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sábado, 20 de março de 2010

Operação Prende 10 Traficantes Devido a Denuncia


"Ajuda da população é imprescindível"
A unidade de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Paraná, promoveu nesta sexta-feira (19), uma operação integrada para desmobilizar uma quadrilha de traficantes que agia na distribuição de drogas da região da fronteira para o interior do Paraná e de São Paulo.
O delegado do GAECO-Foz, Alexandre Rorato Maciel, (FOTO) explica que o trabalho é resultado de uma investigação iniciada em abril do ano passado, que desde então já levou à proposição de denúncia criminal contra 22 pessoas, 30 prisões e na apreensão de uma quantia significativa de crack, maconha e cocaína, bem como de armamento pesado - inclusive de parte do lote de armas furtado do Fórum de Pindamonhangaba em 2009.Durante a ação, batizada Operação Torre, foram cumpridos 10 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão nas cidades de Foz do Iguaçu, Assis Chateaubriand, Ponta Grossa, Marechal Cândido Rondon e São Miguel do Iguaçu.


De acordo com Maciel, "é fundamental a “participação da população denunciando os traficantes de drogas para que o Estado possa aumentar o número de prisões e apreensões no Paraná”.
Segundo ele, todas as ligações recebidas são registradas sem que o denunciante seja identificado e as informações repassadas são verificadas. “Hoje, podemos dizer que a comunidade retirou vários suspeitos de circulação e evitou que inúmeras pessoas fossem prejudicadas pela droga”, comenta.
É imprescindível a nossa ajuda, é enorme a nossa força. Podemos eliminar em diversas partes esse mal que assola milhares de pessoas e faz mal a tantas famílias. Dê um cartão vermelho para as drogas você também! DENUNCIE ! (45) 3224-5152 - é o número da Polícia Federal de Cascavel. O disque denúncia - Narcotráfico é 181 - Não deixe de denunciar, sua ajuda com um pequeno gesto faz grandes mudanças!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Batalha antidroga na volta às aulas


No reinício do ano letivo, preocupação com uso de entorpecentes é discutida em semanas pedagógicas de todo o estado
Professores de todo o estado participam no início do ano de uma semana pedagógica e, mesmo com a infinidade de assuntos trabalhados, há um tema que está em quase todas as pautas das escolas paranaenses: as drogas. Com o recomeço das atividades letivas, o problema volta à tona para os 2 milhões de estudantes que retornam à sala de aula. E os docentes, mais uma vez, se veem no meio de uma questão que a escola é, muitas vezes, obrigada a tentar resolver sozinha.
Este vilão atinge tanto instituições privadas quanto particulares. E, apesar da formação que há sobre a temática, falta trabalho em rede. Quando os profissionais da educação identificam o problema, não encontram políticas públicas para dar sequência ao trabalho. E, na hora da prevenção, também agem sozinhos.
Para se ter uma ideia do tamanho do problema, em seis anos foram 5.598 denúncias feitas ao 181 Narcodenúncia, serviço do governo estadual para combate ao tráfico de drogas, envolvendo crianças e adolescentes do sexo masculino. O número é maior do que as denúncias relacionadas a mulheres adultas. E a violência e uso de drogas se refletem dentro da sala de aula.
Em Foz do Iguaçu, que amarga o primeiro lugar no ranking do Índice de Homicídios na Ado­lescência (IHA), criado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), a violência tem relação profunda com as drogas. Lá, a pedagoga Bernadete Sidor trabalha com a questão das drogas na escola há mais de duas décadas. E faz um alerta: nos últimos anos, a situação ficou mais crítica. Se antes havia um caso por mês de aluno com problemas, hoje é quase um por dia. “Todos os locais são vulneráveis, mas aqui o acesso a drogas e armas é mais fácil”.
Lecionando sempre em escolas públicas, ela sente falta de políticas que possam dar se quência ao trabalho iniciado pela equipe pedagógica. “Quan do um aluno vem conversar conosco ou o professor nota um comportamento diferente, muitas vezes ficamos sem apoio. Vamos com nossos carros particulares até a casa das famílias para conversar e faltam locais para tratamento”.
Bernadete afirma que já houve dias em que estudantes chegaram a ir dopados para a escola. Para ela, o principal trabalhos dos docentes é apoiar os jovens neste momento. “Eles precisam saber que há uma pessoa de referência em quem podem confiar”. Foi com esta perseverança que ela conseguiu mudar a realidade de um aluno de 17 anos que repetiu seis vezes a 5.ª série. “Iniciamos um trabalho para que ele escrevesse as histórias que já tinha vivido. Com isso, conseguimos estimular sua inteligência e melhorar a autoestima. Ele passou de ano e continua estudando”.
Desafio
Embora não viva a realidade da escola pública, a professora de Geografia Cibele Cruz já auxiliou muitos alunos. Ela também já foi voluntária em um colégio da periferia de Curitiba e diz que nestes espaços os desafios são maiores porque envolvem problemas estruturais. Hoje ela leciona no Colégio Dom Bosco e diz que consegue levar a temática da prevenção ao uso de drogas para suas aulas. Entre as discussões sobre a influência do narcotráfico na pobreza e na favelização das cidades, ela já foi surpreendida diversas por alunos que admitiram o uso de alguma substância e pediram ajuda. “Sinto que neste momento eles não precisam de um amigo, mas sim de alguém em quem confiem para ouvir o limite e escutar que tem alguém apoiando.”
Cibele diz que em muitos casos os pais trabalham e se esforçam para dar boas condições materiais aos filhos, mas acabam deixando o diálogo de lado. Há ex-alunos que até hoje procuram-na no dia dos professores para agradecer o papel de mediadora entre os pais e os filhos. “Um menino voltou depois de um ano de tratamento para agradecer o fato de a escola não ter desistido dele." 

