quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

TRÊS CIDADES DO PARANÁ APARECEM ENTRE AS 20 COM MAIOR ÍNDICE DE HOMICÍDIOS DE ADOLESCENTES


Os números são absurdos! Um estudo mostra que mais de 42 mil jovens e adolescentes brasileiros poderão morrer assassinados entre 2013 e 2019. E isso considerando apenas os homicídios nas cidades com mais de 100 mil habitantes. A maioria por arma de fogo. A maioria por causa das drogas. E nessa estatística trágica, três cidades do Paraná aparecem entre as 20 com maior Índice de Homicídios na Adolescência: Foz do Iguaçu (16°), Colobo (19°) e Cascavel (20°).
Essa é a dura realidade da violência em um país onde o combate às drogas é negligenciado.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1529091&tit=42-mil-morrerao-antes-dos-19-anos-no-pais

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

VÍTIMA DAS DROGAS, BRASILEIRO MORTO NO MÉXICO FOI DESTAQUE NO FANTÁSTICO. MAS QUANTOS JOVENS MORREM NO BRASIL TODOS OS DIAS VÍTIMAS DESSE MAL?
PRECISAMOS INTENSIFICAR A GUERRA CONTRA AS DROGAS. ESSA TEM QUE SER UMA LUTA DE TODO DIA. NOSSOS FILHOS PODEM SER AS PRÓXIMAS VÍTIMAS.
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/01/droga-tirou-pessoa-que-eu-mais-amava-diz-irmao-de-morto-no-mexico.html

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

BRASILEIRO SERÁ EXECUTADO NA INDONÉSIA POR TRÁFICO DE DROGAS

Por princípio cristão, sou contra a pena de morte. Mas acho que a punição para o tráfico e outros tipos de crimes hediondos merecem penas mais severas no Brasil.  No caso dessa matéria, os brasileiros citados sabiam de antemão que na Indonésia o tráfico é punido com a pena de morte. Mesmo assim, por muito dinheiro, correm o risco, conscientemente. Eles também sabem que a droga provoca a morte de crianças, adolescentes e adultos. Eles sabem que as drogas destroem famílias. Eles sabem que as drogas provocam dependência por toda a vida. E mesmo assim cometem esse crime. Ninguém os obriga. Muitas vezes os traficantes são pessoas de classe média e alta da nossa sociedade. Poderiam fazer qualquer outra coisa. Poderiam ter uma profissão decente. Escolheram o dinheiro fácil do tráfico de drogas. Na Indonésia o preço é a pena de morte.
Aqui no Brasil ainda temos leis brandas para o tráfico. Precisamos de maior fiscalização em nossas fronteiras e penas mais rigorosas para os traficantes. Só assim vamos avançar no combate a esse mal terrível que destrói a sociedade. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NOVO SECRETÁRIO PROMETE BLINDAR FRONTEIRA DO PARANÁ CONTRA DROGAS

Uma das primeiras medidas anunciadas pelo novo secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini, é a implantação de um Centro de Combate ao Crime Organizado em Foz do Iguaçu. O objetivo, segundo o secretário, é blindar a fronteira brasileira e evitar que o Paraná continue sendo rota para entrada de drogas e armas.
http://www.bemparana.com.br/noticia/363468/francischini-assume-e-diz-que-vai-blindar-a-fronteira-do-pr

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Estudo do Discovery Chanel mostra como funcionam as drogas no cérebro e no organismo

As drogas, sejam quais forem, provocam efeitos danosos ao cérebro e ao organismo humanos. Mas os efeitos vão muito além dos conhecidos. Esse estudo do Discovery mostra o quanto o consumo de drogas é perigoso, tanto para quem usa como para quem não usa.
Vale a pena assistir.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mãe entrega filho envolvido com drogas para a polícia

Que decisão a ser tomada por uma mãe. Já imaginaram essa situação? Pois é o que acontece em muitos casos, como esse, em que uma mãe, para salvar o filho da morte, prefere entregá-lo à polícia, na esperança de que ele possa se recuperar e se libertar do mundo das drogas. Essa é a dura realidade de milhares, talvez milhões de famílias.
Por isso precisamos endurecer a luta contra as drogas. O Estado tem que adotar ações mais efetivas, tanto no combate, na prevenção, quanto na recuperação dos dependentes.
Essa é a nossa luta há 17 anos. E essa deve ser a luta de toda a sociedade.
https://www.youtube.com/watch?v=UuPLxS1zhVg


