terça-feira, 20 de novembro de 2012

Denarc cumpre mandados de prisão em três estados



Ao todos 28 pessoas foram presas por integrar quadrilha de tráfico de drogas


Depois de seis meses de investigações, nesta manhã (20/11) foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. 

As prisões são parte da Operação Liberdade realizada pela Denarc- Divisão Estadual de Narcóticos - com o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário de Guaíra.

Os 15 presos são integrantes de uma quadrilha de tráfico de drogas. Eles eram responsáveis por distribuir as drogas em cidades dos três estados.

A quadrilha utilizava motoristas de caminhões de transportadoras e ônibus de Cascavel para transportar a mercadoria. 

Ao longo da Operação, 13 pessoas foram presas, três delas são motoristas que foram presos em flagrante com maconha e cocaína. 

Ao todo foram 28 detidos por integrar a quadrilha, mas as investigações continuam e pode ser que mais envolvidos sejam encontrados.

Segundo a delegada da Denarc, os chefes desta quadrilha são de Cascavel, e alguns ainda são investigados por desvio de carga e roubos a compristas.


Fonte: CATVE.TV

PF faz a maior apreensão de lança perfume de 2012 na Lapa

A apreensão de 5,2 mil frascos de lança perfume é a maior desse tipo de entorpecente em 2012 até agora

Polícia Federal (PF) apreendeu 5,2 mil frascos de lança perfume na manhã desta terça-feira (20), na Lapa, região metropolitana de Curitiba. A droga vinha da Argentina e seguia para a capital paranaense. Conforme informações da PF, o material seria vendido em festas rave realizadas em Curitiba.
Até agora, esta é considerada a maior apreensão de lança perfume no Brasil no ano de 2012, de acordo com a PF.
Duas pessoas - com antecedentes criminais - foram presas em flagrante, segundo a PF. Um carro e um caminhão-guincho plataforma também foram apreendidos.
Uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar do Paraná possibilitou a chegada das autoridades ao material ilegal.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Brasil é o 2º consumidor mundial de cocaína e derivados, diz estudo

Mais de 6 milhões de brasileiros já usaram cocaína, crack, óxi ou merla. Unifesp divulgou segunda parte de levantamento detalhado sobre drogas.




Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta quarta-feira (5). O estudo mostra que o país responde hoje por 20% do mercado mundial da droga.
Ao todo, mais de 6 milhões de brasileiros já experimentaram cocaína ou derivados ao longo da vida. Entre esse grupo, 2 milhões fumaram crack, óxi ou merla alguma vez e 1 milhão foram usuários de alguma dessas três drogas no último ano.
Só nos últimos 12 meses – ou seja, de janeiro a março de 2011 até o mesmo período de 2012, quando as pessoas foram entrevistadas –, 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes brasileiros consumiram cocaína sob alguma forma.
Destes usuários constantes, 78% aspiraram o pó, 5% fumaram derivados e 17% usaram as duas formas. Além disso, 27% fizeram uso diário ou superior a duas vezes por semana, e 14% admitiram já ter injetado a droga na veia em alguma ocasião.
Segundo os autores da pesquisa, coordenada pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, essa é a primeira amostra representativa da população brasileira sobre o uso e a dependência de cocaína. Como equivale à nossa população, a cidade de São Paulo, por exemplo, teve mais participantes. Por essa razão, os resultados dão uma noção mais precisa de onde o país se encontra hoje entre os consumidores de drogas.
O levantamento mostra, inclusive, uma mudança do papel no Brasil no tráfico internacional. Antigamente, o país era usado como rota de passagem para a cocaína, que vinha da Colômbia, Bolívia e do Peru e seguia para os EUA ou a Europa. Hoje ela já para por aqui – até 60% da droga produzida na Bolívia tem o nosso território como destino.
Nos rankings internacionais, as informações sobre cocaína e derivados geralmente aparecem combinadas, já que as substâncias vêm de uma pasta-base comum. Por isso, é impossível afirmar que o Brasil seja o maior consumidor de crack do mundo hoje, embora os pesquisadores acreditem nisso.
"Nenhum outro país tem 1 milhão de consumidores de crack atualmente", afirmou Laranjeira. Pelos dados do Lenad, um em cada cem adultos brasileiros fumou crack no último ano. Já nos países desenvolvidos, tem se notado uma diminuição do uso de cocaína e derivados e um aumento das drogas sintéticas.
Detalhes da pesquisa
O estudo entrevistou 4.607 pessoas com idade mínima de 14 anos, em 149 municípios das cinco regiões do país, sobre o consumo de cocaína aspirada ou fumada. Ao todo, foram feitas mais de 800 perguntas, que também avaliaram o uso de álcool, cigarro e outras drogas, como a maconha – cujos dados foram divulgados no início de agosto. Esse consumo também foi associado a problemas como depressão e violência, e os dados serão divulgados posteriormente.

O levantamento não conclui se a maconha é ou não uma porta para drogas mais pesadas, como a cocaína e o crack. Apesar disso, a pesquisa aponta que 70% dos usuários de cocaína também consomem maconha e 41% dos fumantes de maconha aspiram ou fumam cocaína. No início de agosto, a Unifesp divulgou dados sobre uso e dependência de maconha no Brasil.



