domingo, 12 de junho de 2011

PF conclui que oxi é uma variação da cocaína e uma estratégia dos traficantes

Após análise em laboratório, foi constatado que a suposta nova droga é a pasta-base de cocaína em seu estado mais puro, ou seja, a adição de substâncias serviu apenas como "marketing" do tráfico.



Você já ouviu falar em oxi? Depois de análises laboratoriais feitas em Brasília, a Polícia Federal concluiu que essa suposta nova droga não passa de uma variação da cocaína - uma estratégia dos traficantes para vender mais.

Além da cocaína, o oxi seria composto por querosene ou gasolina e cal virgem. Mas o perito criminal da PF, Ricardo Saldanha (foto 2), afirma que a gasolina seria adicionada à cocaína para produzir essa nova droga. “Nas análises não foi encontrada quantidade compatível com a adição nem de querosene, nem de gasolina. A gente chega à conclusão de que o oxi não é uma nova droga, foi apenas um novo termo que usaram, de forma indiscriminada, sem critério nenhum, para utilizar outras formas da cocaína”, afirma o perito.

De acordo com o assessor da PF, Giovani Santoro, o oxi é a pasta-base de cocaína em seu estado mais puro, por isso é uma droga tão perigosa: “Não havia adição de nenhum produto para estar enfraquecendo o poder entorpecendo da droga. E quem tivesse utilizando o oxi poderia ser acometido por uma overdose, devido ao alto grau de pureza dessa substância”.

Fonte: TV Globo / Pernambuco

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PF realiza apreensão histórica de maconha


A Polícia Federal fez, no dia 03-06, uma das maiores apreensões de maconha da história no Estado. Foram recolhidas 6,05 toneladas da droga; 10.200 cartuchos de munição calibre 9 mm; 480, calibre 45; e 1.800 cartuchos para fuzil, calibre 7,62. As munições seriam levadas ao Rio de Janeiro.

A maconha estava escondida no mato na zona rural de Guarapuava e foi achada por equipes especiais de repressão ao tráfico de drogas, das delegacias de Foz do Iguaçu e Guarapuava.

Foram presos dois homens, de 42 e 26 anos, responsáveis pela guarda da droga e da munição. As investigações continuam, na tentativa de identificar os responsáveis pelo envio e recebimento da droga.

Fonte: Paraná-Online
Foto: Divulgação PF

terça-feira, 7 de junho de 2011

Com efeito devastador, metanfetamina circula em festas


A metanfetamina é parecida com o ecstasy, mas os efeitos são piores. Segundo a polícia, a apreensão de metanfetamina não configura tráfico.

Uma nova droga, com efeito parecido com o do ecstasy, está circulando pelas festas no Brasil: a metanfetamina. É um veneno em forma de comprimido. Um veneno dos mais devastadores. A metanfetamina é derivada da anfetamina, remédio que é usado no tratamento da obesidade e de distúrbios do sono e que é altamente viciante. A repórter Giuliana Girardi conversou com o delegado Clemente Castilhone Filho, do Departamento de Narcóticos de São Paulo. Ele explicou as dificuldades para combater essa droga, que tem efeitos impressionantes e devastadores.

O comprimido com menos de um centímetro já traz uma mensagem de perigo impressa. É uma bomba e o que acontece com quem é usa, é uma explosão. “Euforia extrema, agitação, movimento repetitivos. Parece uma pessoa que está afetada por paranóia. Ela chega a ficar até 30h acordada”, explica o delegado Clemente Castilhone Filho.

A droga conhecida como metanfetamina está seduzindo jovens brasileiros, que chegam a pagar R$ 80 por um comprimido usado geralmente em festas. A polícia de São Paulo já fez sete apreensões de metanfetamina desde março de 2011. Foram retirados de circulação quase dez mil comprimidos.

Em um primeiro momento, os policiais acreditaram que tinham apreendido ecstasy, mas depois das análises em laboratórios descobriram que tinham encontrado uma droga muito pior. A metanfetamina é parecida com o ecstasy, mas os efeitos são mais devastadores.

“Está correndo um grande risco, porque está querendo comprar um veneno e está comprando um veneno 10 vezes pior tanto na neurotoxicidade, tanto na quantidade dos efeitos, na duração dos efeitos, ela é muito pior”, afirma o delegado.

Os Estados Unidos fizeram uma campanha contra o uso da metanfetamina. Foram divulgadas fotos de homens e mulheres antes do consumo e meses depois do vício. “Inicialmente, a gente achou que era um efeito da droga, um efeito químico, fisiológico, mas na verdade é a pessoa que se autoflagela. A gente descobriu pesquisando a literatura de outros países que têm problemas mais antigos com a metanfetamina”, diz o delegado.

“O individuo vai virar um hipertenso, ele pode estar sujeito a acidentes vasculares cerebrais e orgânicos, como, por exemplo, enfarto agudo de miocárdio. Ele pode ter doença do cérebro tipo depressão, síndrome do pânico, a própria psicose, ela pode se tornar crônica em relação ao pulmão ela vai alterar a capacidade pulmonar. Ele pode desenvolver uma doença pulmonar crônica, e assim por diante. Então ela pode ter uma repercussão grave e muitas vezes, até fatal”, afirma a psiquiatra Ana Cecília Marques.

Segundo a polícia, no Brasil a apreensão de metanfetamina não configura tráfico.

“Existe uma portaria do Ministério da Saúde que regulamenta as drogas que são prescritas e as que são controladas. A metanfetamina está na listagem de sujeita à notificação de receita. Então, essa substância pode ser comercializada em determinada circunstância para uso médico. Mas o que tem acontecido é que essa droga é potencializada, modificada sinteticamente em laboratório e é feita essa anfetamina que é comercializada para uso ilegal”, conclui o delegado.

De acordo com as investigações, a droga apreendida no país é produzida em laboratório no exterior. Não está sendo fabricada no Brasil.

Segundo a polícia, a metanfetamina apreendida é produzida em laboratórios no exterior.

Fonte: ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Argentina sai na frente. Proibição ao fumo agora é em toda a Argentina

O fumo não será permitido em lugares públicos de toda a Argentina, e não apenas em Buenos Aires e algumas províncias, como ocorre atualmente. A decisão foi tomada ontem pela Câmara dos Deputados, depois de já ter passado pelo Senado. A presidente Cristina Kirchner deverá sancioná-la nos próximos dias.

O projeto foi aprovado na noite de quarta-feira, por 181 votos a favor, um contra e uma abstenção. O avanço causará situações curiosas. Por exemplo: o cassino que funciona no Rio da Prata fica em Buenos Aires, mas sua área é de jurisdição nacional. Portanto, somente agora o fumo será proibido no local.

– O fato é que a decisão é importantíssima. Na Argentina, o tabaco causa 40 mil mortes anuais e 6 mil mortes por exposição passiva ao tabaco. A Argentina, agora, entra no grupo dos países mais avançados sobre o assunto – afirmou a deputada María Elena Chieno, uma das principais defensoras do projeto.

Pela lei, ficará proibido fumar em empresas ou em qualquer ambiente fechado destinado ao acesso do público. Também fica proibido o patrocínio de marcas de cigarros em todo tipo de atividade ou evento público. Além disso, fica proibida a venda de produtos feitos com tabaco para menores de 18 anos e em escolas, hospitais, escritórios, edifícios públicos, meios de transporte públicos, museus, clubes e salas de espetáculos públicos, como cinemas, teatros e ginásios.

Fonte: Jornal ZERO HORA-RS

terça-feira, 31 de maio de 2011

Hoje é Dia Mundial Anti-Tabagismo

No dia 31 de maio é comemorado o Dia Mundial Anti-Tabagismo. Apesar da conquista de reduzir o número de adultos que fumam, um outro problema preocupa. Os cigarros passaram a ter cores, cheiro e até sabores diferentes, o que acaba atraindo os jovens.


Quem fuma tem a pele opaca, mais flácida e com rugas mais profundas, principalmente ao redor dos olhos e dos lábios.

No Brasil, o número de fumantes chega a 24.6 milhões de pessoas. Os dados mais recentes são de 2008.

Sempre que a pessoa fuma, a nicotina vai diretamente para a corrente sanguínea. Em sete segundos já está no cérebro. O que dá uma sensação de bem estar, por causa do aumento da produção de dopamina, substância responsável pelo prazer.

