVEL

Paranhos cobra investigação e informações ao Legislativo


Ainda segundo Paranhos, diante da gravidade da situação, é preciso que a Corregedoria da Polícia Civil agilize as investigações e não permita o acobertamento dos culpados. “A sociedade, que padece com o mal das drogas, não aceita mais o acobertamento de policiais corruptos e exige uma investigação séria e a punição exemplar dos culpados pela Justiça”, cobrou Paranhos.
Durante pronunciamento na Tribuna da Assembleia Legislativa no dia 21 de fevereiro, o deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC) citou a notícia do desaparecimento de 30 quilos de cocaína do depósito da 15ª Subdivisão Policial. Em requerimento encaminhado à mesa diretora da Casa, o parlamentar de Cascavel solicitou que a Secretaria de Segurança Pública dê prioridade à apuração dos fatos e mantenha a Assembleia informada sobre o andamento das investigações. “Como se não bastasse a dura guerra travada contra o tráfico, também é preciso enfrentar a quadrilha dos maus policiais”, afirmou, referindo-se ao possível envolvimento de policiais civis.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Plano de enfrentamento a drogas terá R$ 410 milhões em 2010




Projeto ainda conta com capacitação de 10 mil profissionais  



Brasília - O governo destinará R$ 410 milhões para as ações imediatas previstas no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas em 2010. De acordo com a secretária nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Paulina Duarte, essas ações têm sido prejudicadas pelo fato de o país não ter ainda dados estatísticos concluídos sobre o consumo de crack.

“Infelizmente não tempos conhecimento real e específico sobre o consumo de crack no Brasil. Os que são mostrados pela imprensa são apenas especulação, porque não há ainda nenhum estudo de âmbito nacional finalizado”, disse hoje (5) a secretária durante o seminário internacional Políticas sobre Drogas, na Câmara dos Deputados.

Segundo ela, a Senad ainda está concluindo dois estudos sobre o assunto - um apresentando dados epidemiológicos e outro com dados geográficos. “O que sabemos é que o crack, antes consumido nas periferias das grandes cidades, apareceu surpreendentemente em municipios pobres e na zona rural”, disse Paulina.

“A pedido do presidente Lula, em 2010 serão aplicados R$ 410 milhões em ações imediatas, por meio dos ministérios envolvidos no plano. Desses, R$ 120 milhões vão para o Ministério da Justiça trabalhar no enfrentamento ao tráfico, R$ 100 milhões vão para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome trabalhar nas ações de reinserção social e R$ 90 milhões exclusivamente para o Ministério da Saúde dobrar o número de leitos para internamento", informou a secretária.

Os R$ 100 milhões destinados à Senad serão aplicados em ações de prevenção e coordenação com os demais ministérios. "Essas verbas serão aplicadas também em uma campanha de mobilização social e em ações permanentes de mobilização por todo o país, envolvendo profissionais e veículos de comunicação”, acrescentou.

Paulina Duarte explicou que em agosto terá início a capacitação de mais de 10 mil profissionais que trabalham nas áreas de saúde e educação, além de lideranças comunitárias. “A área de educação é prioritária em termos de prevenção”, disse. 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Droga Lícita

Dados divulgados no primeiro Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários são estarrecedores.

Informam que mais de 90% dos universitários da região Sul assumem já ter experimentado álcool e outras drogas. Em outro trecho a notícia informa: "em relação à bebida alcoólica, 86% dos universitários disseram já ter consumido álcool, sendo 80% entre os menores de 18 anos". Não é muita novidade pelo que se vê pelas ruas, bares e baladas. Mas é preocupante porque essa droga lícita é a porta de entrada das drogas pesadas.

A publicação séria traz dados que merecem a atenção de todos: autoridades, professores, profissionais de saúde, igrejas, pais e mães de família, etc.

O álcool destrói os seres humanos, as famílias e a sociedade. Já fizeram alguma coisa contra o outro vilão lícito: o cigarro. Está na hora de tomarem providências contra essa indústria destrutiva das bebidas alcoólicas. Quem se habilita a encarar essa batalha? Qualquer vício mata, mas a bebida alcoólica, por ser lícita, é o pior dos vícios. Podem me chamar de "quadrado", mas para mim o lema é: vício zero. Para que serve a bebida alcoólica? Prejudica a saúde, destrói a família, deturpa a mente, provoca acidentes no trânsito, consome dinheiro ganho com suor! O prazer e a euforia que provocam são momentâneos, mas nada têm de prazer e alegria verdadeiros.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Governo cria comitê para monitorar ações contra o crack

Depois de anunciar investimento pesado no combate ao crack, o governo criou ontem um comitê para monitorar as várias ações promovidas pelos ministérios para resolver o problema.