A presença da cocaína se mostrou três vezes maior nas áreas urbanas, com principal incidência no Sudeste – 46% dos usuários, ou 1,4 milhão de pessoas. Depois vêm o Nordeste (27%), o Norte e o Centro-Oeste (10% cada) e o Sul (7%).
O contato com a droga começa cedo: quase metade (45%) dos usuários provou a substância pela primeira vez antes dos 18 anos. Essa experimentação precoce, de acordo com os pesquisadores, aumenta o risco do uso de outras drogas ao longo da vida e da incidência de doenças psiquiátricas.
Além disso, o estudo identificou que quase metade (48%) dos consumidores de cocaína se tornou dependente e, destes, 30% disseram que pretendem parar nos próximos meses. Apenas 1% afirmou que já havia procurado algum tipo de tratamento.
Ainda entre os usuários de cocaína, 78% disseram que acham fácil conseguir a droga e 10% admitiram já ter vendido alguma parte do que tinham, ou seja, praticaram tráfico.
Porta de entrada
Outros fatores que contribuem para o uso de drogas no país, na opinião de Laranjeira, são a melhoria das condições sociais e o baixo preço dos produtos, pelo menos cinco vezes menor que no exterior. "No passado, a cocaína era a champanhe das drogas, hoje é a cerveja", compara o psiquiatra.
Ele ressalta que, embora os usuários de crack sejam em menor número, a preocupação é maior por causa da alta taxa de mortalidade: quase um terço morre em um prazo de cinco a dez anos.
Apesar de todos esses dados, os pesquisadores dizem que é difícil chegar a um número aproximado de usuários de drogas no Brasil, e que ele deve ser bem maior. Por isso, entre as perguntas do questionário, também estava uma pergunta indireta, se as pessoas conheciam alguém que usa cocaína, e 22% responderam que sim.

Fonte: G1



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Paraná propõe parâmetros para definir consumo e tráfico de drogas


Maria Tereza Uille Gomes, secretária da Justiça,
Cidadania e Direitos Humanos do Paraná. 
A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná enviou ao Ministério da Justiça uma proposta para estabelecer na legislação brasileira os limites quantitativos do que é considerado tráfico ou porte de drogas para consumo pessoal. A sugestão se baseia em estudos que mostram a existência, em dezenas de países, de parâmetros que diferenciam consumo e tráfico de drogas e, ainda, em pesquisa que mostra que grande parte das mulheres presas no Paraná está detida pelo porte de pequena quantidade de drogas. 

“A maioria dessas mulheres não deveria estar presa, mas ser submetida a penas de prestação de serviços à comunidade e enviada para trabalhos nas áreas da saúde, educação e trabalho cooperativo, como é feito em muitos países desenvolvidos”, afirma a secretária Maria Tereza Uille Gomes. 

A proposta enviada ao ministro José Eduardo Cardozo foi aprovada nesta semana pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), presidido por Maria Tereza. Ela reúne informações de países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Países Baixos e Portugal. 

São países que definiram legalmente parâmetros sobre a quantidade de porte de entorpecentes autorizada para uso pessoal. Na Alemanha, por exemplo, a quantidade permitida de maconha é de 6 a 30 gramas, e de cocaína, de 0,5 gramas por dia. Em Portugal, considera-se consumo pessoal 2,5 gramas diárias de maconha 0,2 grama diárias de cocaína. 

No Brasil, conforme explica a secretária da Justiça do Paraná e presidente do Consej, não se tem conhecimento de nenhuma orientação ou norma oficial que fixe diretrizes seguras quanto a isso. “Por conta disso, há obscuridade em relação a uma possível presunção legal de porte para consumo pessoal”, afirma a secretária do Paraná. Ela lembra que há no Brasil lei que atribui ao juiz determinar se a droga apreendida com o preso se destina ou não ao consumo pessoal, sem o uso de parâmetro quantitativo. 

Segundo a Lei 11.343, de 23 de agosto de 2006, o juiz deve atender aos seguintes fatores: natureza e quantidade da substância apreendida, local e condições em que se desenvolveu a ação, circunstâncias sociais e pessoais, e conduta e antecedentes do agente. “Mas não há critérios para estabelecer limites quantitativos. Tudo fica a cargo de cada juiz”, destaca Maria Tereza. 

A fim de estabelecer parâmetro para que os juízes tenham critérios semelhantes entre eles no cumprimento da lei, a presidente do Consej solicita ao ministro da Justiça a criação de uma comissão para estudar o tema e definir uma tabela com esses quantitativos. 

Citando os parâmetros internacionais, ela solicita que José Eduardo Cardozo determine com a máxima urgência a elaboração, no âmbito do Ministério da Justiça, de proposta a ser pautada para discussão e deliberação do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), tratando da regulamentação da quantidade da droga apreendida. 