Só que isso não passa de 40 minutos, mas os males do cigarro são bem mais duradouros. A nicotina reduz a circulação sanguínea. Porque deixa os vasos mais estreitos. Esse efeito dura por mais de uma hora, após cada cigarro fumado.

“A ação de câncer é muito maior, o envelhecimento é muito maior, o organismo inteiro fica prejudicado, não só a pele, mas o corpo todo, cérebro, coração”, garante Fátima Pires, dermatologista.

O que os médicos falam sobre a ação do cigarro no organismo é traduzido em números. Segundo a organização mundial de saúde, de cada dez adultos um morre por que fuma.

É a segunda maior causa de morte no mundo, perde apenas para as doenças do coração.

Carla fuma um maço de cigarro por dia. Um vício de cinco anos e que hoje, no Dia Mundial de Combate ao Fumo ela está determinada a abandonar. “Não vou mais fumar nenhum cigarro. Se deus quiser vai dar tudo certo daqui pra frente”, acredita.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mais de 600 kg de maconha são apreendidos em Cascavel

Droga estava em uma casa no bairro Brasmadeira; 2 pessoas foram presas. Além do entorpecente, munição e um carro foram apreendidos.

 
A Polícia Militar apreendeu 612 kg de maconha e 75 munição em uma casa no bairro Brasmadeira, em Cascavel, no Oeste do Paraná, por volta das 20h do sábado (21). A residência onde a droga foi encontrada fica em um terreno de três casas, duas delas ocupadas e a do meio, sem morador, era onde estava o entorpecente.


Dois homens, de 20 e 32 anos, foram presos no local. Um carro que era usado no transporte da droga também foi apreendido.


Fonte: http://www.g1.com.br/

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Escolha Viver Sem Drogas



Vídeo muito bem elaborado. Vale a pena conferir.

Descrição:
Animação que aborda as drogas e sua influência sobre a sociedade. Tem o objetivo de ser uma ferramenta de debate sobre o tema em colégios da rede pública de ensino.Desenvolvida através da técnica de rotoscópia e outras técnicas como animação tradicional, 3d e motion graphics.

Lei que obriga comércio a alertar sobre perigos do álcool está em vigor

A legislação que obriga a exposição de cartazes de advertência sobre o risco de acidentes provocados pelo álcool líquido em estabelecimentos comerciais está em vigor desde sábado.

Os estabelecimentos mineiros tiveram 120 dias para se adequar à Lei 19487/2011 desde a sanção da norma.

Segundo a legislação, os cartazes deverão apresentar imagens de acidentes provocados pelo uso do álcool e deverão ser afixados a até um metro de distância do local onde o produto estiver exposto nas gôndolas.

Caso não cumpram a lei, os supermercados e demais estabelecimentos varejistas que comercializam álcool líquido estão sujeitos às punições previstas no Código de Defesa do Consumidor, que vão de multa até a cassação da licença.

A reportagem do JORNAL DE UBERABA fez uma pesquisa em diversos estabelecimentos comerciais e em todos eles não havia a colocação dos cartazes. A informação, de modo geral, é que não sabiam da lei, que foi mal divulgado, e prometeram ficar a par do assunto.

Vale lembrar que estudos apontam que acidentes que envolvem a utilização do álcool são uma das principais causas de queimadura no Brasil. O estudo, realizado na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, sugere medidas e oferece subsídios ao poder público para que combatam o problema e protejam principalmente os mais vulneráveis, como crianças de famílias de baixa renda, como a sobretaxação no preço do álcool mais perigoso, de concentração mais elevada. O estudo apontou, ainda, o reconhecimento da queimadura por álcool como um problema social e de saúde pública. Também foi detectado que colocar advertências mais visíveis nas embalagens do produto, que deixem claro os riscos de acidentes, é também uma medida que deve ser tomada. É o que pretende o governo de Minas.

Estatísticas do Hospital de Clínicas da UFTM apontam que no ano passado 43 pessoas foram atendidas no PS Adulto e 13 no PS Pediátrico por queimadura. De janeiro a março deste ano foram 7 atendimentos em cada um dos PS. (MGS)

Fonte: ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Justiça impede ‘marcha da maconha’ em Curitiba

O juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat, expediu liminar que proibiu a realização da ‘marcha da maconha’, programada para domingo passado (22) na praça Santos Andrade.

O pedido havia sido feito pelo deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC), através de medida cautelar protocolada na quarta-feira da semana passada (18).  
Paranhos já havia se manifestado contra a marcha em pronunciamento realizado no dia 17, na tribuna da Assembleia Legislativa. Na visão do parlamentar, a sociedade paranaense não tolera esse tipo de manifestação. “Buscamos o amparo da justiça entendendo que a marcha é ilegal por fazer apologia ao uso da droga”.

Ainda segundo Paranhos, não se pode ignorar que o consumo da maconha está ligado ao tráfico, responsável pela maioria dos homicídios cometidos em Curitiba e no Paraná.

Em seu pronunciamento na tribuna, Paranhos também mostrou um DVD pirata, comprado em camelôs, contendo um documentário sobre o cultivo e a utilização da maconha nos Estados Unidos. Afirmou que, mesmo sendo um documentário, o material deve ter a venda combatida, porque ao ser visto por jovens e adolescentes, ainda imaturos, funciona como um estímulo para o consumo. “Precisamos reagir a isso. Ainda bem que no sábado (21) aconteceu a Marcha para Jesus – evento programado pelas igrejas evangélicas. Jesus chegou antes do diabo”, ironizou. 


A região oeste do Paraná é responsável por 30% do total de maconha apreendida em todo o país, só neste ano. Nos primeiros cinco meses foram mais de sete toneladas da droga. O município de Guaíra lidera o numero de apreensões. A fronteira com a Argentina e o Paraguai é apontada pela polícia como motivo do grande volume de droga apreendida no estado.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Deputado Paranhos se posiciona contra "marcha da maconha"

Em pronunciamento feito na tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (17), o deputado Leonaldo Paranhos (PSC) se posicionou contrário à marcha da maconha – uma manifestação marcada para domingo, dia 22 de maio. “Vamos tentar impedir que isso aconteça, nem que seja na Justiça, porque fazer apologia ao consumo de droga é crime”, afirmou o parlamentar.

Ainda segundo Paranhos, a sociedade não pode tolerar esse tipo de manifestação, principalmente quando se sabe que “a maconha é a porta de entrada para o consumo de drogas mais pesadas”. Ainda mais grave, de acordo com Paranhos é o fato de que a droga está diretamente vinculada ao tráfico, responsável pela maioria dos homicídios cometidos no Paraná.

Paranhos também mostrou um DVD pirata, comprado em camelôs, contendo um documentário sobre o cultivo e a utilização da maconha nos Estados Unidos. Afirmou que, mesmo sendo um documentário, o material deve ter a venda combatida, porque ao ser visto por jovens e adolescentes, ainda imaturos, funciona como um estímulo para o consumo. “Precisamos reagir a isso. Ainda bem que no sábado (21) acontece a Marcha para Jesus – evento programado pelas igrejas evangélicas. Jesus vai chegar antes do diabo”, ironizou.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O ÁLCOOL TAMBÉM É UMA DROGA

É classificado como um depressivo, o que quer dizer que diminui as funções vitais – resultando em fala arrastada, instabilidade de movimentos, percepções alteradas e uma incapacidade para reagir rapidamente.


No que diz respeito à forma como chega a afectar a mente, o álcool é melhor compreendido como uma droga que reduz a capacidade da pessoa para pensar de forma racional e distorce a sua capacidade de discernimento.

Mesmo estando classificado como um depressivo, a quantidade de álcool consumido determina o tipo de efeito que é obtido. Muita gente bebe pelo efeito estimulante, como no caso de uma cerveja ou um copo de vinho que são bebidos “para soltar–se”. Mas se uma pessoa consome mais do que o corpo pode manejar, então experimentará o efeito depressivo do álcool. Começará a sentir–se “estúpida” ou perderá a coordenação e o controlo.

Uma overdose de álcool provoca efeitos depressivos muito mais severos (incapacidade para sentir dor, toxicidade tal que faz com que o organismo vomite o veneno, e finalmente inconsciência ou, ainda pior, coma ou a morte derivada de uma overdose tóxica severa). Estas reações dependem de quanto e quão rápido é consumido o álcool.