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Legalizar Drogas é Tão Inviável Quanto Colonizar Marte, Diz Jacini


No 1º Seminário da Polícia Comunitária, no CREA, em Campo Grande, o secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini (foto) comentou as declarações do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que defendeu a liberalização das drogas, “desde que haja um pacto internacional”.

“Isso é inviável. Dentro da ONU [Organização das Nações Unidas], no conserto das Nações, existem convenções internacionais para repressão e prevenção ao tráfico, ao uso e abuso de drogas. Partindo deste princípio, fazer uma convenção de todos os países para liberalizar as drogas, hoje, é tão inviável quanto colonizar Marte”, opinou Jacini.

Considerado corredor da entrada de drogas destinada a consumo nos grandes centros, Mato Grosso do Sul luta para aumentar a vigilância nas fronteiras. Em entrevista divulgada neste fim de semana pelo JB Online, o governador do Rio defendque a legislação seja discutida em foros internacionais. Ele culpa a proibição pela criminalidade existente. “Acho que nessa lógica da proibição pela proibição, o resultado é uma quantidade de mortes muito maior do que se nós tivéssemos uma legislação mais inteligente, mais voltada para a vida como ela é”, disse em trecho da entrevista. “Sou favorável à liberação das drogas, desde que seja um pacto internacional. Senão pode o Brasil virar a Walt Disney das drogas”, completou.

O Brasil tem estados que fornecem ótimas condições para a compra e venda de drogas de países vizinhos e até mesmo de outros continentes, apesar de ser uma idéia nada conservadora e que pode mudar o quadro do tráfico de drogas no nosso país, que hoje, se encontra em um caos completo, não é possível imaginar drogas sendo comercializadas legalmente. É um risco do qual não podemos correr. Denuncie os traficantes em Cascavel, pelo número da Polícia Federal (45) 3224-5152.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Menor é apreendido por traficar drogas perto de colégio



Um adolescente de 16 anos foi abordado pelos policiais na área verde do Colégio Chico Mendes, em Matinhos - PR. Com ele, foram encontrados 18 papelotes de cocaína, que estavam sendo comercializados pelo menor na área do colégio. Ele foi encaminhado para Delegacia da Criança e do Adolescente.

Por volta das 14h a equipe 11º Batalhão da Polícia Militar apreendeu drogas e armas com o menor. Os policiais patrulhavam na QN 604 quando observaram um menino franzino arremessar uma porção de entorpecente dentro de uma casa próximo ao colégio.