PESQUISA – No mesmo ofício enviado ao ministro da Justiça, Maria Tereza cita, como exemplo, pesquisa feita no Paraná pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humano. Referindo-se ao Centro de Regime Semiaberto Feminino de Curitiba), ela indica que das 163 presas, 68% delas respondem por crime de tráfico de drogas. Em relação à quantidade de droga apreendida, 32% não chega a 50 gramas. 

No Presídio Hildebrando de Souza de Ponta Grossa, por sua vez, os dados demonstram que 35% das presas foram presas por tráfico quando portavam, no máximo, 10 gramas de droga, enquanto 26% foram presas com uma quantidade que varia entre 10 e 20 gramas. 

“São números que, evidentemente, podem guardar diferentes significados conforme a natureza e o peso da substância entorpecente”, lembra Maria Tereza, ao defender a necessidade urgente de se estabelecer parâmetros para cada tipo de droga. 

O problema, segundo a secretária da Justiça, é que há tratamento igual a delitos diferentes. “Nós temos muitos casos de mulheres, mães de família, que foram presas com 4, 6 ou 8 gramas de maconha e estão reclusas como se fossem traficantes, com graves consequências para suas famílias”, afirma Maria Tereza.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Hit na internet, foto de mendigo revela drama de ex-modelo




Assustada com repercussão de foto publicada no Facebook, família espera conseguir tratamento ao jovem contra a dependência química. Conhecidos o descrevem como uma pessoa doce e inofensiva.


A foto de um mendigo de Curitiba publicada no Facebook – e compartilhada mais de 35 mil vezes – rodou o Brasil. Mas por trás das feições nórdicas e dos olhos azuis, o moço alto enrolado em uma manta surrada esconde um drama que escapa às redes sociais.
Rafael Nunes da Silva, de 31 anos, é usuário de drogas desde os 17 e há pouco mais de um ano perambula pelo Centro da capital paranaense, onde vive como morador de rua. O crack o fez deixar uma casa, uma família e uma carreira de modelo fotográfico. Assustados com o status de celebridade instantânea do rapaz nas redes sociais, familiares esperam que a superexposição o ajude, pelo menos, a conseguir o tão sonhado tratamento para se livrar da dependência química.
Rafael morava em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, com os pais e com duas irmãs. Trabalhou como vendedor e feirante, antes de se tornar modelo fotográfico – profissão que exerceu por dois anos. Mas, segundo o pai, o aposentado José Nunes, o consumo continuado de drogas desestabilizou o moço e há pouco mais de um ano o jovem abandonou a família. “Ele simplesmente saiu”, lamenta o pai.
A cada dois meses, em média, Rafael reaparece na casa da família, permanece por um curto período e volta a sumir sem deixar pistas. A última “visita” ocorreu há um mês. “Ele fala pouco e não conta nada sobre as ruas. Já tentamos internação, já encontramos ele andando como mendigo em Curitiba. Espero que, com tudo isso, a gente consiga internar”, desabafa Nunes.
Largo da Ordem
Rafael é visto com frequência nos arredores do Largo da Ordem e da Praça Tiradentes. Ao contrário de outros moradores de rua, no entanto, ele sempre anda sozinho. “Eu conheço, mas ele não gosta de se misturar”, disse um mendigo que identificou apenas como Barba.
Na Igreja da Ordem, onde comparece religiosamente todos os dias, Rafael é conhecido pelas fiéis, mas pelo apelido de "Cobertor", devido a manta que sempre carrega consigo. “Ah, o Cobertor”, disseram alguns quando a reportagem mostrou uma foto do rapaz. Ele é descrito por elas como um jovem doce – às vezes até infantil -, educado e de fala mansa, mas de pouca conversa.
“Ele tem porte de um soldado. É um moço muito bonito e parece ter orgulho disso. Sempre que ele me vê, ele fala: ‘Olha, eu tenho olhos azuis!’”, conta a secretária da igreja, Jane Valleri.
Rafael também é velho conhecido de guardas municipais. Segundo o agente Juliano Rocha, ele costuma vagar pelo Largo, vez ou outra abordando algum passante para pedir esmola. É apontado como “um rapaz bom, que não dá problemas”, mas com o típico perfil de usuário de crack: oscila momentos de relativa calma, com alterações em períodos de abstinência.
Segundo os agentes, quando parece estar sob efeito de drogas, o rapaz solta frases desconexas, grita sozinho e chega a “rolar no chão”. O moço já chegou a ser flagrado pela Guarda consumindo drogas e encaminhado à Fundação de Ação Social (FAS). “Mas ele nunca deu problema. A droga é uma doença na vida dele. Ele precisa é de ajuda”, opinou o guarda Rocha.
A última passagem de Rafael pela FAS foi na Casa de Acolhida e do Regresso, onde dormiu em 18 de julho. Segundo os registros, ele se apresentou espontaneamente, dizendo que queria roupa e comida. Na ocasião, o rapaz estava irritado, aparentando estar sob o efeito de drogas. O cadastro faz referência, ainda, a um transtorno mental grave de que o rapaz sofreria. Para o pai, Rafael desenvolveu os problemas psicológicos por causa do crack. “Ele não tinha nada. Isso é coisa da droga”, disse.
Andanças
Na manhã desta quarta-feira (17), por volta das 9h30, Rafael foi visto na Praça do Homem Nu. Alheio à fama instantânea, foi a uma barraca de frutas e pediu uma ao feirante. “Eu disse que ele podia pegar uma fruta. Ela pegou um jabuticaba e saiu. Parecia que estava na fissura”, disse o comerciante Fernando de Souza.
O morador de rua trajava calças cortadas à altura das canelas, blusa de moletom ocre e arrastava o tradicional cobertor. Segundo testemunhas, aparentava não tomar banho há alguns poucos dias. Sabe-se que, no início da tarde, passou pelo Largo da Ordem e Praça Tiradentes.
Na publicação do Facebook, a mulher que tirou a foto explicou que foi abordada por Rafael, que queria, por meio da fotografia, “quem sabe”, ficar famoso. Ao menos por um dia, parece que ele conseguiu.