Existem diferentes tipos de álcool. O álcool etílico (etanol), que é o único utilizado em bebidas, é produzido pela fermentação de grãos e frutas. A fermentação é um processo químico mediante o qual a levedura atua sobre certos ingredientes que são encontrados na comida, gerando álcool.

O CONTEÚDO DAS BEBIDAS

As bebidas fermentadas, como a cerveja e o vinho, contêm de 2% a 20% de álcool. As bebidas destiladas, ou licores, contêm entre 40% a 50% ou mais de álcool. O conteúdo habitual de álcool das seguintes bebidas é:

Cerveja 2–6% de álcool
Cidra 4–8% de álcool
Vinho 8–20% de álcool
Tequila 40% de álcool
Rum 40% ou mais de álcool
Brandy 40% ou mais de álcool
Gin 40–47% de álcool
Uísque 40–50% de álcool
Vodka 40–50% de álcool
Licores 15–60% de álcool


BEBER E DIRIGIR

Nos Estados Unidos em 2007, o número de mortos devido a acidentes causados por adolescentes embriagados foi de 1393 – quase quatro mortos em cada dia do ano.

Os acidentes com veículos motorizados encabeçam a lista de causas de morte entre adolescentes nos Estados Unidos e são responsáveis por mais de uma em cada três mortes de jovens americanos. Dos condutores adolescentes que perderam a vida em 2006, 31% tinham bebido, isto de acordo com a National Highway Traffic Safety Administration (Agência Nacional para a Segurança do Tráfego nas Estradas).

O risco de um condutor que se encontra sob a influência do álcool morrer num acidente automobilístico é pelo menos onze vezes maior que o dos condutores que não têm álcool no seu sistema sanguíneo.

Para a maior parte das pessoas, isto são só estatísticas – chocantes talvez, mas apenas estatísticas. Mas para as famílias e amigos das pessoas que morreram como resultado de um adolescente a beber e conduzir, cada número representa uma perda trágica.

O álcool distorce as percepções e o bom discernimento das pessoas. As pessoas que se encontram sob a influência do álcool rapidamente admitem que o tempo de reação delas é menor do que quando não bebem e além disso, expõem–se a maiores riscos a que nunca se exporiam se estivessem sóbrios. Muito frequentemente, esses riscos são fatais.

O álcool é absorvido pela corrente sanguínea através de pequenos vasos sanguíneos que se encontram nas paredes do estômago e do intestino delgado. Minutos depois do álcool ter sido ingerido, viaja do estômago ao cérebro, onde rapidamente produz o seu efeito, retardando a ação das células nervosas.

Aproximadamente 20% do álcool é absorvido através do estômago. A maior parte dos restantes 80% é absorvido através do intestino delgado.

O álcool também é transportado pela corrente sanguínea para o fígado, o qual o elimina do sangue mediante um processo chamado de “metabolismo”, onde é convertido numa substância não tóxica. O fígado apenas pode metabolizar uma certa quantidade de álcool de cada vez, deixando o excesso em circulação no corpo. É por isto que a intensidade do efeito do álcool no corpo se encontra diretamente relacionada com a quantidade de álcool consumido.

Quando a quantidade de álcool no sangue excede um certo nível, o sistema respiratório torna–se muito lento (a respiração diminui), e pode causar coma ou morte, devido ao oxigénio já não chegar ao cérebro.


ALCOOLISMO

A dependência do álcool (alcoolismo) consta de quatro sintomas:

- Desejo forte: uma forte necessidade ou compulsão, à bebida.
- Perda de controlo: A incapacidade para limitar a própria forma de beber em qualquer ocasião.
- Dependência física: sintomas de abstinência tais como náusea, suores, tremores e ansiedade acontecem quando o consumo de álcool é interrompido depois de um período de excesso de bebida.

Uma dependência séria pode levar a pessoa a apresentar sintomas de abstinência que coloquem em perigo a sua vida entre os quais encontram–se as convulsões, estas começam de 8 a 12 horas depois da última bebida. O delirium tremens (D.T.s), que começa 3 a 4 dias depois da última bebida e durante o qual a pessoa apresenta uma agitação extrema, tremores, alucinando e desligando–se da realidade.

Um alcoólico, frequentemente dirá que pode deixar de beber a qualquer momento que decida – só que nunca “decide” fazê–lo. O alcoolismo não é um destino, mas sim uma progressão, um longo caminho de deterioração durante o qual a vida se vai tornando cada vez mais difícil.

Tolerância: a necessidade de beber grandes quantidades de álcool a fim de se sentir como se estivesse eufórico.

“Quando decidi parar de beber, percebi que o álcool tinha tomado conta do meu corpo de tal maneira que não podia parar. Costumava tremer como se eu fosse arrebentar, começava a suar e não podia pensar até que tomasse outro copo. Não podia funcionar sem ele.

“Passei os ultimos 8 anos a entrar e a sair dos hospitais e clínicas de desintoxicação, a tentar entender o que tinha acontecido comigo, como foi possível não poder deixar. Foi o pior e mais longo pesadelo que tive na minha vida.” – Jan

Fonte: http://br.drugfreeworld.org/drugfacts/alcohol/what-is-alcohol-dependence.html

segunda-feira, 9 de maio de 2011

OXI - Nova droga veio para matar

Um novo tipo de entorpecente vem sendo apreendido em diversas regiões do Brasil, dado que mostra que a droga vem se espalhando pelo país.

Trata-se de uma derivação do Crack, chamado de OXI. Esta nova droga é uma mistura de base de cocaína, querosene (ou gasolina, diesel e solução de bateria), cal e permanganato de potássio. Antes, a droga era diluída na maconha, mas hoje, ela já é transformada em pedra e fumada em um cachimbo, assim como o crack. A oxi já é comum em outros estados como o Acre, que faz fronteira com Perú e Bolívia, mas chegou a São Paulo há algum tempo. Por não ser uma droga conhecida, o material apreendido acaba sendo confundido com o crack.

Já houve registro da droga no Mato Grosso do Sul, Goias, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, onde na região de Santa Tereza do Oeste foi efetuada uma das maiores apreensões do país.

De acordo com Ana Cristina Fulini, coordenadora terapêutica da Clinica Maia Prime, essa droga tem um poder ainda mais devastador. “A oxi chega muito rápido ao cérebro, mas os efeitos duram pouco, fazendo com que o usuário use constantemente a droga a fim de ter as sensações que vão da euforia, depressão, medo e chegam a levar a paranóia”. Outro fator que pode desencadear o uso do oxi em relação ao crack é o preço. Enquanto que a pedra de crack é vendida entre R$ 7,00 e $ 10,00, a oxi varia de R$ 2,00 a R$ 5,00. Por ter muitos componentes, a toxidade é muito alta, podendo afe tar o sistema cardiorrespiratório e gerar perda da consciência e problemas hepáticos.

De acordo com especialistas do Denarc de São Paulo, em média, 30% dos usuários desse tipo de droga não sobrevivem após um ano de uso.Para Ana Cristina, muitos desses usuários podem ter migrado da cocaína, então é importante a família estar atenta para que uma equipe multidisciplinar acompanhe o quanto antes esse dependente. “Um bom tratamento depende muito da família e das informações passadas à equipe de atendimento. É fundamental sabermos que tipo de droga o usuário utiliza ou utilizou”.

Fonte: RedeNotícias

Uma droga pior que o crack



No começo deste mês, o Denarc (Departamento de Narcóticos) da Polícia Civil de São Paulo fez as duas primeiras apreensões — a última, na sexta-feira —, da droga conhecida como oxi, que tem colocado em alerta especialistas e autoridades da área de saúde por ser mais barata, viciante e danosa do que o crack.


O oxi mostra seus efeitos logo na primeira semana de consumo. Com vômito e diarreia frequentes, alguns viciados podem perder até 10 kg em menos de um mês. O usuário apresenta problemas no aparelho digestivo, complicações renais, além de dores na cabeça e náuseas, que se tornam constantes. As gengivas são perfuradas e os dentes danificados (ficam porosos e podem cair).