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Drogas comprometem futuro dos jovens

Estudos recentemente publicados no exterior revelam que o uso da maconha, liberada em muitos países, compromete o desempenho dos jovens nos estudos.
Leia a matéria.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/maconha-diminui-chances-de-jovem-conseguir-diploma

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

“Ser Feliz sem Drogas” será retomado no início de 2015


O programa “Ser Feliz sem Drogas” será retomado a partir de fevereiro de 2015, coincidindo com o retorno das férias escolares. O programa vai para o seu terceiro ano e é mais uma ação do deputado Paranhos (PSC) na sua luta contra as drogas, iniciada há 17 aos em Cascavel com o “Cartão Vermelho para as Drogas”. 
Criado em 2012, o “Ser Feliz sem Drogas” já percorreu todos os bairros de Cascavel e algumas cidades da região Oeste, como Santa Tereza, Corbélia, Lindoeste, Matelândia, Nova Aurora, Ouro Verde do Oeste e Nova Aurora. “A nossa intenção é ampliar o projeto e levá-lo para outras regiões do estado”, afirma Paranhos.
Focado nas crianças, adolescentes e suas famílias, o programa consiste na oferta de diversos serviços à comunidade, como orientação psicológica às famílias, aferição de pressão arterial, corte de cabelo, distribuição de material informativo e educativo sobre as drogas e, para as crianças e adolescentes, uma estrutura de lazer composta de cama elástica, piscina de bolinhas, brincadeiras com palhaços, etc.
Ainda como atrativo às crianças, os organizadores do projeto distribuem pipoca, algodão doce, refrigerante e sorvete ao longo de todo o dia. “Enquanto as crianças se divertem, as famílias recebem orientação psicológica, informações sobre como lidar com o problema das drogas e usufruindo de diversos serviços”, explica Paranhos.
Bandeira de Luta
A luta contra as drogas tem sido uma bandeira do deputado Paranhos nos últimos 17 anos. Muito antes da sua eleição para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa (Alep), Paranhos já promovia em Cascavel campanhas de conscientização para o problema, como o “cartão vermelho para as drogas” e a “Caminhada Contra as Drogas”, em parceria com as igrejas evangélicas e outras entidades da sociedade.

Entre as principais ações na Assembleia Legislativa, Paranhos propôs e conseguiu a reativação do Fundo Estadual de Combate às Drogas e a criação da Frente Parlamentar de Combate às Drogas, da qual é presidente. 

Reportagem mostra que boa parte das pessoas desaparecidas tem ligação com drogas

A dura realidade das drogas. Reportagem do Jornal Hoje mostra que boa parte das pessoas desaparecidas são na verdade usuárias de drogas. A prisão das drogas vai muito além da dependência química. Nesse mundo, os traficantes são senhores da vida e da morte. 







sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Drogas? Elas prometem o que não podem entregar. Mas há uma solução. Os dependentes precisam de tratamento clínico, mas também espiritual. E há alguém poderoso o suficiente para libertar e restaurar.
Veja esse vídeo e compartilhe!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

ANTES E DEPOIS DAS DROGAS

No mundo inteiro as drogas provocam uma mudança radical para pior na vida das pessoas. Diante dessa tragédia, a polícia de Londres resolveu espalhar outdoors pela cidade mostrando o ANTES e DEPOIS na aparência física dos usuários de crack. Veja! http://www.youtube.com/watch?v=aOCHdmi2VlU

A tragédia do Crack na vida de jovens, adolescentes e suas famílias

Esse episódio do Globo Repórter mostra a tragédia do crack na vida de jovens e adolecentes e suas famílias. Uma tragédia que se reflete por toda a sociedade. http://globotv.globo.com/rede-globo/profissao-reporter/v/jovens-e-drogas-parte-1/1569427/