O Comitê Gestor do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas terá sua primeira reunião já na próxima quarta-feira. A comissão será composta por membros de 15 órgãos do Executivo.

Em maio, o governo federal anunciou investimentos de R$ 410 milhões para implementar as ações do plano de combate ao problema no país neste ano. O plano terá três frentes: prevenção, combate e tratamento de usuários do crack. Nesta semana, o presidente Lula reconheceu que há falta de coordenação das ações contra o crack entre os ministérios.
Fonte:Destak Jornal/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas) 


Independente de quem esteja governando nosso país, é notório que é necessário uma política anti-drogas, e ações como essa devem ser enfatizadas e classificadas como um progresso rumo a uma sociedade mais limpa, cada vez mais longe das drogas.



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pais e adolescentes no combate às drogas

Pais de crianças e adolescentes moradores de duas comunidades beneficiadas pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) estão aprendendo a prevenir que seus filhos usem drogas.

Através do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) policiais coordenados pelo tenente coronel Nelio Monteiro estão ministrando aulas nessas comunidades. As primeiras aulas aconteceram hoje apenas nas UPPs do Morro da Babilônia e Pavão/Pavãozinho. Em outras comunidades com UPPs a previsão é de que comecem no próximo sábado.

Segundo o tenente-coronel Nelio Monteiro, serão ao todo ministradas cinco aulas de duas horas cada. No programa pais terão explicações sobre o efeito e os sintomas de drogas e como agir em nesses casos. O coronel explicou que nas comunidades de UPPs a PM está fazendo um processo de sedução pedagógica dos moradores.

Na comunidade Babilônia, o número de pais nas palestras ainda era pequeno. A expectativa é de que o número aumente a cada aula. Já no Morro Pavão/Pavãozinho, mais de cem moradores compareceram ao curso. Ao todo 12 instrutores do Proerd ministram as aulas no morro.

O curso do Proerd é ministrado pela Polícia Militar desde 1992 e é uma adaptação brasileira do programa norte americano Drug Abuse Resistance Education (DARE), que visa ações conjuntas entre as polícias, família e escola para prevenir a utilização de drogas pelos jovens. A intenção do curso que já é ministrado em várias escolas do Grande Rio, é mostrar as drogas, os efeitos e como prevenir e evitar. As aulas são interativas e pais levam para casa questões para serem discutidas e debatidas com filhos.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Precisamos travar uma guerra sem dó nem piedade contra o crack, diz Lula

Na 12ª Semana Nacional Sobre Drogas, Lula cobrou esforço de prefeituras na execução do plano contra o crack. 


O presidente defendeu nesta segunda-feira (21) uma atuação conjunta entre o governo federal, estados e municípios no combate ao crack. Em discurso na abertura da 12ª Semana Nacional Sobre Drogas, Lula classificou o crack de “inimigo da humanidade” e afirmou que será preciso uma “guerra” para combater o problema da dependência química no Brasil.

“Nós precisamos travar uma guerra sem dó nem piedade contra o crack. Seja na fronteira especializando o que tivermos de especialidade, seja acertando com os governos que tem fronteira com o Brasil”, afirmou.

Segundo Lula, a responsabilidade pelo combate à droga é de todos. Ele pediu que os dirigentes não culpem uns aos outros pelo problema da dependência química e tentem atuar de forma conjunta.

Presidente responsabiliza estado, município e governo federal para dar demonstração que somos capazes de enfrentar esse mal.

Um cartão vermelho R$ 430 milhões

Em maio, o governo lançou o Plano Integrado para Enfrentamento do Crack, que prevê investimentos para treinamento de equipes de saúde, tratamento a usuários, pesquisa e combate ao tráfico. O projeto terá neste ano R$ 430 milhões de reais para a implementação das propostas. Segundo Lula, um dos focos do plano será prestar assistência aos parentes dos dependentes.