Tem mais: as substâncias do oxi atingem principalmente o fígado, a faringe e os pulmões. “Praticamente todas as via respiratórias sofrem um grande comprometimento, o que pode levar à morte rapidamente alguém que tenha asma ou algum problema cardíaco”, afirma Marta Jezierski, diretora do Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Assim como o crack, o oxi é feito a partir da pasta base da cocaína e passa por um processo no qual outros produtos são acrescentados para se obter a pedra. O crack vem da mistura com amoníaco e bicarbonato de sódio, enquanto o oxi é feito com cal virgem, combustíveis (querosene, gasolina ou diesel) e outros oxidantes (daí a origem do seu nome), como explica Ana Cristina Fulini, especialista em dependência química da Clínica Maia Prime, em São Paulo: “São produtos mais baratos, que reduzem bastante o preço da droga, tornando-a uma alternativa para o usuário de crack”.

Embora a droga só tenha sido apreendida pela polícia recentemente, relatos apontam que o oxi já é bastante popular no norte do país, principalmente no Acre e no Amazonas. Chegou à capital de São Paulo nos últimos sete meses e tem sido amplamente usada entre viciados em crack. “Os pacientes informam sobre um tipo de pedra de crack mais barata e com efeito mais forte desde o ano passado”, conta Ana.

Um fator que contribui para rápida adesão do usuário é a concentração de cocaína, mais alta no oxi, chegando a 80%, embora a pureza seja menor em consequência do excesso de ingredientes. O crack apresenta uma concentração de 40%. Essa diferença também torna o efeito do oxi mais rápido e potente, aumentando a sedução para o uso.

Segundo Marta Jezierski, os usuários de oxi em São Paulo consomem a droga pensando ser crack. “Na hora da fissura, dificilmente essas pessoas se perguntam o que é, alguns só sabem que é mais barato e forte”, diz ela, alertando para o fato de que o oxi, em comparação com o crack, aumenta a paranóia e os surtos psicóticos.

1,4 toneladas foram apreendidas no Acre desde 2009

Fronteiras

Em 2005, o Ministério da Saúde alertou para o aumento de usuários de oxi no estado do Acre. A droga chegou pelas fronteiras da Bolívia e do Peru, onde há relatos de seu uso desde a década de 1980.

Falta de mapeamento

Ainda não há qualquer tipo de mapeamento do uso do oxi nas principais capitais brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro. “O Cratod lançará um estudo específico na próxima semana”, afirma a coordenadora Marta Jezierski.

Mais barata

Enquanto o crack custa até R$ 10 por pedra, o oxi pode ser encontrado por R$ 2. A droga tem sido apelidada em São Paulo de “Hulk” e “Kryptonyta”, em referência à sua cor mais esverdeada.


Fonte: Rede Bom Dia

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Crack é tema de debate na Câmara de Curitiba hoje

O crack é tema de debate na Câmara de Curitiba, na tarde de hoje, a partir das duas horas. A audiência pública vai discutir o impacto do uso de drogas nas comunidades, políticas públicas e a falta de estrutura das casas de recuperação da cidade. A iniciativa é dos vereadores Noemia Rocha (PMDB) e Pedro Paulo (PT). Vão participar da discussão o psiquiatra e especialista em dependência química Marcos Bessa, a professora Araci Asinelli da Luz, a psicóloga Maria Aparecida da Silva Reis Pereira e pastores que atuam na recuperação de dependentes químicos. Após a audiência, os vereadores pretendem encaminhar sugestões à prefeitura.

Fonte: http://blogdajoice.com/

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Confederação dos municípios cria site para monitorar o crack


98% das cidades brasileiras já registram a presença e o consumo da chamada “pedra da morte”. Partindo dessa constatação oficial a Confederação Nacional dos Municípios lançou na última semana o Observatório Nacional sobre o Crack.

Por meio de um portal na internet (www.cnm.org.br/crack), o novo órgão pretende monitorar a difusão da droga nos municípios do Brasil e levantar dados para dar suporte a políticas públicas voltadas para a solução do problema. De acordo com a CNM, em uma pesquisa por amostragem de municípios, feita em dezembro do ano passado, as constatações superaram as piores expectativas.

“Inicialmente, temos como objetivo maior levantar dados, saber as regiões afetadas, quem são os consumidores. Precisamos fazer com que as prefeituras, a sociedade civil, os governos e todos participem do combate ao tráfico e ao consumo de drogas, para que seja forçado um debate nacional. É preciso ter um plano estratégico. É inadmissível que, hoje, não haja disponível o número da quantidade de viciados. Precisamos de dados para o enfrentamento desse problema”, disse o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Ele também criticou a atuação do governo federal, que, segundo ele, se ausenta das questões que teriam que ser enfrentadas. A questão da segurança é fundamental, na opinião do presidente da entidade. “A União não fiscaliza as fronteiras na Venezuela, na Bolívia, em todos os lugares por onde passa a cocaína e outras drogas. E essa é uma das piores guerras que tem”, afirmou.

Em 12 de maio, durante a 14ª marcha dos prefeitos a Brasília, o observatório deverá divulgar dados mais aprofundados sobre o tema. Segundo Ziulkoski, foram encaminhadas 29 perguntas aos prefeitos de municípios de todos os estados do país. O resultado vai estar disponível no site da entidade. Pessoas em tratamento, problemas relacionados ao consumo e ao tráfico e o detalhamento das ações executadas pelos municípios são pontos que foram abordados e devem ser divulgados.

O observatório conta, principalmente, com a participação da comunidade, dos gestores municipais e dos secretários de Saúde e Assistência Social. Eles devem contribuir para enviar os dados sobre os municípios e informar, por exemplo, o número de dependentes, quais ações estão sendo tomadas para combater a droga, e quais são as boas práticas que podem servir de exemplo a outras cidades. “Será uma radiografia do crack no país”, comentou Ziulkoski.

PESQUISA

Entrevistas em 3.950 cidades brasileiras, o que representa 71% dos municípios do País, feitas em estudo da CNM, no ano passado, mostraram resultados alarmantes sobre o avanço do crack no interior do Brasil. A principal constatação foi de que a “pedra da morte” deixou de ser um problema urbano. Com o crescimento do consumo entre a população, as ações de tratamento dos viciados mostram ser pequenas ainda.

A pesquisa da CNM constatou que a principal estratégia para o acolhimento e tratamento tem uma cobertura de apenas 14,78% dos municípios que responderam a pesquisa, o que confirma que a estruturas físicas existentes e a disponibilidade de serviços é insuficiente para atender as demandas.

O crack se transformou nas últimas décadas em um dos mais graves problemas de saúde pública. Por isso é fundamental o envolvimento de entidades da sociedade civil nos debates sobre o tema e nas políticas para recuperação dos dependentes. Essa contribuição, no entanto, não elimina a necessidade de os governos federal, estadual e municipal investirem pesado no combate e na repressão ao tráfico e ao consumo. O portal na internet pretende servir de base para levantar dados de forma mais ágil e contribuir para que cidades, estados e União tracem estratégias de combate à droga.

Acesse também: www.cnm.org.br/crack

Fonte: ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Site mostra a realidade do problemas das drogas no mundo

A NOSSA CULTURA DE DROGAS


As drogas têm feito parte da nossa cultura desde a metade do século passado. Popularizadas nos anos 60 pela música e pelos meios de comunicação de massa, elas invadiram todos os aspetos da sociedade.

Estima–se que 208 milhões de pessoas internacionalmente consomem drogas ilegais. Nos Estados Unidos, resultados da Sondagem Nacional de 2007 sobre o Consumo de Drogas e Saúde mostrou que 19.9 milhões de Americanos (ou 8% da população com idades de 12 ou mais velha) tomou drogas ilegais no mês anterior à sondagem.

Você provavelmente conhece alguém que tenha sido afectado pelas drogas, direta ou indiretamente.

A droga mais comum e frequentemente consumida e abusada nos Estados Unidos é o álcool. Os acidentes de automóvel causados pelo álcool são a segunda causa de morte dos adolescentes nos EUA.

A droga ilegal mais comunmente usada é a maconha. De acordo com as Nações Unidas, no Relatório sobre Droga no Mundo, de 2008, cerca de 3,9% da população mundial entre 15 e 64 anos abusam da maconha.

Os jovens hoje estão expostos mais cedo do que nunca às drogas. Baseado numa sondagem pelo Centers for Disease Control em 2007, 45% dos estudantes do ensino médio em todo o mundo beberam álcool e 19,7% fumaram maconha durante o período de um mês.

