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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Jovem vítima de overdose é deixada na porta de hospital


A morte de uma adolescente de 13 anos, supostamente vítima de overdose, intriga a polícia de Londrina. Ela foi deixada ontem de madrugada, por volta das 4h, em frente ao hospital Odilon Behrens por um homem que a socorreu e fugiu em seguida. A garota ainda foi vítima de abuso sexual.
Segundo médicos do hospital, a jovem chegou a ser reanimada após uma parada cardiorrespiratória, mas não resistiu e morreu. Horas antes, ela teria ido ao desfile das escolas de samba no centro da cidade. Segundo um tio das jovens, as garotas seguiram depois para um bar no bairro São Marcos, onde moram, na companhia de dois homens. De lá, informou, elas teriam ido à casa de um deles, na rua Santa Amélia, na periferia de Londrina. "Acredito que minha sobrinha tenha passado mal lá após consumir droga", disse o parente.
Conforme o policial civil Rogério Benevenuto, a vítima apresentava dilatação anal e vaginal, mas o fato de não haver sangramentos enfraquece a suspeita de estupro. "Suspeitamos que elas estavam se prostituindo, pagando a droga com sexo. Com elas, encontramos vários frascos de loló (lança perfume). A irmã entrou várias vezes em contradição durante o depoimento no hospital", disse Benevenuto.
O tio das jovens disse ainda que a garota não quis revelar o nome do homem que a deixou com a irmã no Odilon Behrens. A assessoria da Polícia Civil descartou a participação da pessoa que prestou socorro na morte da menina.
Prostituição. Ainda de acordo com a polícia, a adolescente confirmou que ela e a irmã eram usuárias de drogas, mas não tinham condições de pagar pelo que consumiam. O principal suspeito de fornecer as drogas e praticar sexo com a adolescente que teve overdose seria um morador do bairro.
Após o depoimento no hospital, a irmã da vítima foi ouvida na Seccional Leste, em companhia da mãe.
A avó das gêmeas, a dona de casa Leda Maria da Silva, 65 - que cuida das irmãs desde os 3 anos -, disse que elas começaram a usar drogas há cerca de um ano. "O pai e a mãe delas também são usuários e bebem muito. Por isso, eu peguei para criar, mas já tinha percebido que eu estava perdendo o controle", disse.

Segundo Leda, a neta que morreu já havia sofrido outra overdose em dezembro, pelo consumo do "loló" e cocaína.
Exemplos como este, só deixa mais evidente dos efeitos terríveis que as drogas trazem pra vida de alguém. Desvirtua ações de conduta, traz morte, desunião e tristeza pra famílias. Denuncie o uso ou comércio de drogas. Ligue 181 , denúncia anônima, é gratuita, sua identidade é preservada e você ainda traz um bem enorme para a sociedade.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Família paranaense luta para manter filha adolescente longe das drogas


As difíceis condições de vida não impedem que uma família lute para tirar a filha do mundo das drogas e da marginalidade. A rotina de um casal de moradores da vila Comtel inclui a procura da filha por bocas-de-fumo, registros de boletins de ocorrência e idas ao Fórum e Conselho Tutelar. A menina de 15 anos passou a usar drogas em julho do ano passado. Largou a escola na 5ª série e passa dias fora de casa sem dar qualquer satisfação. Com pesar, a mãe tem certeza que a filha se prostitui para manter o vício, apesar do corpo franzino e da aparência frágil. "Já fui ameaçada por traficantes e temo pelos meus filhos menores", diz ao lembrar do mais recente resgate da menina em uma boca-de-fumo. "Ela não precisa disso", afirma, apesar da precariedade do casebre de madeira onde a família vive.

Depois de adotar medidas extremas como acorrentá-la, a solução encontrada pela família foi dar tranquilizantes para mantê-la em casa. "Assim ela não fica violenta", justifica. A mãe lembra que antes a adolescente era calma e confiável para deixar os irmãos sob seus cuidados. "Hoje não posso mais deixar sozinha com os pequenos", diz. O casal tem sete filhos pequenos. Como não conseguiu creche, a mãe não pode trabalhar. Além disso, uma das crianças tem intolerância à lactose, e só se alimenta com leite especial entregue pelo Estado. 



Conselho Tutelar não trata o caso como dependência química

O Conselho Tutelar da Microrregião 2 não trata o caso como dependência química e sim como uma adolescente em situação de rua, devido às constantes fugas. "Ela não é usuária de drogas", garantea conselheira Carla Dorneles.

A conselheira diz que a família tem sido negligente com a menina e isso seria a causa das constantes fugas de casa. "Estamos aguardando a determinação judicial para abrigá-la", acrescenta.

Segundo Carla, a jovem tem alguns problemas psiquiátricos, mas a família não tem este entendimento. "É uma situação complicada, mas eles não têm nos ajudado informando quando ela retorna", afirma. 



As dificuldades tanto para o viciado, quanto para a família são enormes. Preocupação, angústia, tristeza, são os sentimentos diários de pessoas que rodeiam um drogado. É necessário que se faça uma política de abolição às drogas e qualquer tipo de voto favorável ao seu uso. Milhares de casos como este acontecem no Brasil, precisamos ajudar, ligar para as entidades cabíveis, precisamos dar o cartão vermelho para as drogas.