“Não tem quase hospital especializado e clínicas para cuidar disso. Estamos agora começando um processo para tratar não apenas o viciado, mas também da família”, disse. O presidente também defendeu ainda uma melhor fiscalização para identificar os usuários, principalmente nas escolas. “Temos que fiscalizar melhor para saber se tem em cada escola criança viciada e qual tratamento disponibilizar”, disse.

Presente ao evento, a secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Políticas sobre as Drogas, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Paulina do Carmo, defendeu foco em políticas de integração do viciado em crack à sociedade. “Além da internação, o dependente do crack precisa de fortes ações para garantir a reinserção social”, disse.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O barato que sai caro

O Ministério da Saúde estima que 600 mil jovens sejam dependentes de crack no Brasil. Mas alguns estudiosos calculam que este número seja o dobro. Estes são os impressionantes e preocupantes dados que constam de recente e providencial matéria da Revista Época, de 14 de junho . "Há uma epidemia de crack no Brasil, uma epidemia sem barreiras sócio-econômicas. Antes, prevalecia o consumo da maconha, de drogas sintéticas e de cocaína, mas o crack se infiltrou entre esses jovens", afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, especialista no estudo de dependência e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo.
A matéria revela que é falsa a impressão de que os usuários da chamada "droga da morte" sejam de origem social pobre. "O crack é que empobrece os usuários", diz Solange Nappo, pesquisadora que há 20 anos estuda como o crack se espalhou entre a população e afirma que os usuários de classe média evitam comprar a droga diretamente do traficante, usando o serviço de "mulas" ou "aviõezinhos" - garotos pobres que compram as pedras em troca de dinheiro para financiar o próprio vício.
O uso constante do crack danifica a área frontal do cérebro, responsável pelo planejamento, pensamento e controle dos impulsos.
Nos últimos cinco anos no Brasil, o número de dependentes de crack com renda acima de 20 salários mínimos cresceu 155%. No Rio de Janeiro, estima-se que quase 40% dos usuários sejam de classe média. "O aumento do uso de crack reflete o sucesso de uma política mundial de repressão ao tráfico de cocaína", diz o diretor-geral da Polícia Federal. Luiz Fernando Corrêa. Esse sucesso tem um preço: "Surgiu um subproduto tão maléfico, tão doloroso, e as quadrilhas se adequaram a esse mercado", comentou.
Em dez a quinze segundos o cérebro "percebe" o excesso de receptores e reduz sua quantidade. As sinapses tornam-se lentas: é a fase da depressão e vontade incontrolável de sentir de novo os efeitos do "falso barato". O certo é que o uso constante do crack danifica a área frontal do cérebro, responsável pelo planejamento, pensamento, controle dos impulsos. Por isso o usuário do crack tende a ser violento, desorganizado e, em um estágio mais avançado do consumo, relapso com sua higiene pessoal. Começam a virar trapos humanos.
A realidade é que o crack hoje é uma seríssima ameaça à juventude ainda sadia, o que levou o governo federal a anunciar recentemente o "Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack". A idéia é dobrar o número de leitos para dependentes químicos em hospitais do SUS. Estão previstos também a criação de novos Centros de Atenção Psicossocial e a transformação dos 110 Centros atuais em unidades abertas 24 horas por dia.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cartão vermelho para as drogas chega ao Mundial na África do Sul

Após o jogo de estréia da seleção Brasileira na África do Sul, na última terça-feira (15), a repórter da Globo Glenda Koslowsi fez uma reportagem nas ruas da África do Sul, para conferir e cobrir a festa dos Brasileiros após a vitória de 2x1 contra a seleção da Coréia do Norte.


Embora o desempenho dos craques brasileiros não tenha sido empolgante, o povo brasileiro deixou sua marca festiva, como lhe é peculiar, comemorando o suado triunfo sobre o fraco adversário.


Mas o foco principal foi o cartão vermelho para as drogas mostrado nessa mesma reportagem. Ao abordar um eufórico torcedor, as câmeras da emissora mostraram uma faixa escrito "CARTÃO VERMELHO PARA AS DROGAS" , demonstrando a enorme preocupação dos paranaenses e consequentemente do povo brasileiro em combater este mal.