Na Europa, estudos recentes entre os jovens de 15 e 16 anos sugerem que o uso da maconha varia de abaixo de 10% a acima de 40%, com taxas mais altas relatadas pelos adolescentes na República Checa (44%), seguida pela Irlanda (39%), Reino Unido (38%) e França (38%). Na Espanha e no Reino Unido, o uso da cocaína entre os jovens de 15 e 16 anos é de 4% a 6%. O uso da cocaína entre os jovens tem aumentado na Dinamarca, Itália, Espanha, Reino Unido, Noruega e França.

"Meu objetivo na vida não era viver. . . era ficar alucinada. No decorrer dos anos entreguei–me à cocaína, à marijuana (maconha) e ao álcool na falsa convicção de que isso me ajudaria a escapar dos problemas. Isso só piorou as coisas. Acabo sempre a repetir para mim mesmo: ‘Vou parar permanentemente após esta última vez.’ Isso nunca aconteceu.” — John.

“Comecei com a erva, depois os comprimidos (Ecstasy) e os ácidos, fazendo coqueteis de todos os tipos de drogas, até mesmo exagerando na dose para tornar as euforias mais prolongadas. Tive uma má viagem uma noite. . . Rezei e chorei pedindo para essa sensação passar. Ouvia vozes na cabeça, tinha convulsões e durante seis meses não pude sair de casa. Fiquei muito retraído e pensava que todas as pessoas estavam me vigiando. Não conseguia andar em lugares públicos. Meu Deus! Não conseguia nem dirigir.

“Acabei por me tornar um sem abrigo a viver nas ruas e a dormir numa caixa de papelão, a mendigar e a lutar para encontrar meios de conseguir a minha próxima refeição.” — Ben.


PORQUE É QUE AS PESSOAS CONSOMEM DROGAS?


As pessoas consomem drogas porque querem mudar algo acerca da sua vida.

Aqui estão algumas razões para os jovens consumirem drogas:

- Entrar para um grupo ou ser aceito
- Como fuga ou ou relaxamento
- Aliviar aborrecimentos
- Parecer adulto
- Revoltar–se
- Curiosidade

Eles pensam que as drogas são uma solução, porém as drogas tornam–se no problema.

Por muito difícil que seja enfrentar os problemas, as consequências do consumo de droga são sempre piores do que o problema que alguém está a tentar resolver com elas. A verdadeira resposta é conhecer os fatos reais e não consumir drogas em primeiro lugar.

Como é que as Drogas funcionam?

As drogas são essencialmente venenos. A quantidade consumida determina o efeito.

Uma quantidade pequena é um estimulante (acelera–o) . Uma quantidade maior age como sedativo (abranda–o). Uma quantidade ainda maior age como veneno e pode matar uma pessoa (overdose).

Isto é a realidade para qualquer droga. Apenas varia a quantidade necessária para alcançar o efeito desejado.

Mas muitas drogas têm outra dependência: elas afetam diretamente a mente. Elas podem distorcer a percepção do consumidor do que está a ocorrer ao seu redor. Como resultado, as ações da pessoa podem ser ímpares, irracionais, impróprias e mesmo destrutivas.

As drogas bloqueiam todas as sensações, e confundem as desejadas com as indesejáveis. Assim, enquanto são ajuda a curto prazo na resolução da dor, destroem a capacidade, o nível de alerta e perturbam o raciocínio de uma pessoa.

Os medicamentos são drogas que têm a intenção de acelerar ou retardar ou mudar algo sobre a maneira como seu corpo trabalha, tentam fazê–lo trabalhar melhor. Às vezes, eles são necessários. Mas eles são drogas: atuam como estimulantes ou sedativos, e em demasia podem matá–lo. Assim, se você não usa os medicamentos como se supõem que devem ser usados, eles podem ser tão perigosos quanto drogas ilícitas.

As Drogas afetam a Mente

Normalmente, quando uma pessoa recorda algo, a mente é muito rápida e a informação vem–lhe rapidamente. Mas as drogas borram a memória, ao causar pontos em branco. Uma pessoa não consegue obter informações nessa confusão nebulosa. As drogas fazem a pessoa sentir–se lenta ou estúpida e causam–lhe fracassos na vida. E quanto mais falhas ele tem e a vida se torna mais dura, ele quer mais drogas para o ajudar a lidar com os problemas.

As drogas destroem a Criatividade.

Uma mentira sobre as drogas é que elas ajudam uma pessoa a se tornar mais criativa. A verdade é completamente diferente.

Alguém que está triste poderia usar drogas a obter um sentimento de felicidade, mas não funciona. As drogas podem levantar uma pessoa a um engodo do tipo de contentamento, mas quando a droga se dissipa, ela cai mais profundamente que antes. E a cada momento, o mergulho emocional é mais baixo e mais baixo. No final, as drogas vão destroçar completamente a sua criatividade.

“Durante o tempo todo que estava drogado pensava que tinha controlo sobre a minha vida e que estava bem. Porém destruí tudo o que construira e lutara na minha vida. Cortei os laços com todos os meus amigos livres de drogas e com a minha família, portanto, não tinha amigos mas colegas de drogas. Todos os dias eu pensava numa coisa: o meu plano para conseguir o dinheiro que precisava para as drogas. Faria qualquer coisa possível para conseguir a minha anfetamina – era a única coisa na minha vida.”– Pat.

“Sentia que era mais divertida quando estava bebada. Logo depois de começar a beber, fui introduzida à maconha. Mais tarde, quando estava fumando maconha na casa de um amigo, alguém puxou um saco de cocaína. “Snifar” cocaína tornou–se rapidamente um hábito diário. Roubava diariamente dinheiro do negócio dos meus pais e dos meus avós para sustentar os meus hábitos de álcool, cocaína, maconha e LSD. Daí apresentaram–me OxyContin e comecei a consumi–lo regularmente. Aí entendi que estava dependente, ao consumir OxyContin diariamente. Precisava de algo mais forte e apresentaram–me a heroína. Nada me pararia de ficar “alta”. O meu vício estava aumentando. E sempre que eu tentava livrar–me dele, a ânsia física impelia–me para mais.” – Edith.

Texto e imagens do site: http://www.drugfreeworld.org/

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Filho do crack’ pode infartar ainda bebê

Recém-nascidos gerados por dependentes químicas correm o risco de tornarem-se viciados ainda dentro da barriga da mãe


A 2a geração de vítimas do crack já é acolhida nos braços de obstetras e pediatras de todo o país. São filhos de mães viciadas que não recebem o ‘alimento’ suficiente na placenta. Apresentam deficiências que podem comprometer a vida fora do útero. Os comprometimentos vão desde baixo peso até o risco de infarto e deficiência mental. Sem contar que muitos fetos ficam viciados durante a gestação e após o nascimento sofrem com a abstinência da droga.

Das 150 novas gestantes atendidas a cada mês no hospital escola da Unesp de Botucatu, duas por semana estão sendo identificados como usuárias de drogas, explica o psiquiatra e professor Ricardo Cezar Torresan. “É uma porcentagem baixa. Aqui ainda não temos dados conclusivos, estamos montando um grupo de profissionais para levantar os números. Há comentários de que 9% das gestantes são usuárias de drogas.”

Em Bauru, dos 300 partos realizados por mês na Maternidade Santa Isabel, cerca de 5% são de jovens mães usuárias de drogas, observa o ginecologista e obstetra Sérgio Henrique Antônio. “Temos observado que essas crianças nascem fora do peso, mesmo quando o nascimento não é de prematuro.”

Os comprometimentos ainda estão em estudos, até porque o uso do crack no Brasil ganhou dimensão nos últimos 10 anos, alerta o professor. “No Brasil, os primeiros relatos do crack ocorreram em 1990, mas foi entre 2003 e 2005 que ganhou espaço entre os jovens. Hoje, atinge todas as classes sociais e idades. Há mais estudos com o álcool. Os dados sobre o crack são mais estrangeiros. Sabemos que os problemas mais graves ocorrem no pós nascimento.”

As complicações dependem do tipo de usuário. Há mulheres que fazem uso constante da droga e outras, com algum espaço de tempo. Há ainda outros fatores que podem interferir na gestação e que estão em estudos. O certo é que o crack não tem uma síndrome típica, como o álcool, explica a neonatologista, Saskia Fekete da Unesp de Botucatu.