Maconha paraguaia não tem fronteira

Há muitos anos venho alertando nossas autoridades para a situação de fragilidade na fiscalização da fronteira do Paraná com o Paraguai. Os números mostram que o Paraná é a principal porta de entrada da droga produzida no país vizinho. E as autoridades policiais reconhecem que as apreensões chegam quando muito a 20% do tráfico. O restante passa, porque não é possível parar todos os carros e caminhões que trafegam em nossas rodovias.
A droga produzida no Paraguai e que entra pelo Paraná, vai alimentar o crime organizado nas capitais brasileiras, empurrando para o mundo do crime milhares de jovens e adolescentes.
Tenho cobrado na Assembleia Legislativa que é preciso fazer muito mais do que está sendo feito e fazer diferente.
A fiscalização na fronteira tem que evoluir. Precisamos mobilizar nossas forças armadas para um controle permanente e rigoroso em nossa fronteira, principalmente no Lago de Itaipu. Está provado que o tráfico reduz sua intensidade quando são realizadas operações com a presença das Forças Armadas na fronteira. Ora, se isso é verdadeiro, por que não manter as forças armadas em operações permanentes. Afinal, proteger as nossas fronteiras não é o objetivo do Exército, Marinha e Aeronáutica? Nossas fronteiras estão em risco! E a droga que passa por elas provoca no país uma guerra social sem precedentes em nossa história.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id
=1392794

Consumo de cocaína mais que dobra em 10 anos no Brasil

Extremamente preocupante esse tipo de informação. Enquanto o consumo da droga cresce, o Governo Federal continua negligente em proteger nossas fronteiras, completamente abertas ao tráfico internacional. Mais preocupante ainda é saber que as rodovias do Paraná se transformaram há muito tempo na rota do tráfico, servindo de porta de entrada para as drogas que vem do Paraguai e Bolívia para abastecer os grandes centros.

http://www.gazetadopovo.com.br/saude/conteudo.phtml?id=1451829

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Movimento Ser Feliz Sem Drogas está cada dia maior!



O Movimento Ser Feliz Sem Drogas vai ao encontro das crianças nos bairros, levando diversão e a ideia de uma vida saudável.

Inicialmente o projeto levou aos bairros de Cascavel brincadeiras (cama elástica, piscina de bolinhas, tobogã, palhaços) para as crianças e serviços para a comunidade, como orientação psicologia às famílias, aferição de pressão arterial, corte de cabelo, distribuição de material informativo e educativo sobre as drogas. Hoje o projeto já se estendeu a outros municípios da região.
Para cativar as crianças, o projeto distribui pipoca, algodão doce e muita música ao longo de todo o dia.

O cerne do evento é reunir a família e mostrar às crianças que a vida é muito mais interessante e divertida com esporte, brincadeira e amigos. Aos adultos, é dada orientação sobre como ajudar os filhos a evitarem as drogas. Esta ação dá ênfase à importância da estrutura familiar como base para uma vida saudável e longe das drogas.

Veja mais fotos no álbum:
http://deputadoparanhos.com.br/album.php?idalbum=454

Acompanhe o Movimento no Facebook:
http://www.facebook.com/pages/Movimento-Ser-Feliz-Sem-Drogas/1377448685813418

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Campanha de Combate as Drogas do Estado do Espírito Santo


Excelente campanha da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social do Governo do Estado do Espírito Santo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

PM realiza operação no Paraná para combater tráfico de drogas e armas


Operação Miragem prendeu 23 pessoas, sendo quatro
em Curitiba (Foto: Cabo Daniel Meneghetti / Polícia Militar)


A megaoperação Miragem, da Polícia Militar (PM) do Paraná, cumpriu 26 mandados de busca e apreensão e 30 de prisão em Curitiba, Foz do Iguaçu, na região oeste do estado e em Paranaguá, Matinhos e Pontal do Paraná, que ficam no litoral. O objetivo da operação era prender foragidos da Justiça e combater ao tráfico de armas, de drogas e jogos de azar, de acordo com a polícia.

Também nesta sexta-feira outra operação, com o mesmo objetivo, foi realizada – em uma parceria da Polícia Militar com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – na capital paranaense, e 20 mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos.

Segundo a polícia, a Operação Miragem prendeu 23 pessoas, sendo quatro em Curitiba. Na capital, foram apreendidos 942 gramas de pasta base de cocaína em tablete, R$ 1.510,00, uma balança de precisão, três aparelhos celulares, uma bucha de cocaína e outra de maconha. O material estava escondido dentro de um exaustor na cozinha de uma casa no bairro Umbará e foi encaminhado para a 10ª Delegacia da Polícia Civil.

No litoral, 19 pessoas foram presas, e duas armas de fogo, 30 gramas de maconha, cinco gramas de cocaína e seis buchas de crack foram apreendidos. Em Foz, nos locais onde haveria o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, nada foi encontrado.