XII Semana Nacional Sobre Drogas

A Semana Nacional Sobre Drogas será lançada oficialmente pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira dia 21 de junho. A cerimônia acontece no Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, às 17 horas em Brasília, Distrito Federal. 


"2010 Contra o Crack"


O tema desta edição é “Juventude na Prevenção do Uso de Drogas”. Esse tema vem sendo amplamente discutido e medidas de enfrentamento ao uso de drogas e suas conseqüências já estão sendo implementadas. Uma delas é o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, que tem por objetivo coordenar as ações federais de prevenção, tratamento, reinserção social do usuário do crack e de outras drogas, bem como enfrentar o tráfico, em parceria com estados, municípios e sociedade civil.

Somada a essa e às outras ações do Governo Federal já em curso, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e o Conselho Nacional de Justiça assinam durante a cerimônia um Acordo de Cooperação Técnica, com o objetivo de levar o tema para discussão junto aos magistrados, servidores e membros da equipe multidisciplinar que atuam nos Juizados Especiais Criminais e nos Juizados da Infância e da Juventude.

Foco do Encontro

A idéia é que todos os Operadores do Direito, servidores, conciliadores, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e outros colaboradores do Poder Judiciário possam orientar e esclarecer os usuários e dependentes sobre os recursos comunitários disponíveis, desde o primeiro contato, até o encaminhamento à rede de tratamento e reinserção social.

Na cerimônia, ainda, os vencedores dos concursos de Fotografias, Jingles, Cartazes e Monografias, promovidos pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), serão premiados. Foram cerca de dez mil trabalhos inscritos de participantes de todas as regiões do país.

Este ano, o IX Concurso Nacional de Monografias, resultado de uma parceria com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), teve como tema o “Crack”, com o objetivo de estimular a reflexão e a discussão entre os estudantes universitários sobre as diferentes abordagens e conseqüências sociais do uso dessa substância. 

sábado, 19 de junho de 2010

Operação da Polícia Federal apreende mais de 3 toneladas de maconha



DROGA SAÍA DE CASCAVEL COM DESTINO À CURITIBA.






Mais de três toneladas de maconha escondidas em um caminhão carregado com sacos de arroz foram apreendidas na BR-277 em Guaraniaçu (PR), nesta quinta-feira (17). No total, 3.134 quilos da droga eram transportados na carroceria do veículo, embaixo dos sacos plásticos que envolviam os pacotes de arroz.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o motorista disse aos agentes que levaria a carga de Cascavel (PR) até Curitiba. Ele foi preso e encaminhado à delegacia da Polícia Federal de Cascavel.




Mais uma grande carga de maconha não chega às mãos dos traficantes,  operações como essa precisam ser ressaltadas e elogiadas, e cada vez mais essas operações tem de ser tornar constantes, para que seja coibido o tráfico e cada vez ficar mais difícil que a droga chegue aos nossos filhos. Um cartão vermelho para as drogas se começa em casa, mas é necessário também que se dê o cartão vermelho para quem faz do vício e da tristeza dos familiares, sua profissão, o traficante. 





sexta-feira, 18 de junho de 2010

Justiça aprimora atendimento a usuários de drogas

Para aprimorar o atendimento da Justiça a usuários e dependentes de drogas envolvidos em processos criminais, 15 mil pessoas em todo o Brasil, entre juízes, servidores e colabores do Poder Judiciário serão capacitados.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Presidência da República.

As inscrições estarão abertas a partir de julho, mas como as vagas são limitadas serão realizadas pré-inscrições que poderão ser feitas até o próximo dia 25, pelo endereço: www.cnj.jus.br/cursosobredrogas . 



São necessários cada vez mais meios de se combater as drogas. Com certeza este problema já se torna um fator social impossível de ser desconsiderado, ou de algum modo não ser dado atenção. À mesma medida que o mal do século vem sendo combatido por ações governamentais ou da comunidade, ela continua crescendo e abrangendo cada vez mais pessoas, destruindo assim famílias, sonhos, futuros.


Mais um cartão vermelho para as drogas é dado pelo CNJ, parabéns.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Droga Mata a Família de Viciados Também

O crack – a droga mais perigosa da atualidade – invadiu a classe média. Uma pesquisa inédita mostra que as famílias não sabem onde obter ajuda. O que fazer para salvar os dependentes.