“Uma coisa importante é que no crack não tem nenhuma síndrome típica, diferentemente do álcool. Sabemos exatamente que tipo de mal formação que dá quando a mãe é alcoólatra. Com o crack os comprometimentos são muito variáveis. Não só por ser uma droga resultado de mistura, mas também porque nem sempre ele tem a mesma ação no organismo. Ele não tem uma ação que dá sempre o mesmo tipo de malformação.”

Torresan ressalta que é possível um bebê, filho de mãe drogada sofrer um infarto. O que inaugura uma nova tendência para o qual a medicina deve ficar atenta, embora não seja uma situação frequente e comum. “A alimentação do feto é feita através da placenta. A mãe que usa crack faz com que a vascularização fique comprometida”.

A neonatologista explica porque o infarto pode ocorrer na fase infantil. “ O crack é uma droga vasoconstritora. Pouco sangue é sinônimo de pouco oxigênio para o tecido cardíaco do organismo em formação. O infarto é uma diminuição de oxigênio no tecido cardíaco. O bebê pode nascer com essa deficiência cardíaca e infartar. Não é um caso frequente, mas pode ocorrer.”

Bebês podem sofrer com abstinência


É pela placenta que o feto se comunica com o corpo da mãe. Usuárias crônicas de crack tornam os fetos também ‘viciados’. Após o nascimento, esses bebês sofrem com a abstinência da droga. O psiquiatra Ricardo Torresan, percebe que são crianças mais irritadas, choram muito e demoram a se adaptar ao ambiente.

“Mulheres que fizeram uso até final da gravidez podem fazer o bebê sofrer de abstinência. É um quadro típico da falta de droga. É possível encontrar uma criança mais irritada. Têm relatos de bebês nascendo com esse tipo de comportamento.”

A neonatologista Saskia Fekete comenta que a síndrome da abstinência do crack não é um fator muito importante diante dos demais problemas, até porque o crack não é um narcótico e sim estimulante. “O bebê pode sofrer um pouco de abstinência e tremores, mas não é um problema comum.”

O médico alerta ainda que filhos de usuários de drogas têm propensão maior de desenvolver a dependência. “É claro que tem fator genético. Não é só isso que determina. Há casos de filhos de usuários que nunca usaram drogas e nem vão usar. Mas há mais usuários entre os filhos deles em comparação com os filhos de pessoas que não têm dependência.”

Fonte: CJnet

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Droga mais devastadora e barata que o crack já circula na região

Primeira apreensão do entorpecente no Paraná foi realizada nessa semana em Laranjeiras do Sul

Cascavel - Profissionais que trabalham na recuperação de dependentes químicos, prevenção ao uso de drogas e combate ao tráfico desses produtos estão preocupados com o surgimento de novas drogas em Cascavel e região. A atenção dos especialistas se volta para o oxi e o paco, muito mais fortes e devastadores que o crack, porém, bem mais baratos.

A prova de que ao menos um desses entorpecentes já chegou à região ocorreu nessa semana. A primeira apreensão de paco no Paraná foi realizada em Laranjeiras do Sul em abordagem das Polícias Rodoviária Federal e Civil, na BR-277. Ainda não há histórico policial de apreensão de oxi no Estado, nem no Brasil, segundo a Polícia Federal. No entanto, a própria polícia tem dificuldade em identificá-lo devido a sua extrema semelhança com o crack.

De acordo a polícia, as duas drogas são subprodutos do crack, que por sua vez é derivado da cocaína. A diferença entre elas é que no oxi são adicionados cal virgem e querosene, por isso ele é mais claro que o paco, que tem tonalidade marrom e leva em sua composição ácido bórico, xilocaína e benzina ou éter.

O presidente do Comad (Conselho Municipal Antidrogas) de Cascavel, Eugê nio Rossetti Filho, diz que relatos de dependentes químicos apontam a presença dessas drogas na cidade. “Eles comentam que já experimentaram um crack estranho que teria gosto de querosene e efeito potencializado, tanto que não gostaram porque passaram mal. Preocupa-nos muito se essas drogas já estão aqui, pois elas são ainda mais devastadoras que o crack na dependência e destroi o usuário em menor tempo”, lamenta.

RELATO PESSOAL
Um jovem de 20 anos que está em recuperação numa clínica de Cascavel relata que conheceu o oxi no Rio de Janeiro há oito meses. “Um amigo trouxe dos Estados Unidos, usei uma vez e posso dizer que o efeito é muito forte, pensei que fosse desmaiar. Se essa droga chegar às ruas vai destruir muito mais gente e bem mais rápido que o crack”, comenta.
Outros rapazes internados dizem que não conheceram as novas drogas, mas que o comentário é que elas circulam nas ruas de Cascavel. “Eu diria para ninguém experimentar, pois, se o crack é terrível, imagina essas que são mais fortes”, observou um deles.

“Estou há oito anos tentando me livrar do crack, já passei por oito internações, perdi meu pai, a confiança da família e dos amigos, bens materiais, fui morar na rua e acabei preso. Tudo que eu não queria para minha vida e jamais pensei que fosse passar o crack me proporcionou”, conta outro ex-usuário.

Custo mais acessível preocupa
Outro fato que deixa os especialistas extremamente preocupados é o preço dessas novas drogas, o que torna o acesso mais fácil. Não existem dados oficiais sobre o custo, mas, segundo fontes, a pedra do oxi é vendida entre R$ 2 e R$ 3 e a porção do paco na Argentina, onde surgiu há dez anos, custaria 10% o valor do crack, aproximadamente R$ 1.

O investigador palestrante do Cape (Centro Antitóxicos de Prevenção e Educação) do Denarc (Divisão de Narcóticos) da Polícia Civil, Nelson Venâncio, destaca que ainda não é possível afirmar quanto essas drogas estão custando, pois não há depoimentos de usuários ou traficantes.

“O que temos certeza é a respeito do preço do paco na Argentina, muito menor que o do crack, mas informações dão conta de que o oxi também seria muito mais acessível. Porém, discordo dessa concepção que são drogas baratas. O crack custa tudo que a pessoa tem, não apenas os bens materiais, mas também a saúde, a família, a vida. Não há dinheiro que dê suporte para o uso de crack, chega um momento em que o usuário precisa roubar, furtar, vender o corpo”, observa.

Na apreensão de paco realizada em Laranjeiras do Sul, os jovens, construtores civis, que levavam o produto de Foz do Iguaçu para distribuir em festas de Curitiba e Florianópolis não revelaram quanto pagaram pela droga, apenas que foi bem acessível. “Essa apreensão chegou a ser divulgada como sendo de cristal, uma meta-anfetamina, mas os reagentes foram positivos para os componentes derivados da cocaína, como o crack, e, pela aparência da droga, consideramos se tratar do paco. Esse entorpencente nos preocupa, pois vem da Argentina, bem próxima de nós, já o oxi circula mais no Acre”, destaca o policial.

Os 60 gramas de paco retidos na BR-277 poderiam ser distribuídos a aproximadamente 200 pessoas.


Venâncio revela que houve no Paraná apreensão de um dos componentes do paco, o ácido bórico. “O receio de que essa droga venha para cá é muito grande, porém, pela ganância dos traficantes, acredito que não viria, devido ao preço ser menor que o do crack, que já possui um mercado certo”, avalia.

Os efeitos das novas drogas
O oxi e o paco também são fumados em cachimbos e, como no crack, em poucos segundos as substâncias são absorvidas pelos pulmões e enviadas ao coração e ao cérebro, atingindo muito rapidamente no sistema nervoso central. O efeito também é momentâneo: em torno de cinco minutos, o que leva o usuário a fumar mais para repetir a sensação.

O palestrante Nelson Venâncio, do Denarc, acrescenta que o potencial do paco em relação ao aprisionamento, à dependência e ao estrago no usuário é muito maior que o do crack. “As reações são muito parecidas com as do crack, no entanto, mais danosas. Em bem menos tempo que o do uso do crack o usuário vai parar tudo que faz na vida para tãosomente se dedicar ao consumo do paco a ponto de usar na frente dos pais”, esclarece.

Segundo o policial, a grande quantidade de xilocaína (anestésico) presente no paco leva a queimaduras nos lábios porque a substância amortece a região da boca e o cachimbo acaba queimando o local sem que os usuários sintam.


