terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Justiça do Paraná condena homens que vendiam drogas perto de escolas

Os dois devem cumprir seis anos e 27 dias de reclusão, além de pagar multa.
Eles vendiam crack perto de pelo menos três instituições no centro de Curitiba.


A Justiça do Paraná condenou dois homens pela prática de tráfico de drogas próximo a escolas da região central de Curitiba. Além do pagamento de multa, eles devem cumprir seis anos e 27 dias de reclusão, inicialmente em regime aberto.
Os condenados foram flagrados praticando o crime, com mais de 2 kg de crack, próximo ao terminal e ônibus do Guadalupe. De acordo com o Tribunal de Justiça, há pelo menos três instituições de ensino nas proximidades. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público (MP).
Antes do resultado final, os réus chegaram a apelar da sentença expedida pela 2ª Vara Criminal do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, alegando que as provas levantadas estavam baseadas apenas em depoimento dos policiais, e que não eram suficientes para a condenação.
O recurso de apelação foi negado pelo desembargador Marques Cury, que considerou que o MP conseguiu apresentar as provas. “No caso em apreço, o Ministério Público demonstrou a materialidade do crime a partir dos documentos mencionados na referida sentença condenatória, bem como, a autoria...”, justificou.

Fonte: G1.com.br

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Operação conjunta tira 11 suspeitos de tráfico das ruas do Litoral do PR

Dez adultos presos e um adolescente apreendido durante a Operação


Uma operação contra o tráfi co de drogas no Litoral desencadeada na última quinta-feira (9) pela Divisão Policial do Interior da Polícia Civil resultou na prisão de 10 adultos suspeitos, sete homens e três mulheres, e na apreensão de um adolescente, de 16 anos. Foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão em Mati nhos, Paranaguá e Pontal do Paraná. 



A ação foi liderada pelo delegado Miguel Stadler, da 1ª Subdivisão Policial, de Paranaguá, e envolveu 150 policiais, entre militares e civis, incluindo a Divisão Estadual Foto - Orlando Kissner/AEN de Narcóti cos (Denarc), o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e o Táti co Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre). Denúncias Foram apreendidas R$ 3.574 em notas pequenas e moedas; um automóvel Chevrolet Meriva, com placas de São Paulo; uma motocicleta; maconha, cocaína e crack; além de munições para armas de calibre 38 e aparelhos de telefone celular. 

Os presos foram autuados em flagrante por tráfi co de drogas e estão à disposição da Justi ça. “Apesar de termos en- contrado pequenas quanti dades de drogas, em todos os casos a situação está bem caracterizada como tráfi co, devido à existência de papelotes de droga, dinheiro em notas pequenas e moedas. Todas as buscas foram feitas com base em investi gações e denúncias que chegam à polícia pelo telefone 181”, explicou o delegado Stadler. 

Em Paranaguá, por exemplo, após investi gações de denúncias, ficou constatado que o proprietário de um bar vendia drogas, que eram consumidas pelos clientes no banheiro do estabelecimento. No local foram encontradas embalagens de buchas de cocaína ou de pedras de crack e droga não consumida. Esta é a segunda operação conjunta promovida pela polícia na região desde dezembro. 

A primeira ocorreu pouco antes do Natal. De acordo com o delegado Miguel Stadler, graças a um conjunto de ações adotadas desde o ano passado, a região da 1.ª Subdivisão Policial, que reúne 15 municípios, incluindo Paranaguá, apresentou a maior queda no número de homicídios em todo o Paraná. 

Foram 102 crimes registrados na região em 2010, contra apenas 37 no ano passado — 63,7% a menos. “O combate ao tráfi co de drogas, especialmente, reduz boa parte dos crimes contra o patrimônio e os homicídios na região”, afirmou Stadler. “Para ati ngir esse objeti vo, recebemos melhorias na estrutura e mais policiais. 

Em parceria com a Secretaria da Segurança Pública, a Secretaria da Justi ça reti rou todos os presos das cadeias e delegacias do litoral. Com isso, aumentou o tempo disponível dos policiais para fazer investi gações, exercendo sua real função.”