Foram quatro anos sob os efeitos de maconha, cocaína, ácido lisérgico, ecstasy, crack e até chá de fita cassete – uma “droga” a que os dependentes recorrem para suportar crises de abstinência. A triste viagem de Renan começou na casa da família, num bairro de classe média em São Paulo, e o levou ATÉ a favela Paraisópolis, a segunda maior da capital paulista. 

Bem Estar Momentâneo


“Lá eu estava onde eu queria, com a galera, e me drogava direto”, diz. Seus pais, Alda e Eli, haviam tentado impor limites para afastá-lo da dependência. Primeiro, conversaram. Depois, proibiram o filho de usar o carro, cortaram a mesada, estabeleceram horário para que ele chegasse em casa. Eles não eram novatos no assunto. Antes de Renan, o caçula da família Larizzatti, outros dois filhos do casal haviam passado por problemas semelhantes. “Com três filhos usando drogas, vi que era o fundo do poço”, diz Alda. O casal decidiu internar o mais novo, então com 22 anos. Antes de ser levado para uma clínica de desintoxicação, Renan fez uma ameaça aos pais: “Quando sair, eu mato vocês”. Três anos e dois meses depois do último contato com as drogas, Renan ajuda a família na casa lotérica que os sustenta. “Hoje, se eu matar meus pais, só se for de amor”, afirma. 

Histórias como a dos Larizzattis ocorrem em muitas famílias. Às vezes, porém, o desfecho é trágico. Em 2009, a consultora aposentada Flávia Costa Hahn, de 60 anos, moradora de um bairro nobre de Porto Alegre, matou seu único filho, Tobias Hahn, de 24 anos. O rapaz consumia crack desde os 18 anos. Em abril do ano passado, depois de passar três noites em claro fumando crack, Tobias voltou para casa para pedir dinheiro. Flávia conta que discutiu com o filho, foi agredida e, para tentar se defender, pegou um revólver da coleção de armas do marido. A arma disparou e atingiu Tobias no pescoço. Ele morreu na hora. Em outro caso dramático, o músico Bruno Kligierman, de 26 anos, um jovem de classe média alta morador da Zona Sul do Rio de Janeiro, sufocou até a morte a amiga Bárbara Calazans, de 16. Ele havia consumido crack a noite toda. Seu pai, o poeta Luiz Fernando Prôa, o entregou à polícia. 

terça-feira, 15 de junho de 2010

299 pedras de crack nas escolas

A apreensão de crack em uma escola de Londrina, em março de 2010, fez os números do 181 Narcodenúncia relacionados ao ambiente escolar dispararem. Neste ano, foram apreendidas 299 pedras de crack nas escolas do Paraná – todas recolhidas na operação em Londrina. O número é maior do que o total apreendido pelo órgão entre 2003 e 2009.
O tenente Edivan Fragoso, do 181 Narcodenúncia, explica que a polícia recebeu a informação de que havia uma quantidade de drogas na escola de Londrina, que fica no Conjunto Farid Libos, zona norte da cidade. O traficante, um adolescente de 17 anos, estava na quadra de esporte da escola e foi apreendido, segundo o tenente.
MAIS DE 500 PEDRAS DE CRACK APREENDIDAS DESDE 2003. A CADA ANO O NÚMERO AUMENTA.
Desde 2003, foram apreendidas 555 pedras de crack nas escolas do Paraná (o número inclui também as universidades). O crack é uma droga altamente viciante e que preocupa as autoridades: estimativas apontam a existência de pelo menos 600 mil usuários no país.
Com relação ao aumento de apreensões nas escolas, o coronel Jorge Costa Filho, comandante do policiamento na capital, afirma que a fiscalização e o consumo estão crescendo. “O traficante procura cada vez mais tentar jogar (a droga) para o adolescente e a criança, para tentar criar novos consumidores”, diz. Segundo Costa Filho, o que se encontra de crack nos colégios não é significativo em relação ao montante apreendido no estado. “Procuramos (nas escolas) mais o trabalho de prevenção, para não chegar ao cúmulo de ter de prender nos colégios”, afirma.
Para a professora Araci Asinelli da Luz, doutora em Educação da UFPR, não necessariamente essa droga apreendida nas escolas seria para consumo dos estudantes – poderia estar com eles para significar símbolo de poder. “Tenho certeza, por trabalhar com a juventude, que grande parte efetivamente não usa droga, só deixa transparecer isso para se sentir incluído no status de poder”, afirma.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O mal do Século