Durante a Operação Bloqueio realizada pela equipe do Pelotão de Choque e Canil, na Avenida Tancredo Neves, próximo ao Bairro Guarujá, foram apreendidos cinco 6,5 quilos de crack e 15 quilos de maconha. Seis pessoas foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil. Por volta das 22h de sexta-feira Mauro Pinto dos Santos, 48, foi preso com cinco quilos de crack que estavam em sua bagagem. Ele estava em um ônibus com itinerário Foz do Iguaçu-Goiânia. Em outro ônibus foram apreendidos 1,5 quilo de crack com duas mulheres em um ônibus de linha.

Foto 01 - Lorena Manarin
Fotos 02 - Vanderlei Faria
Fonte: Jornal O Paraná - Matéria do dia 17-04-2011.
http://www.oparana.com.br/

terça-feira, 12 de abril de 2011

Paranhos recebe visita do Coordenador Estadual Antidrogas

O Coordenador Estadual Antidrogas Jorge Pilotto fez uma visita ao gabinete do Deputado Estadual Leonaldo Paranhos. O objetivo da visita foi conhecer os projetos de combate ás drogas que Paranhos desenvolve, bem como o andamento das ações já realizadas.
Jorge Pilotto se colocou a disposição para coloborar com as ações de Paranhos e em parceria desenvolverem mais políticas de combate, recuperação e educação.

A Coordenadoria Estadual Antidrogas

Para a viabilização destes objetivos O Governo do Estado do Paraná através da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania investiu recursos financeiros e dispões de uma estrutura física organizada e dotada dos equipamentos necessários para o estabelecimento de ações integradas. A esta estrutura, foi criada a Coordenação Estadual Antidrogas.

A Coordenadoria Estadual Antidrogas, unidade programática executiva da Política Publica Sobre Drogas, esta com a finalidade de planejamento, definição, coordenação e o controle das ações relacionadas à redução da demanda de drogas no território do Estado, de acordo com o estabelecido pela política estadual antidrogas. Constituindo atividades de redução da demanda de drogas, todas ações referentes à prevenção do uso indevido de substâncias entorpecentes e drogas lícitas e ilícitas que causem dependência física ou psíquica, bem como àquelas relacionadas com o tratamento, a recuperação, a redução de danos e a reinserção social de dependentes.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PRF faz a maior apreensão de crack já registrada pela corporação

A quantidade de crack apreendida pela Polícia Rodoviária Federal este ano no Paraná já equivale a metade de toda a apreensão de crack feita pela corporação em 2010, no estado. Ontem (10), foram apreendidos 71 quilos de crack em Céu Azul, oeste do Paraná. Esta é a maior apreensão já registrada pela PRF. A droga estava escondida em fundos falsos na carroceria de uma caminhonete. Além desta apreensão, durante este fim de semana a PRF apreendeu 15 quilos de cocaína e 102 quilos de maconha. Ao todo, oito pessoas foram presas.
Os 71 quilos de crack foram encontrados durante uma fiscalização na BR 277, em frente ao posto da PRF. Os ocupantes da caminhonete, sendo dois homens e duas mulheres, disseram aos policiais que levariam a droga para o Rio Grande do Sul e que receberiam 10 mil reais pelo serviço.
Também foram apreendidos, no sábado (09), 15 quilos de cocaína, durante uma fiscalização na BR 163, em Guaíra/PR, divisa com Mato Grosso do Sul. A droga estava dentro do tanque de combustíveis de um Gol, embalada com balões de aniversário. O motorista do carro, um serralheiro de 29 anos, disse aos policiais que havia sido contratado para levar o carro até Ponta Porã/MS, para ser carregado. Em seguida, deveria levar o carro até Porto Alegre, onde iria deixá-lo em um posto de combustíveis. Pelo serviço, ele receberia 10 mil reais.
A PRF também apreendeu 102 quilos de maconha em mais duas abordagens a carros de passeio realizadas na BR 163, em Guaíra. No sábado, foram encontrados 51 quilos de maconha escondidos nas caixas de ar uma Meriva. O motorista, de 41 anos, disse aos policiais que pegou a droga em Mundo Novo/MS e que levaria para São Paulo.
No domingo, outros 51 quilos de maconha foram encontrados no interior do painel, para-choques e portas de um Palio. O motorista, de 22 anos, e o passageiro, de 26, foram presos em flagrante.

Até o consumo moderado de álcool pode causar câncer

Pesquisa britânica revela que o risco não está apenas na ingestão em excesso.

Mesmo se consumido moderadamente, o álcool aumenta as chances de surgimento de tumores. É o que revela uma pesquisa de cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha. Pesquisas anteriores já relacionavam a ingestão de bebidas alcoólicas ao câncer, mas, desta vez, os pesquisadores encontraram indícios de que o risco não está apenas em casos de consumo excessivo de bebida. Até quem consome álcool em quantidade inferior ao limite diário recomendado - o equivalente a uma taça de vinho, uma dose de uísque ou 250 mililítros de cerveja - corre mais risco de sofrer de câncer do que pessoas abstêmias.

De acordo com a pesquisa, publicada no British Medical Journal, 1 em cada 10 casos da doença em homens, e 1 a cada 33 nas mulheres, é causado pelo álcool na Grã-Bretanha. Embora a maioria dos casos seja provocada pelo consumo de bebidas em excesso, os pesquisadores britânicos afirmam que o risco existe entre quem consome álcool moderadamente - e as chances de aparecimento de tumores não diminuem significativamente assim que a pessoa abandona definitivamente a bebida.

O álcool é responsável por, pelo menos, 13.000 casos de câncer por ano - incluindo os tumores de mama, boca, esôfago e intestino. Os pesquisadores analisaram dados de 360.000 pessoas com idade entre 35 e 70 anos de oito países europeus. O consumo diário de três doses de bebida para homens e uma e meia para as mulheres foi o ponto de partida para o estudo. Descobriu-se que os tumores de faringe, esôfago, laringe e fígado são os mais comuns entre os causados pelo álcool.

A pesquisa britânica integra a maior investigação já conduzida na Europa sobre a relação entre câncer e alimentação. “Os resultados desse estudo são um reflexo dos hábitos de consumo de bebida que essas pessoas tinham há 10 anos. Mas hoje se bebe ainda mais, e isso pode ser um sério fator de causa para cânceres futuros”, diz Naomi Allen, que participa da pesquisa. Recomendações do Nacional Health Service (NHS) da Inglaterra (Serviço Nacional de Saúde, em tradução livre) liberam o consumo de até quatro unidades diárias de bebida para os homens e de três para as mulheres.

Fonte: ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cemitérios do interior do PR viram abrigo de usuários de drogas


Materiais usados no consumo de drogas ficam jogados entre os túmulos.
Prefeitura disse que a responsabilidade é da Guarda Municipal.
 
Os cemitérios de Ponta Grossa, na região central do Paraná, estão servindo de pontos de consumo de drogas, vandalismo e roubos. Em todos eles é possível encontrar túmulos e lápides quebrados, peças saqueadas e materiais utilizados para o consumo de drogas.



No Cemitério Municipal São José, no centro da cidade, os portões laterais foram trancados. Apenas o principal fica aberto, para maior controle da visitação.

Já no Cemitério São Sebastião, latas utilizadas para queimar pedras de crack são encontradas espalhadas pelos jardins. Uma moradora da região que não quis se identificar disse que costuma chamar a polícia, mas “eles dão uma olhada e vão embora”.


A prefeitura e a polícia não sabem exatamente o número de ocorrências em cemitérios, pois grande parte das famílias que tiveram túmulos violados ou roubados não registra o boletim de ocorrência na delegacia.


A Prefeitura de Ponta Grossa explicou que são 16 funcionários para cuidar de 21 cemitérios e que a responsabilidade pela segurança nestes locais é da Guarda Municipal. “O funcionário do cemitério não tem função de polícia. Ele tá aqui pra abrir cova, fechar cova, varrer o cemitério, tirar o lixo, atender as reinvindicações dos familiares”, afirmou diretor do Serviço Funerário Municipal, José Martins.

A Guarda Municipal disse que são feitas rondas frequentes nos cemitérios da cidade, mas que faltam homens para o trabalho.

fonte: g1.globo.com

http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/04/cemiterios-de-interior-do-pr-viram-abrigo-de-usuarios-de-drogas.html

quinta-feira, 7 de abril de 2011

DIA MUNDIAL DA SAÚDE



Saúde não é apenas não estar doente. Saúde é bem mais amplo que isso, é estar bem fisicamente, mentalmente e socialmente também!