Fonte: Jornal de Colombo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Clínicas de Tratamento

Dependência química: tratamento profissional ou terreno para charlatães?


Violência, marginalidade, vício, tráfico. Estes são estereótipos comumente associados ao usuário de substâncias psicoativas. Esta visão distorcida se agrava quando reportagens sobre entidades que “tratam” aqueles a quem os jornais se referem como “viciados” são veiculadas. Agressões, choque elétrico, trabalho forçado são manchetes convidativas para TV e companhia. O problema é que esta situação, verdadeira em certos casos, não reflete a realidade do segmento como um todo.

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que as drogas já deixaram de ser marginais há muito tempo. Apesar de se insistir, por meio de reportagens sensacionalistas, em associar drogas apenas com Cracolandia, hoje elas também estão presentes nos lares do cidadão comum, do trabalhador honesto, do homem ou mulher de bem.

E a hipótese de que as drogas entram na vida das pessoas por meio de marginais, estranhos, traficantes, é puro mito, segundo especialistas. “Geralmente quem oferece é quem está mais próximo, um colega de escola ou trabalho, companheiro de ‘balada’ e, talvez, o melhor amigo”, diz a psicóloga especialista em Dependência Química Cláudia de Oliveira Soares, diretora terapêutica da Clínica Médica Especializada Viva. Ela também faz um alerta: “O pai que bebe na frente dos filhos pode, sem saber, ser o introdutor da droga na vida dessas crianças e jovens”, complementa. 

Por outro lado, há mais drogas lícitas (cigarro e álcool), prescritas sob orientação médica (antidepressivos, controladores de ansiedade e inibidores do apetite) sendo consumidas e que causam dependência, que propriamente as drogas ilícitas, como maconha, cocaína e crack.

A dependência química é uma doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde em sua Classificação Internacional de Doenças (CID – 10). Está descrita entre os capítulos F-10 e F-19, que tratam de Transtornos Mentais e Comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa.

“Por se tratar de assunto de saúde pública, a dependência química necessita de profissionais qualificados, entre médicos, psiquiatras, psicólogos; com programas terapêuticos definidos, para que sejam obtidos resultados efetivos no tratamento da doença”, comenta Cláudia Soares.

A questão é que, por falta de fiscalização de órgãos públicos competentes, o segmento de tratamento para dependentes químicos virou terreno fértil para pessoas que, por falta de informação - às vezes até com boas intenções -, ou simplesmente por oportunismo, enxergam uma oportunidade de negócio facilmente rentável. E as famílias, no auge da questão “internar ou não um parente” e sensíveis pela necessidade da decisão com urgência, acabam caindo em verdadeiras ciladas.

Na contramão do oportunismo, há clínicas sérias, que entendem a complexidade da doença, capacitadas e gabaritadas para o tratamento, e que investem em pesquisa e conhecimento para compreender cada vez mais o que é a dependência química. Tais instituições baseiam seu trabalho em estudos aprofundados a cada dia, para se obterem resultados cada vez mais efetivos, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Estas clínicas atuam dentro da lei, respeitando normas referentes ao tratamento, à questão sanitária, à segurança, e atendendo a outras exigências legais. “Por isso aconselhamos as pessoas para que, antes de internarem seus familiares em uma entidade que diz tratar a dependência química, que verifiquem seus registros, conheçam o método de tratamento, comprovem a idoneidade da equipe profissional e busquem informações sobre a eficácia do tratamento”, finaliza Cláudia Soares.


Fonte: Assessoria de Imprensa Grupo Viva (www.ctviva.com.br)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Governo implanta o primeiro Centro de Tratamento de Álcool e Drogas

A Secretaria de Estado da Saúde e o município de Cascavel assinaram nesta quarta-feira (25) o protocolo de intenções para a instalação do primeiro Centro de Tratamento de Álcool e Drogas do Paraná (Cetrad). Até 2014, serão instaladas no Estado mais três unidades do gênero, em cumprimento ao compromisso do governador Beto Richa de assegurar assistência na área. De acordo com o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, este ano entrarão em funcionamento os centros de Cascavel e da Região Metropolitana de Curitiba.