Lágrimas pelo Dia dos Pais

Na véspera do Dia dos Pais, Rafael entrou na Igreja da Ordem e, como de costume, se posicionou à esquerda do templo. Segundo o funcionário do local, Alcides Andrade, o “Cobertor” parecia aflito. O rapaz se aproximou lentamente do senhor e logo foi às lágrimas. “Ele chorava muito, muito, muito. Dizia que estava com saudades de casa e que queria ver o pai”, relembra Andrade, que se considera um amigo de Rafael.
O funcionário da igreja conta que conduziu Rafael até um banco, diante do qual se ajoelharam e rezaram por alguns minutos. Após a oração, o moço parecia mais calmo, segundo Andrade, mas ainda estava emotivo. “Eu dei a ele um dinheiro para que o ‘Cobertor’ fosse visitar o pai. Ele ficou muito feliz e foi embora. Ficou dias sem aparecer na igreja. Acho que foi mesmo visitar a família”, disse.


FONTE: 





terça-feira, 16 de outubro de 2012

Prevenção às drogas

O CAPE, departamento do DENARC no Paraná, dá algumas dicas de prevenção às drogas. Veja quais são:




A Prevenção na prática - o que fazer?

O que fazer se desconfia que seu aluno usa drogas?

  • Tente não acusar
  • Encontrar a melhor hora de conversar
  • Não discutir se o aluno estiver sob os efeitos da droga
  • Ter interesse pela opinião dele
  • Maior objetivo não é cobrar
  • Se ele mentir, mostrar que você está percebendo
  • Querer ajudar
  • Não ameaçar com castigos

 

Evite!

  • Não dar importância ou ignorar os fatos
  • Expulsar o dependente da escola
  • Julgar o dependente como único culpado
  • Policiar intensivamente

O que pode ser feito na escola?

Habilidades de enfrentamento
Um dos pontos mais importantes na prevenção ao consumo de drogas é o treinamento de habilidades de enfrentamento, ou seja, a capacidade de lidar com situações de alto risco e de pressão (onde existem grandes possibilidades do uso de drogas). As situações de alto risco variam de pessoa para pessoa e, após a sua identificação, o adolescente pode aprender a responder a indicadores (a antecipar ou coexistir com uma situação de alto risco), como sinais para uma resposta positiva em relação a uma situação de alto risco.
Um dos recursos usados para o desenvolvimento deste tipo de habilidade é a dramatização. Através da encenação de situações de alto risco, o adolescente pode ser "treinado" a observá-las o mais rápido possível e assumir uma ação preventiva no ponto mais precoce possível.

Jogos dramáticos

Oferece ao adolescente a oportunidade de representar um papel que não é seu. Existem quatro componentes para que o psicodrama seja eficiente:
  • A participação deve ser voluntária
  • Todos os adolescentes devem ser encorajados a participar porque a habilidade de mudar de atitude geralmente decorre de pontos de vista pessoais para sociais.
  • As situações devem ser verdadeiras e improvisadas
  • Recompensa e reforço asseguram a continuação dos benefícios ganhos com a técnica
Existem muitos motivos para os jovens não participarem: timidez; o adolescente pode estar muito envolvido emocionalmente com a situação; pode preferir ver como o outro deve agir naquela situação ou achar que é muito frio para participar. 
A situação dramatizada deve ser realista e facilmente compreendida. Quando eles aprendem primeiro uma nova habilidade como recusa, assertividade tem a oportunidade de experimentar esta nova habilidade na situação dramatizada. Cada estudante tem a oportunidade de ouvir seu próprio ponto de vista em público e fazer a mudança interna e, conseqüentemente, externa.
A encenação estimula as habilidades de enfrentamento diante de situações de alto risco. Os alunos que tem dificuldade de verbalização preferem escrever o script, dirigir a cena ou ser o câmera-man.
Objetivos: Reforçar experiências positivas; reforçar comportamentos aprendidos com elogio; aprovação e encorajamento; crítica e reeducação; treinamento de habilidades para enfrentamento de situações de alto-risco. 
O feedback dos professores e colegas avaliando o desempenho da atuação dos estudantes é muito importante porque as mudanças de atitude e domínio de habilidades são mais fáceis de serem conseguidos com reforço.