O objetivo do Dia Mundial da Saúde é fazer com que o mundo volte os olhos para esta área tão carenciada, nos mais diversos países.

A definição de saúde possui implicações legais, sociais e económicas dos estados de saúde e doença; sem dúvida, a definição mais difundida é a encontrada no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde: saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.

Neste dia, temos que manter também a luta no cambate ás drogas. O abuso e dependência das drogas é um problema de saúde pública que afeta muitas pessoas e tem uma grande variedade de conseqüências sociais e na saúde dos indivíduos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CONASS apoia políticas de controle do tabaco

O diretor geral do INCA, Luiz Antonio Santini, apresentou na Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), os avanços e desafios da Política Nacional de Controle do Tabaco. Santini relatou as dificuldades de tramitação no Senado Federal do Projeto de Lei nº 315/2008, de autoria do ex-senador Tião Viana, que propõe proibir o fumo em ambientes fechados em todo o Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 600 mil pessoas morrem todos os anos por doenças provocadas pela exposição ao fumo passivo. A Assembleia contou com a presença do Secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Helvécio Magalhães, e da vice-diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Socorro Gross.


Após o relato do diretor geral do INCA, os secretários de saúde concordaram em enviar moção de apoio ao PL. O grupo também se comprometeu a defender as consultas públicas em andamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre os temas que estão sendo regulados pela Anvisa estão o uso de aditivos que tornam os cigarros mais palatáveis, aumentando a atratividade para crianças e jovens; a propaganda no ponto de venda e o espaço ocupado nos maços de cigarros por advertências sanitárias.

Fonte: INCA - Instituto Nacional de Câncer, Ministério da Saúde

quinta-feira, 31 de março de 2011

Frente Parlamentar de Combate às Drogas

O Deputado Estadual Paranhos protocolizou uma Frente Parlamentar de Combate às Drogas composta por 09 deputados.
O objetivo da frente parlamentar é envolver o legislativo no combate às drogas no Estado, discutindo e criando condições para a sociedade e o poder público enfretarem o problema, pois o uso das drogas é uma doença crônica que mais atinge a sociedade moderna.
O Paraná é recordista em apreensão de drogas no Brasil. Os entorpecentes mais traficados no país, de acordo com a Polícia Federal, são maconha e cocaína. Em 2010, foram interceptados 154.235,74 kg de maconha, sendo 80.187,09 kg no Paraná. Com relação ao tráfico de cocaína, o estado paranaense perdeu o posto de campeão para São Paulo. Dados da PF indicam que enquanto o Paraná apreendeu 1.003,71 kg, São Paulo evitou que 8.791,20 kg chegassem aos pontos de tráfico em 2010. Na lista dos estados que mais apreenderam a cocaína, o Paraná aparece em sexto lugar. Depois de São Paulo, o estado que mais intercepta o entorpecente é Mato Grosso.
Isso demonstra a extrema necessidade de manter a atenção nas politicas de enfrentamento: educação, repressão e recuperação.

sexta-feira, 25 de março de 2011

PARANHOS ENTREGA PROJETO ANTIDROGAS

Paranhos tem apoio da Secretária Fernanda Richa

O Deputado Estadual Leonaldo Paranhos esteve, no dia 23 de março, em uma reunião com a Secretária Estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, apresentando as propostas de seu projeto de combate às drogas.


O deputado Paranhos mostrou os dados que sustentam sua proposta apresentando todas as ações que o projeto prevê.

A secretária Fernanda Richa manisfestou seu apoio e ainda se comprometeu com o projeto, colocando a Secretaria Família e Desenvolvimento Social como parceira efetiva das ações.

Paranhos já protocolou na Assembleia Legislativa do Paraná, projeto de lei que cria o Dia Estadual de Combate às Drogas, ação que faz parte do projeto Cartão Vermelho para as Drogas. Esta é uma ação inicial de um amplo projeto que Paranhos defende desde 1997, quando ainda era vereador em Cascavel-PR.

DROGAS E POLÍCIA EM CASCAVEL

Paranhos cobra investigação e informações ao Legislativo


Ainda segundo Paranhos, diante da gravidade da situação, é preciso que a Corregedoria da Polícia Civil agilize as investigações e não permita o acobertamento dos culpados. “A sociedade, que padece com o mal das drogas, não aceita mais o acobertamento de policiais corruptos e exige uma investigação séria e a punição exemplar dos culpados pela Justiça”, cobrou Paranhos.
Durante pronunciamento na Tribuna da Assembleia Legislativa no dia 21 de fevereiro, o deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC) citou a notícia do desaparecimento de 30 quilos de cocaína do depósito da 15ª Subdivisão Policial. Em requerimento encaminhado à mesa diretora da Casa, o parlamentar de Cascavel solicitou que a Secretaria de Segurança Pública dê prioridade à apuração dos fatos e mantenha a Assembleia informada sobre o andamento das investigações. “Como se não bastasse a dura guerra travada contra o tráfico, também é preciso enfrentar a quadrilha dos maus policiais”, afirmou, referindo-se ao possível envolvimento de policiais civis.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Plano de enfrentamento a drogas terá R$ 410 milhões em 2010




Projeto ainda conta com capacitação de 10 mil profissionais  



Brasília - O governo destinará R$ 410 milhões para as ações imediatas previstas no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas em 2010. De acordo com a secretária nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Paulina Duarte, essas ações têm sido prejudicadas pelo fato de o país não ter ainda dados estatísticos concluídos sobre o consumo de crack.

“Infelizmente não tempos conhecimento real e específico sobre o consumo de crack no Brasil. Os que são mostrados pela imprensa são apenas especulação, porque não há ainda nenhum estudo de âmbito nacional finalizado”, disse hoje (5) a secretária durante o seminário internacional Políticas sobre Drogas, na Câmara dos Deputados.

Segundo ela, a Senad ainda está concluindo dois estudos sobre o assunto - um apresentando dados epidemiológicos e outro com dados geográficos. “O que sabemos é que o crack, antes consumido nas periferias das grandes cidades, apareceu surpreendentemente em municipios pobres e na zona rural”, disse Paulina.

“A pedido do presidente Lula, em 2010 serão aplicados R$ 410 milhões em ações imediatas, por meio dos ministérios envolvidos no plano. Desses, R$ 120 milhões vão para o Ministério da Justiça trabalhar no enfrentamento ao tráfico, R$ 100 milhões vão para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome trabalhar nas ações de reinserção social e R$ 90 milhões exclusivamente para o Ministério da Saúde dobrar o número de leitos para internamento", informou a secretária.

Os R$ 100 milhões destinados à Senad serão aplicados em ações de prevenção e coordenação com os demais ministérios. "Essas verbas serão aplicadas também em uma campanha de mobilização social e em ações permanentes de mobilização por todo o país, envolvendo profissionais e veículos de comunicação”, acrescentou.

Paulina Duarte explicou que em agosto terá início a capacitação de mais de 10 mil profissionais que trabalham nas áreas de saúde e educação, além de lideranças comunitárias. “A área de educação é prioritária em termos de prevenção”, disse. 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Droga Lícita

Dados divulgados no primeiro Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários são estarrecedores.

Informam que mais de 90% dos universitários da região Sul assumem já ter experimentado álcool e outras drogas. Em outro trecho a notícia informa: "em relação à bebida alcoólica, 86% dos universitários disseram já ter consumido álcool, sendo 80% entre os menores de 18 anos". Não é muita novidade pelo que se vê pelas ruas, bares e baladas. Mas é preocupante porque essa droga lícita é a porta de entrada das drogas pesadas.

A publicação séria traz dados que merecem a atenção de todos: autoridades, professores, profissionais de saúde, igrejas, pais e mães de família, etc.

O álcool destrói os seres humanos, as famílias e a sociedade. Já fizeram alguma coisa contra o outro vilão lícito: o cigarro. Está na hora de tomarem providências contra essa indústria destrutiva das bebidas alcoólicas. Quem se habilita a encarar essa batalha? Qualquer vício mata, mas a bebida alcoólica, por ser lícita, é o pior dos vícios. Podem me chamar de "quadrado", mas para mim o lema é: vício zero. Para que serve a bebida alcoólica? Prejudica a saúde, destrói a família, deturpa a mente, provoca acidentes no trânsito, consome dinheiro ganho com suor! O prazer e a euforia que provocam são momentâneos, mas nada têm de prazer e alegria verdadeiros.