Já a Operação do Gaeco prendeu nove pessoas a apreendeu 29 máquinas caça-níqueis, outros materiais relacionados a jogos de azar e maconha, ainda conforme a Polícia Militar.

Fonte: GAZETA DO POVO
http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/04/pm-realiza-operacao-no-parana-para-combater-trafico-de-drogas-e-armas.html

segunda-feira, 24 de março de 2014

Gazeta apresenta série sobre contrabando de cigarros


Após três meses de investigação junto com jornalistas de mais três países, a Gazeta do Povo revela como o contrabando de cigarro está incomodando o narcotráfico e redesenhando a geopolítica do crime organizado na América Latina. Presidente do Paraguai é um dos mais beneficiados.


LEIA EM: 
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/especial-imperio-das-cinzas/

quinta-feira, 6 de março de 2014

Prefeitura de Curitiba muda estratégia contra as drogas

Apesar do corte de quase 50% na verba de 2013 para 2014, município diz que contará com recursos federais e força de vontade da sociedade civil para atingir os objetivos

Com menos dinheiro em 2014, a Prefeitura de Curitiba quer avançar no combate e tratamento do uso de drogas. A Secretaria Municipal da Defesa Social pretende lançar, a partir de março, um conjunto de ações para ampliar a rede de atendimento nas comunidades terapêuticas, executar o programa Mães contra o Crack e ofertar serviços básicos de saúde e cultura para as pessoas em condição mais vulnerável, em unidades móveis. Apesar de o orçamento previsto para a política antidrogas ter sofrido corte de quase 50%, a pasta pretende atingir os objetivos com a ajuda do governo federal e de uma rede formada pela sociedade civil organizada e líderes comunitários.

Os recursos previstos para a Secretaria Municipal Antidrogas em 2013 totalizavam R$ 7,3 milhões, mas nem foram executados integralmente. O orçamento havia sido feito pela gestão anterior, e, quando Gustavo Fruet assumiu, no ano passado, ele fundiu a Secretaria Antidrogas com a Defesa Social. Para 2014, o orçamento municipal prevê R$ 3,8 milhões para a política antidrogas.

Segundo o diretor do departamento de política sobre drogas da prefeitura, Diogo Busse, ele defendia a redução da estrutura desde 2012, quando presidiu a Comissão de Direito e Dependência Química da OAB-PR. “Dizia que era possível reduzir o quadro, mas qualificá-lo, e é o que estamos procurando fazer. Temos parceria com a sociedade civil, entidades religiosas e o governo federal. Isso nos permite fazer um trabalho com mais alcance do que antes”, afirma.

A concepção da política contra as drogas também sofreu modificações, explica Busse. Anteriormente, diz ele, a secretaria tinha um caráter mais repressivo, e agora o foco é humanitário. Isso ficará mais visível em março, quando está previsto o lançamento de dois ônibus adaptados que vão circular pela cidade. Serão módulos móveis direcionados à população mais vulnerável, com espaço para higienização, consulta com agentes de saúde, psicólogos e psiquiatras. “É o primeiro passo para a inclusão dessa população. Não haverá nenhuma precondição de abstinência. Mas a ideia é gerar um vínculo, sensibilizá-los para um tratamento em fase posterior.”

A professora de Farmacologia da UFPR Roseli Boerngen de Lacerda explica que esse tipo de ação é positiva, pois permite que o poder público conquiste a confiança dos drogados. “Isso tem evidência científica. É preciso ir até o viciado, não dá para ficar dentro de uma casinha esperando que ele vá se tratar.”

A professora alerta para o risco dos governantes deixarem de lado avanços conquistados por adversários políticos. “Por sorte, em Curitiba, temos evoluído constantemente nessa área, e há boas perspectivas.”

Outro projeto em vista é o Mães contra o Crack, para o qual a Prefeitura de Curitiba havia conquistado, ainda em 2012, R$ 1,5 milhão do Ministério da Justiça. Porém, o programa não chegou a ser executado na cidade.

Curitiba é 2.ª em consumo de drogas ilícitas entre alunos


Estudantes do 9.º ano do ensino fundamental de Curitiba estão entre os que mais consumiram drogas ilícitas alguma vez na vida. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), divulgada pelo IBGE no ano passado, 14,4% dos alunos da cidade já experimentaram drogas como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy. O porcentual é o segundo maior do Brasil, atrás apenas de Florianópolis (17,5%). Na média das capitais, o valor é de 9,9%. A pesquisa foi amostral, com 2,1 mil estudantes em Curitiba e 109,1 mil em todo o Brasil.