Painéis

Os alunos podem, reunidos em grupos, fazer painéis onde exporiam os principais efeitos, riscos, e histórico de cada droga. Depois disso, a classe, discutindo os painéis que foram feitos, recebe esclarecimentos básicos sobre todas as drogas. Os painéis podem ser feitos por meio de colagens, desenho, fotografias, de maneira a relacionar as diferentes matérias desenvolvidas pela escola. (ex. pode-se discutir as formas de produção de cada droga e neste sentido relacionar conceitos de geografia, química e física; os efeitos das drogas no SNC aproveitando os conceitos desenvolvidos nas aulas de biologia; cálculo de unidades de álcool seguindo orientações matemáticas, etc.).

Balança do uso de álcool, tabaco e medicamentos em casa

Também seguindo a forma de discussão, uma maneira mais dinâmica e pedagógica do que a aula expositiva, os alunos devem fazer um levantamento e discutir o uso de álcool, tabaco e medicamentos dentro de casa. Esta discussão é bastante importante para conscientizar os adolescentes do caráter nocivo que estas substâncias lícitas podem ter. 

Montar uma feira de ciências

A escola pode, para relacionar as diferentes matérias, estipular um "ano do trabalho com dependência química e drogas". Os alunos teriam que criar, dentro de alguma matéria, uma série de materiais relacionados a álcool e drogas. Ao longo de um período eles teriam tempo para organizar o que seria apresentado, sob a forma de cartaz, trabalho teórico, peça teatral, monografia, música, etc. e posteriormente seria feita uma feira destes "produtos". Seria interessante doar a renda obtida nesta feira para alguma instituição de tratamento de dependência química. Desta maneira, os alunos estariam se envolvendo mais "diretamente" com as instituições de tratamento e com a dependência química em si. 

Trabalhar com letras de música

Nas aulas de inglês os alunos poderiam discutir, fazer uma reflexão sobre a letra e/ou efetuar a tradução (de músicas em outro idioma) que estivessem falando de álcool e drogas. 

Discussão sobre filmes e/ou livros sobre drogas

São dadas sugestões de livros ou filmes que abordem a dependência química, para posteriormente fazer algum trabalho crítico ou simplesmente discuti-lo em sala de aula. Estes materiais (filmes ou livros) podem também ser usados para introduzir um tema, reforçar um conceito chave ou avaliar o grau de entendimento. 

Análise da Mídia

As crianças e os adolescentes são bombardeados para aderir ao uso de álcool, tabaco ou medicamentos através da mídia. Que os influencia absurdamente. 
Um componente muito importante ao se pensar em um trabalho de prevenção com adolescentes é incluir lições que abordem literatura da mídia. Os alunos devem entender as técnicas de persuasão usadas pela propaganda e percebendo o caráter manipulador da propaganda, poder tomar as próprias decisões em relação ao uso de álcool ou tabaco ou medicamentos. 

Brainstorming

É uma técnica que os alunos podem usar para gerar uma lista de idéias durante uma discussão de classe ou em pequenos grupos. O professor ou redator do grupo vai anotando todas as idéias, declarações dadas. Não há julgamento de valores ou discussão durante esta técnica. Depois do brainstorming faz-se a discussão.  
Todos estes trabalhos podem (e devem) ser adaptados pelos professores no sentido de se adequarem melhor ao que está sendo discutido com os alunos.  Relacionamos apenas alguns exemplos de trabalhos que podem ser desenvolvidos, mas eventualmente, de acordo com as técnicas pedagógicas usadas em sala de aula, eles terão que ser adaptados.









terça-feira, 2 de outubro de 2012

Segurança Pública começa processo para instalação da nona UPS na capital


A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Curitiba ocuparam na manhã desta segunda-feira (01/10) uma área do bairro Tatuquara, na região Sul da cidade, para a instalação de uma nova Unidade Paraná Seguro (UPS) na capital. A base fixa ficará na Vila Ludovica. 

A ação de “congelamento” da área começou às 6 horas e mobilizou 154 policiais militares, 40 viaturas, além de 27 integrantes da Guarda Municipal. Em ações prévias da Polícia Civil, realizadas na região da nova UPS nos últimos três meses, foram feitas 17 prisões, entre homicidas e traficantes, e cumpridos 35 mandados de busca e apreensão. 

A PM também realizou ações frequentes na área ao longo dos últimos meses e cumpriu 12 mandados judiciais, prendeu 18 pessoas por porte ilegal de arma de fogo e recuperou 85 veículos roubados ou furtados. Também foram encaminhadas às delegacias 97 pessoas por perturbação da tranquilidade.

De acordo com o secretário estadual da Segurança Pública, Cid Vasques, a instalação da UPS faz parte de uma estratégia moderna de policiamento comunitário. “No decorrer do tempo, em virtude da aproximação com os policiais que vão ficar no local de forma permanente, a população vai poder identificá-los como pessoas que fazem parte da comunidade, estabelecendo uma relação de confiança e parceria no combate à criminalidade”, afirmou.