A equipe recolheu o material, identificado posteriormente como cocaína, e realizaram uma busca dentro da residência com a permissão do proprietário. Dentro da casa foram encontradas várias porções de cocaína distribuídas pela residência, que somaram 1,5 kg do entorpecente.

Os policiais ainda encontraram uma pistola .40 num dos cômodos. Um jovem de 21 anos assumiu a propriedade dos materiais apreendidos e foi encaminhado para delegacia da área.


FONTE - SITE ANTI-DROGAS

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Prefeitura do Rio cria primeiras unidades para tratamento de usuários de crack - Notícia

Para auxiliar no tratamento a usuários de crack a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou hoje (3) a instalação de três centros de atendimento, com 60 vagas, sendo 40 para crianças e adolescentes e 20 para mulheres adultas. Os centros começarão a receber os pacientes a partir de amanhã (4). As unidades para os jovens serão instaladas em Campo Grande e Sepetiba, na zona oeste e o centro feminino no Rio Comprido, na zona norte. Cada paciente custará, por mês, cerca de R$ 2,5 mil para prefeitura.


A medida faz parte do plano de ação contra o uso do crack e prevê também a capacitação de educadores sociais, de guardas municipais e campanhas publicitárias. De acordo com a Secretaria de Assistência Social, cerca de 80% das pessoas acolhidas na rede fazem uso da droga. O secretário Fernando William lembra que o tratamento é difícil e a recuperação depende do usuário. "A pessoa precisa concordar com o tratamento. Não dá para levar à força. Senão, chega lá [na unidade] quebrando portas, janelas e até agredindo funcionários.”

Para internação, uma das principais medidas do plano, os pacientes passarão por uma triagem da Secretaria Municipal de Assistência Social, que atenderá por meio de uma central telefônica e poderá também receber pedidos do Judiciário e dos próprios dependentes químicos
 

O prefeito Eduardo Paes reconheceu que não é viável apenas abrir vagas para recuperar os usuários de drogas e afirmou que a medida faz parte de um conjunto de ações, inclusive, de prevenção durante a infância. “Não se pode achar que vamos abrir vagas para internar todos os dependentes. Estamos fazendo um trabalho forte de prevenção nas escolas, com as famílias, criando alternativa para os jovens da nossa cidade”, rebateu.



Além das três unidades de internação, que foram licitadas e serão administradas por uma instituição privada, a prefeitura anunciou para novembro a inauguração de duas casas para atuar na redução dos danos causados pelas drogas. Nas chamadas Embaixadas da Liberdade, as crianças terão atendimento médico e social, sem precisar ficar, obrigatoriamente, internadas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

'Não sei porque matei', diz viciado que estrangulou namorada - Notícia


"Sou drogado. Passei 20 dias numa clínica. Saí e me droguei de novo. Não sei porque matei ela", assumiu Bruno de Melo, 26 anos, neste domingo, na 5ª Delegacia de Polícia (Gomes Freire), no Rio de Janeiro, enquanto aguardava transferência para a Polinter, em São Gonçalo. O jovem viciado em crack matou por estrangulamento a namorada, Bárbara Calazans, 18 anos, na noite de sábado em um apartamento no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro.


Usuário de drogas desde 2003, Bruno, que passou por quatro internações nos últimos dois anos, ainda tentava entender o que havia acontecido. Mas os sinais de abstinência da droga, 24 horas depois do crime, já eram evidentes. "Não lembro como foi", completou, visivelmente trêmulo.

O viciado contou que, ao acordar, encontrou o corpo da namorada no chão da sala. Colocou um cobertor sobre ela e ligou para pai. "Fumei crack. Você não vai querer ser meu pai. Matei uma pessoa", contou ao telefone, conforme relatou o pai em depoimento. O jovem foi indiciado por homicídio e, se condenado, pode ficar 20 anos preso.

"Finalmente internei meu filho", desabafou o produtor cultural Luiz Fernando Prôa, pai de Bruno. Foi o pai o primeiro a saber do crime, em telefonema dado pelo filho, e também quem levou a polícia ao apartamento de Bruno, no Flamengo.
Luiz escreveu um emocionado desabafo. Nele relata todo seu drama nos últimos seis anos para tentar livrar o filho do vício. Abalado, resumiu a dor de perder a luta para as drogas: "Hoje vi um bom menino se transformar em assassino".