Para reverter essa situação, a Prefeitura de Curitiba informa que investe em ações de prevenção nas escolas, especialmente na rede pública. “Embora a gente procure não trabalhar com estigmas, há uma prevalência de consumo no ensino público, em comunidades periféricas e no público jovem”, explica Diogo Busse, do Departamento de Política sobre Drogas. “O principal gargalo é a questão da linguagem, como disseminar conteúdo educativo e preventivo. A cultura do medo não atinge os jovens”, relata.
Famílias
A administração municipal também tem investido em palestras com líderes comunitários e agentes públicos, como guardas civis e servidores das administrações regionais. Entre julho e dezembro, foram capacitadas 600 pessoas, segundo Busse. Um convênio com o governo federal, que deve ser implantado a partir de março, pretende criar equipes multidisciplinares para orientação direta nas comunidades. A meta é atingir 8 mil famílias.


Tratamento
Atrasado, credenciamento de comunidades é polêmico
Aguardado desde 2012, o edital para credenciamento de comunidades terapêuticas em Curitiba deve ser lançado em março, segundo o planejamento da gestão atual. Está previsto o credenciamento de 120 leitos, a um valor total de R$ 1,2 milhão ao ano. O processo, porém, já suscita críticas antes mesmo de ser lançado. Uma das exigências previstas é que as comunidades não tenham nenhum vínculo com programas do governo federal ou estadual. Essa possibilidade é criticada pelas entidades, que dizem que o favorecimento ou restrição de concorrência são ilegais.
“Faremos isso para alcançar um número maior de entidades, que hoje não têm ajuda alguma de financiamento, mas que fazem um trabalho sério. Aquelas estabelecidas já têm boa fonte de recursos”, explica Diogo Busse, do Departamento de Política sobre Drogas. Segundo ele, as entidades terão de se enquadrar nas normas legais e sanitárias.
Para o coordenador técnico da Casa de Recuperação Água da Vida, Flavio Lemos, o credenciamento funciona como uma licitação pública. “Sendo assim, não pode haver favorecimento. Deve permitir a participação de todos os interessados”, diz ele, que também faz parte do Conselho Municipal sobre Drogas (Comped). “Essa discussão não passou pelo conselho, e acho que lá também seria questionada”, observa. Lemos diz que o poder público precisa ajudar as comunidades a se estruturarem, para que depois elas tenham condições de concorrer aos editais lançados.
João Honório Bueno, coordenador da Casa de Apoio Belém, também vê com preocupação a restrição. “Em um edital do governo federal de 2010 demorou um ano para a gente começar a receber. O convênio que temos atualmente vence em novembro”, conta. A casa pretendia se candidatar às vagas custeadas pelo município. “Os dependentes não podem ficar sem tratamento por causa da burocracia”, diz ele.
Eficácia
Elogiadas por internos, casas de apoio são desprezadas por ministro
“Antes eu não tinha horário para nada. Aqui tem horário para acordar, dormir, ver televisão, trabalhar, almoçar. Só assim estou conseguindo mudar meus hábitos e ficar livre das drogas”, conta Maurício Maio Rabiço, 34 anos, a respeito da internação na Casa de Apoio Belém. Para ele, as comunidades terapêuticas proporcionam um tratamento continuado que não existe nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A casa tem capacidade para 15 pessoas, que se organizam e dividem as atividades diárias na cozinha e nas demais áreas comuns.
Apesar dos elogios, as comunidades terapêuticas já foram execradas pelo atual ministro da Saúde, Arthur Chioro, quando ele chefiava a pasta no município de São Bernardo do Campo (SP). “As comunidades terapêuticas representam atraso, segregação”.
Para a professora de Farmacologia Roseli Boerngen de Lacerda, as críticas às comunidades são defasadas. “Essas casas representam mais uma opção de tratamento e muitas pessoas se beneficiam delas. Aquela visão de que nas comunidades há apenas fundamentalismo religioso, sem embasamento em terapia, é defasada. Elas evoluíram.”

FONTE: GAZETA DO POVO - ROSANA FÉLIX
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1451987&tit=Prefeitura-de-Curitiba-muda-estrategia-contra-as-drogas