O subcomandante-geral da PM, coronel Cesar Alberto Souza, informou que as ações da polícia nos bairros ajudaram a reduzir o índice de homicídios na capital. “Os homicídios dolosos tiveram uma redução de 31,65% se comparado os meses de agosto deste ano com o do ano passado”, afirmou. O número de mortes violentas caiu de 79 casos para 54 registros. 


Neste ano, houve 34 homicídios dolosos entre janeiro e 28 de setembro na região do Tatuquara. Isso representa 7,89% do total deste tipo de crime em Curitiba. Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de homicídio no bairro foi de 61,41 para cada 100 mil habitantes, em 2010. 

BASE - O efetivo policial que ocupou a Vila Ludovica ficará na região até a próxima quarta-feira (03/10). “Na sequência, a exemplo das outras UPS, teremos 30 policiais militares fazendo policiamento comunitário de forma fixa no local”, garantiu o subcomandante-geral da PM, o coronel Cesar Alberto Souza.

Segundo o coronel, que acompanhou a operação, a nova unidade será denominada UPS Ludovica. A base fixa ficará localizada na rua Jornalista Emílio Zola Florenzano com a rua João Goulart. Um módulo móvel já está no local para atendimento da população. 

“Pedimos que a população ligue para o telefone 181, passe informações, e dessa forma vamos poder prestar um serviço muito melhor, que se consolide e se torne definitivo”, disse o coronel.

MEDIDAS - As ações policiais realizadas em Curitiba e no interior fazem parte do pacote de medidas que o Governo do Estado está promovendo na área de segurança pública. Além das UPS, neste ano houve a contratação de 3.120 novos policiais para os efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. 

As Unidades Paraná Seguro começaram a ser instaladas neste ano nos bairros mais violentos de Curitiba. A proposta do Governo do Estado é ter dez unidades na capital até o final do ano. A primeira UPS foi implantada no bairro Uberaba, em março. Em seguida, foi a vez do Parolin receber a base fixa de policiamento. 

Outras cinco unidades estão em funcionamento na Cidade Industrial de Curitiba (Vila Sandra, Vila Verde, Caiuá, Nossa Senhora da Luz e Sabará) e uma foi instalada na Vila Osternack, no Sítio Cercado. As primeiras cidades do interior que deverão receber UPS são Londrina e Cascavel.

Fonte Texto e Imagem: AEN - Paraná

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Indústria do fumo toma R$ 336 mi do BNDES em 5 anos

A movimentação de recursos públicos para o setor de fumo no País retrata em números o descompasso dentro do governo na condução das regras da Convenção-Quadro do Tabaco - acordo internacional para reduzir e prevenir o tabagismo no mundo, assinado pelo Brasil. Entre 2006 e 2012, os cofres federais reservaram apenas R$ 22,4 milhões para ajudar pequenos fumicultores a diversificar suas culturas.

Isso representa apenas 6,6% do valor que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou para a agroindústria do fumo: R$ 336 milhões entre 2006 e 2011. "Uma migalha para uns, um banquete para outros", compara a diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo, Paula Johns. 

O BNDES informou não haver uma política específica de fomento ao setor fumageiro. Os empréstimos realizados, informa o banco, foram feitos dentro de uma linha de crédito geral para a agricultura. Recebe quem faz o pedido certo na hora certa.

Para o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf), Marcos Rochinski, é uma estratégia que deixa evidente as contradições do governo. Ele conta que, além dos projetos de diversificação de fumo, restam aos pequenos fumicultores linhas de crédito como o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). "As opções são bem mais limitadas. E sem ajuda fica difícil mudar. É preciso uma ação forte de indução para ajudar o fumicultor a encontrar alternativas viáveis." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agencia Estado

terça-feira, 31 de julho de 2012

E tem gente que diz que o cigarro não é droga



A indústria do cigarro é uma das principais inimigas da saúde pública. Afinal, o cigarro é um produto feito para viciar e matar. São 4 milhões de mortes por ano, uma a cada oito segundos. O pior de tudo é que, nesse mesmo tempo, outra vítima é "recrutada", normalmente um jovem.

NOVENTA POR CENTO DOS FUMANTES COMEÇARAM ANTES DOS 19 ANOS

Um dos principais objetivos da indústria do cigarro é fazer as pessoas acreditarem que fumar é uma decisão individual, o que funciona muito bem com os jovens de que fumando, eles vão ser mais sensuais, interessantes e aceitos. Você não acredita que isso é uma estratégia? Então leia o que diz um memorando dirigido ao vice-presidente de uma conhecida fábrica de cigarros:

"A marca Camel precisa aumentar sua penetração no grupo de 14-24 anos, que tem valores mais liberais e representa o mercado de cigarros amanhã."

Memorando de 1975 para C. A. Tucker, vice presidente de Marketing da R. J. Reynolds

A CORTINA DE FUMAÇA DA INDÚSTRIA DO CIGARRO

A estratégia para popularizar o uso do cigarro tem sido o marketing agressivo e a criação de uma verdadeira "cortina de fumaça", que esconde a verdade. O que acontece nos Estados Unidos e na Europa (as indenizações que os fabricantes de cigarro têm de pagar, a proibição da publicidade, etc.) nem sempre é conhecido em outros países, o que ajuda a indústria do cigarro a se expandir.