Pode-se dizer que vem em boa hora o plano do governo de combate ao crack? Talvez seja mais adequada a afirmação de que vem com atraso. Mais: vem acompanhado de certo ceticismo. A descrença tem fundamento. Ações ora anunciadas figuram em promessas anteriores que caíram no esquecimento ou não receberam a atenção necessária. É o caso da criação de consultórios de rua, em que equipes de saúde vão aos locais onde se encontram os usuários, e a construção de centros de atenção psicossocial (Caps), que veio à luz em junho no Plano Emergencial de Drogas.

O descaso cobra alto custo. Talvez nenhuma droga tenha as potencialidades malignas do crack. Subproduto da cocaína, a substância psicoativa é capaz de viciar no primeiro contato. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, o país contabiliza 600 mil usuários. As grandes vítimas são os jovens, cuja curiosidade os torna vulneráveis ao assédio de traficantes ou de dependentes que vendem o entorpecente para alimentar o próprio vício. Antes restrito a consumidor mais pobre, o alucinógeno chegou à classe média com velocidade assustadora.

A explosão do consumo fica patente nos números. Em um ano (de 2008 a 2009), a apreensão da droga pela Polícia Federal cresceu em proporção geométrica de 500kg a 4.500kg. O fato levou à inclusão do tema no debate eleitoral. A dimensão da tragédia é tal que se espera não ter sido a proximidade das urnas a motivar a nova mobilização do governo. As propostas, que começaram a ser debatidas em 9 de abril, miram três metas: a prevenção, o tratamento e a repressão ao tráfico.
O desafio é enorme. Em primeiro lugar, porque faltam políticas públicas abrangentes de tratamento. A saúde pública, sem trabalhos científicos aptos a comparar as drogas e selecionar as mais eficientes para enfrentar a dependência, aposta no ensaio e erro no socorro ao craqueiro. Não há mais tempo a perder. É importante avançar no combate ao mal. Não devem ser poupados esforços para evitar que a catástrofe se alastre.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pesquisa Unifesp: jovens começam a usar maconha aos 14 anos

Uma pesquisa do Cebrid (Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) divulgada nesta semana mostra que os adolescentes das escolas particulares de São Paulo começam a fumar maconha aos 14 anos e meio. Mais de 10,7% dos entrevistados disseram ter fumado a droga alguma vez na vida.


A iniciação no álcool e no cigarro é feita ainda mais cedo: os jovens começam aos 12 e 13 anos de idade em cada droga, respectivamente. Os dados foram coletados em 37 escolas, com a participação de 5.226 alunos. Desses, 2.691 são do ensino médio e 2.535, do ensino fundamental. Estudantes de ambos os sexos foram consultados, sendo 50,3% do masculino e 49,7% do feminino.

Eles fumam mais maconha do que elas: enquanto cerca de 5% dos meninos o fez no mês anterior à pesquisa, a proporção de meninas foi a metade, diz o estudo. “Os garotos apresentaram maior risco para consumo de maconha, cocaína e inalantes. As meninas, para consumo de ETAs (estimulantes tipo anfetaminas) e calmantes. E o “risco acumulado”, ou seja, o maior momento de exposição, também acontece mais cedo para os garotos. Eles experimentam com 14 anos, e elas com 15.

Adolescentes, baladeiros e ricos


A frequência de saídas noturnas está associada ao consumo de maconha. Aqueles que saíram quase todas as noites apresentaram oito vezes mais possibilidade de haver fumado a erva do que os que não saíram. Para Ana Regina Noto, coordenadora da pesquisa, os pais devem prestar atenção no comportamento dos filhos.
“Estar atento aos limites é importante. Um adolescente que têm saídas noturnas frequentes e sem supervisão de adultos fica mais vulnerável à embriaguez e assim, ao uso de drogas, por exemplo. Ele está em fase de formação de opinião e conhecimento da sexualidade, e tem que saber que existem outras formas de diversão, com menos riscos à saúde” Quem estuda em escola mais cara, com mensalidade maior que R$ 1.200, tem três vezes mais chance de haver fumado maconha do que em colégios baratos, com cobrança de até R$ 400.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Epidemia de crack está fora de controle, adverte especialista

Cerca de 1,2 milhão de pessoas fazem uso da droga no país. Psiquiatra da Uerj diz que atendeu 200 pacientes e só recuperou um.