Sem tentar justificar o crime, Luiz criticou o descaso do Estado com os viciados: "Ele terá que pagar pelo que fez. Mas o Estado tem de intervir nesta questão para preservar as famílias e os inocentes. A internação compulsória para desintoxicação e reabilitação dos doentes, que já perderam todo o limite, é uma necessidade".

Fonte: Site Terra - 03/11/09

Veja a nota do pai de Bruno

"Meu filho começou na droga pelo álcool, no colégio, esta droga legal (...) Hoje vi um bom menino se transformar num assassino, assim como aquele pai de família correto, que um dia bebe umas redondas, dirige, atropela e mata seis num ponto de ônibus. Meu filho destruiu duas famílias, a da jovem e a dele, além de a si próprio. Queria sair do vício, mas não conseguia. Eu queria interná-lo à força e não via meios. Uma jovem, a quem ele amava, queria ajudá-lo e de anjo da guarda virou vítima

Mais que alertas, não faltam à sociedade quando se diz respeito aos efeitos que a droga traz, o depoimento do pai de Bruno, é a tradução do desespero coletivo que o vício causa, pois ele afeta, não apenas o viciado, mas sim, à todos que rodeam.
Ñão caia nessa, e colabore para uma sociedade mais limpa, livre das drogas !

FHC diz que América perdeu a batalha contra o tráfico - Notícia

Enquanto as mortes geradas pelo combate ao tráfico de drogas não param de subir nas principais capitais brasileiras - como no Rio de Janeiro, que registrou mais de 40 mortes em outubro - quem estuda o assunto já sabe: essa guerra é inútil. Como primeiro passo para a formulação de uma política alternativa ao confronto, o sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) defende a descriminalização do consumo da maconha.


Em entrevista exclusiva ao Diário, FHC declara que, historicamente, a guerra contra as drogas já está perdida, da maneira que vem sendo feita. "No Rio estão matando sem parar. Culpados, inocentes... Aqui no Brasil não tem pena de morte. Tem morte sem pena", conclui.




"Tem que mudar o foco. A pura repressão não resolve. A droga faz mal. A coisa é séria, e não adianta tapar os olhos. Temos que analisar e ver o que fazer", explica. Segundo FHC, a descriminalização da erva deve vir acompanhada de campanhas educativas sobre os efeitos desta e de outras drogas.



Com a descriminalização da maconha, a sociedade brasileira começaria a discutir o assunto como nunca fez antes. Assim, de acordo com Fernando Henrique, o País poderá encontrar uma alternativa para erradicar o problema das drogas.



Sem consciência plena do assunto, a sociedade nunca será capaz de estigmatizar as drogas como, por exemplo, já fez com o sexo desprotegido, nas campanhas de prevenção à Aids dos anos 1990. "A classe média ainda não estigmatizou o uso da droga", afirma, acrescentando ainda não houve uma discussão ampla na sociedade.



Para FHC, o usuário de drogas deve ser tratado como um doente, não como um criminoso. E essa consciência pode ser gerada pela descriminalização da maconha e as subsequentes campanhas de prevenção ao uso. "É preciso não perder de vista que a droga faz mal. É um dano. Tem que se tratar o usuário como paciente", diz.



A descriminalização da erva também acaba com a violência que os usuários sofrem quando são pegos pela polícia e extorquidos.




Segundo FHC, o Ministério da Justiça está formulando um projeto de lei que deve mudar algo: "Eles estão dando um passo que é um passo audacioso. Querem não apenas descriminalizar o usuário, mas pretendem punir com penas alternativas o pequeno traficante", conta o ex-presidente.




Na opinião dele, o que move o governo a tomar essa atitude deve ser a enorme quantidade de pequenos traficantes que são presos todos os dias lotando o sistema carcerário. "Eles (os aviõezinhos) são vítimas dos contrabandistas (traficantes). Talvez seja por isso que possa ser mais eficaz (a nova política do governo federal)", conclui.

Fonte: Guilherme Russo - Folha de São Paulo