COM A PALAVRA, A INDÚSTRIA DO CIGARRO

Veja o que dizem alguns membros da indústria do cigarro:

"A nicotina causa dependência. Nosso negócio, então, é a venda de uma droga."

Addison Yeaman, da Brown & Williamson, 1963


"Para o principiante, fumar um cigarro é um ato simbólico. Eu não sou mais o filhinho da mamãe, eu sou durão, sou um aventureiro, não sou quadrado... À medida que o simbolismo psicológico perde a força, o efeito farmacológico assume o comando para manter o hábito..."

Philip Morris, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento, "Por que se Fuma", 1969


A VERDADE

"O cigarro não ser visto como um produto, mas como um pacote. O produto é a nicotina. Pense no cigarro como um distribuidor de uma dose de nicotina. Pense em uma tragada como o veículo da nicotina."

Drª Gro Harlem Brundtland, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) - Berlim, 27 de abril de 1999


NÃO SE DEIXE ENGANAR

Agora que você já conhece um pouco da estratégia da indústria do cigarro, não se deixe seduzir pelas belas imagens dos comerciais e dos anúncios. Fumar não deixa ninguém mais bonito ou interessante. A verdade é bem outra: cigarro é droga, causa dependência e mata.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Deputado Paranhos explica tramitação da PEC do Fumo



“O Brasil gastou no ano passado R$ 21 bilhões de reais só para tratar doenças provocadas pelo fumo”. O número tem sido usado pelo deputado Leonaldo Paranhos (PSC) para defender a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a proibição do tabagismo em logradouros públicos, como praças, parques e ruas. Embora os malefícios provocados pelo cigarro à saúde das pessoas estejam cientificamente provados, Paranhos ressalta que a sua proposta prevê uma consulta popular, através de um referendo, que seria realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER) junto com uma das eleições futuras. “É a população do Paraná que, livre e democraticamente, através do referendo, dirá se quer ou não a proibição do fumo em lugares abertos e públicos”, enfatiza.
A “PEC do Fumo”, como está sendo chamada, propõe uma alteração na Constituição do Estado, que no artigo 167-A, passaria a ter a seguinte redação: “É proibida a prática do tabagismo ou o uso de substância fumígena em logradouros públicos estaduais e municipais, compreendendo inclusive parques e praças de domínio público ou qualquer outro espaço, fechado ou aberto, de livre acesso ou trânsito”.
Já publicada pela Assembleia Legislativa no dia 29 de junho, a proposta aguardará agora a formação de uma Comissão Especial, formada por cinco membros, que terá a atribuição de emitir um parecer sobre aspectos legais e constitucionais – a formação dessa comissão respeitará a representação proporcional dos partidos na Casa.
A estimativa do deputado Paranhos é de que a proposta tramite em Plenário após o recesso de julho. “Acreditamos que num prazo de 60 dias após o recesso a proposta estará pronta para ser votada em Plenário”.


Fonte: Assessoria

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Deputado Paranhos propõe PEC para proibir fumo em logradouros públicos



Decisão seria tomada pela população através de referendo popular aplicado pelo TRE


O deputado Paranhos (PSC) protocolou na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para proibir a prática do tabagismo em logradouros públicos estaduais e municipais, compreendendo ruas, parques e praças com livre acesso e trânsito de pessoas.

A proposta já foi publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa e na sessão de ontem (3) foi lido um memorando informando os parlamentares sobre a veiculação da PEC e da abertura do prazo de três dias para oferecimento de emendas. O próximo passo legal é a formação da Comissão Especial encarregada de analisar a PEC. De acordo com a iniciativa de Paranhos, a Constituição do Estado do Paraná deve passar a vigorar acrescida do artigo 167-A, com a seguinte redação: “É proibida a prática do tabagismo ou o uso de substância fumígena em logradouros públicos estaduais e municipais, compreendendo inclusive parques e praças de domínio público ou qualquer outro espaço, fechado ou aberto, de livre acesso ou trânsito”.

A aplicação da PEC, segundo o texto, ficará vinculada à decisão do eleitorado paranaense, que irá se manifestar através de referendo a ser realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral em data oportuna, previamente anunciado e precedido de amplo debate público.

O deputado Paranhos defende a iniciativa com informações largamente divulgadas sobre os males causados pelo fumo tanto a fumantes quanto a não fumantes. A justificativa anexa ao projeto da PEC cita que as doenças cardiovasculares e o câncer têm no tabagismo seu mais importante fator de risco e são a primeira e a segunda causa de óbitos por doença no Brasil, respondendo, respectivamente, por 29 e 15% dos óbitos anuais. O fumo também é responsável direto por vários tipos de câncer – de boca, garganta e pulmão são os mais comuns -, além de diversas doenças respiratórias.  “Todos somos vítimas desse mal, responsável por milhares de casos de doenças que superlotam leitos de hospitais e demandam gastos cada vez maiores com tratamentos na saúde pública”, argumenta. 