A maioria são jovens. Não estamos falando de usuários de uma droga. Estamos trantando de uma geração. Acho que estamos despreparados. Estamos de calças curtas. A gente não sabe como lidar com isso”, reconhece a psiquiatra Maria Thereza Aquino, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que durante 25 anos dirigiu o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad).


“É uma coisa que assusta muito a gente. O problema é que quase ninguém sabe como lidar com isso”, emenda a gerente de projetos da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Suelen da Silva Sales, ao anunciar a formação de 900 policiais (militares, civis e peritos) que vão atuar nas fronteiras do país para evitar a entrada de drogas como cocaína e pasta base usadas na produção do crack.

Dificuldade para definir o crack

“O crack apresentou nos últimos 5 anos um fato novo em relação aos desafios no campo da saúde. As respostas têm sido heterogêneas, atrapalhadas, precipitadas. É preciso serenidade, pois estamos diante de uma experiência trágica. É uma situação social de extrema gravidade”, alerta o coordenador da área de saúde mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado.

Na semana passada, durante dois dias, um grupo de especialistas, incluindo Pedro Lima, Suelen Sales e Pedro Gabriel, se reuniu na sede da organização não governamental Viva Rio para definir estratégias e formular um documento com orientações de como tratar o problema do crack. As recomendações serão entregue a equipes do Programa de Saúde da Família.

Quem usa crack está sob a ação de uma cocaína quase 80 vezes mais poderosa do que a cocaína comum

De acordo com os especialistas, de todas as drogas o crack é a mais perversa. Por ser inalada, atinge diretamente o pulmão e o cérebro em cerca de oito segundos. Como o efeito é rápido, o usuário quer consumir cada vez mais, para manter a sensação de prazer constante. Com a frequência, o usuário se torna dependente em menos de cinco vezes de utilização. As últimas pesquisas sobre a droga mostram que em geral 30% dos usuários de crack morrem nos primeiros 5 anos de uso.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Plano de combate ao crack começa a sair do papel

Licitação / ONGs têm até o próximo dia 18 para oferecer proposta sobre capacitação.

Um passo importante será dado hoje em direção ao combate ao crack no estado. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos lança um edital de licitação no valor de R$ 1 milhão para seleção e contratação de uma organização não governamental que ficará responsável pela capacitação de 20 mil pessoas para executar o Plano de Ações de Enfrentamento ao Crack, lançado pelo governo do estado. As propostas podem ser apresentadas até o dia 18 de junho, entre as 8h e 17h.



Segundo o secretário executivo de Assistência Social, Acácio de Carvalho, depois de orientadas adequadamente, essas pessoas poderão, entre outras atividades, aplicar junto às famílias o Protocolo do Crack. O documento está sendo confeccionado pelas secretarias de Saúde e Assistência Social e é um conjunto de perguntas e informações que visam a prevenção do uso do crack. É como uma espécie de vigilância social das pessoas, só que direcionada apenas ao uso da droga.



O público alvo da capacitação serão as equipes dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), gestores, técnicos dos setores governamentais e não-governamentais da rede socioassistencial e voluntários da rede de combate ao crack. O aprendizado terá custo zero para os participantes.



A gerente de Planejamento, Projetos e Capacitação da Secretaria, Paula Tavares, explicou que entre os assuntos tratados nas capacitações estão o conceito de droga, a classificação e os efeitos do crack, o significado da dependência química, a redução de danos, o papel da família, a legislação, a política social, entre outros temas.



As capacitações serão feitas ao longo de seis meses e serão desenvolvidas na forma de seminários, câmeras técnicas, parceria com escolas e oficinas de alinhamento. "Vamos escolher uma entidade que tenha experiência na área do crack. Nossa ideia é transformar essas 20 mil pessoas em agentes multiplicadores em suas regiões", acrescentou Paula Tavares.



A capacitação vai abranger os 184 municípios pernambucanos mais o Distrito Estadual de Fernando de Noronha. As instituições interessadas em se candidatar no processo de licitação podem acessar o site da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH): Outras informações através do telefone: (81) 3183-3043 ou 3183-3045