Mas o mais grave, na avaliação do parlamentar do PSC, são os casos dos fumantes passivos. Estudos revelam que são milhares de pessoas que ficam doentes sem fumar, sobretudo crianças, expostas aos elementos químicos expelidos com a fumaça do cigarro. “Não há, no cigarro, nenhum fator positivo, nada que justifique a permissividade do seu uso em ambientes de circulação de pessoas, onde a grande maioria do público é formada por não fumantes”, enfatiza Paranhos. 

É importante frisar que a decisão de proibir ou não o fumo em logradouros públicos ficará a cargo da população, em referendo popular. Depois disso, se aprovada a PEC, caberá aos deputados estaduais a formulação de uma legislação complementar para regulamentar a aplicação de multas, sanções e penalidades diversas aos infratores, respeitadas a Constituição e legislação federal pertinente.

sábado, 23 de junho de 2012

Caminhada Contra as Drogas em Cascavel



Diversas pessoas se reuniram neste sábado (23) para marchar contra as drogas em Cascavel. O movimento faz parte das ações realizadas na semana do Dia Estadual de Combate às Drogas, que é Lei Estadual proposta pelo deputado Paranhos.
A magnitude do problema do uso indevido de drogas, verificada nas últimas décadas, ganhou proporções tão graves que hoje é um desafio da saúde pública no país. Além disso, este contexto também é refletido nos demais segmentos da sociedade por sua relação comprovada com os agravos sociais, tais como: acidentes de trânsito e de trabalho, violência domiciliar e crescimento da criminalidade.
Os motivos que podem levar uma pessoa a se entregar ao vício de drogas são vários e vão desde a necessidade de aceitação por um grupo até um problema de cunho familiar ou emocional. Da mesma forma são inúmeras as pessoas que se aproveitam disso para traficar e obter lucros com as fraquezas alheias.
Mas como resolver essa situação? O tráfico cresce porque cresce o número de usuários de drogas.
Este número aumenta porque aumenta o tráfico de drogas.
Isso significa que não adianta combater às drogas simplesmente como um "problema de polícia".
Não adianta lutar contra o tráfico, enquanto crime, e esquecer de lutar contra às causas que levam as pessoas ao consumo e a dependência química. O combate às drogas deve se dar também no âmbito educacional, psico-social, econômico e até mesmo espiritual.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Caminhada Contra as Drogas



No próximo sábado (23/06) será realizada a 3ª Caminhada Contra as Drogas. A primeira caminhada, realizada em 2010, mobilizou Cascavel e trouxe à sociedade a importante questão do combate às drogas. Desde então, temos avançado bastante. A LEI nº 177/11 determina o dia 26 de Junho como o Dia Estadual de Combate às Drogas. No dia será dada assistência a crianças e adolescentes, bem como a família, na orientação e no combate ao uso das drogas. Estendo o convite aos amigos e peço para que compartilhem esta imagem e, principalmente, participem deste ato de cidadania. Que DEUS nos conceda graça, força para lutar e que cada dia mais possamos ver o mal das drogas mais distante.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Projeto de lei pretende proibir o consumo de álcool nas ruas


Será votado entre hoje e amanhã na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o Projeto de Lei (nº 767/11), que pretende proibir o consumo de bebidas alcoólicas nas ruas. Estão incluídos na proibição eventos abertos, de qualquer natureza, ruas, avenidas, calçadas, vias, rodovias, parques, exposições, enfim, todos os locais onde Estado e municípios sejam responsáveis pela sua administração. O tema é polêmico, já que este hábito faz parte do cotidiano de todas as gerações, sem qualquer constrangimento.

Para a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), a proposta é bem vinda e é uma forma de prevenir graves conseqüências sociais relacionadas ao abuso de bebidas alcoólicas. Além de causar uma série de prejuízos à saúde, o álcool é de alto risco para desdobramentos em violência e acidentes ou mesmo dependência.

Outro ponto importante, defende a Associação, é que este modelo social de beber seja de forma coletiva ou não em locais públicos contribui para estimular o consumo, principalmente entre os jovens. 

Para o presidente da Abead, Joaquim Melo, esse tipo de restrição faz parte de medidas ambientais que podem ser eficazes como estratégias para reduzir o consumo. "São ações positivas para inibir o abuso e suas conseqüências. Prova disso, foram os benefícios alcançados com a proibição do consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, como a evidente redução nos índices de violência, além de contribuir para desmitificar a associação entre álcool e esporte”, afirma. 

Contudo, avalia ele, para que seja uma medida eficiente, é necessário estabelecer regras claras e promover uma ampla campanha de esclarecimento à população. O especialista lembra que a restrição nos estádios, por exemplo, exigiu um grande período de aceitação e adaptação, mas hoje é amplamente apoiada pela sociedade. “Infelizmente, todos esses avanços podem ser perdidos com a flexibilização da restrição durante a Copa”, acrescenta.

O presidente da Abead aponta ainda que a regulação sobre a venda e disponibilidade do álcool é uma medida importante e organizadora da vida social. “O objetivo maior deve ser sempre o de preservar a saúde pública, mesmo que isso implique em ações restritivas", pondera Joaquim Melo.


Fonte: http://www.antidrogas.com.br/