O Cetrad de Cascavel vai funcionar em um antigo seminário adquirido pela prefeitura, que possui área de 30 mil metros quadrados, no bairro Interlagos, em Cascavel. 

O protocolo define as regras para o funcionamento do Cetrad, as funções do Estado e do município na sua administração e as contrapartidas financeiras. As adequações na estrutura existente serão realizadas pela prefeitura. Ao Estado caberá a contrapartida de reformar as unidades básicas de saúde do município. Após as reformas, que devem durar 120 dias, o município fará a cessão do imóvel ao Estado, que assume o custeio mensal. A gerência do Cetrad será do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop).

Inicialmente, o Cetrad Cascavel terá 40 leitos, sendo que 20 deles estarão disponíveis para o município em razão da densidade populacional. A partir do início das atividades, a Secretaria de Estado da Saúde fará a ampliação da estrutura para oferecer 120 leitos de internação. O Cetrad Cascavel vai atender 43 municípios da 10ª Regional de Saúde (Cascavel) e da 20ª (Toledo).

Participaram da reunião o diretor da 10ª Regional de Saúde, Miroslau Bailak, o assessor jurídico, Carlos Lorga, o diretor do Departamento de Apoio à Descentralização, Isaías Cantoia Luiz, a chefe do Departamento de Atenção ao Risco, Isa Hermmann e a coordenadora do Comitê Gestor Intersecretarial de Saúde Mental, Larissa Yamaguchi, representando a Secretaria da Saúde.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Traficante morre na mão de usuário de drogas

Após alguns minutos de discussão, o autor disparou quatro tiros na vítima.

Um crime de homicídio foi registrado na esquina das ruas Vinícius de Morais com José de Alencar, no município de Pinhais.
O traficante de drogas Danilo da Rocha Gomes Antunes dirigia um veículo Uno quando encontrou um rapaz que seria usuário de drogas e comprava o entorpecente com Danilo.
Após alguns minutos de discussão, o autor disparou quatro tiros na vítima.
O traficante morreu antes da chegada do socorro.
Danilo vendida drogas há bastante tempo na região, segundo informações de moradores à polícia.
O crime passa a ser investigado pela delegacia da cidade.
Fonte: Portal CGN (http://cgn.uol.com.br/)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Drogas são pivô de 61,7% dos assassinatos em Curitiba

Maioria das vítimas era homem com idade entre 18 e 29 anos, segundo dados da Sesp

Em 2011, homens jovens, com idade entre 18 e 29 anos, e usuários de drogas foram as principais vítimas de homicídios da capital paranaense. Os dados foram levantados pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), que ainda demonstrou uma queda de 8,8% nos homicídios dolosos em Curitiba, no ano passado, em comparação com 2010. Foram 685 assassinatos em 2011, contra 750 no ano anterior. A taxa de homicídios para 100 mil habitantes ficou em 36,2 para Curitiba, bem acima do considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde, de 10 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Dos 685 homicídios na capital em 2011, 326 (47,5%) aconteceram com pessoas entre 18 e 29 anos, e 167 (24,3%) na faixa etária dos 30 aos 39 anos. Unindo as duas faixas etárias, se tem quase 72% das vítimas de crimes contra a vida no intervalo dos 18 aos 39 anos.

Uma predominância maior ainda é verificada quando é analisado o sexo das pessoas assassinadas: 91,8% foram homens. Outra grande maioria é a relação com as drogas. Ela predomina em 61,7% das vítimas, sendo que em 42,7% trata-se de usuários e em 18,9% o envolvimento é com o tráfico de drogas.

Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Homicídios (DH) de Curitiba, Rubens Recalcatti, o perfil das vítimas vem se mantendo ao longo dos anos e operações constantes têm sido feitas na DH para tentar diminuir esse perfil.

Para o coordenador do Centro de Estudos da Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Bodê, é necessário que haja um cuidado maior ao se relacionar o tráfico de drogas com os homicídios. Segundo ele, cidades em que o consumo de drogas é alto, como Londres e Nova York, por exemplo, o índice de homicídios é muito baixo, o que leva a questionar a forma como essa relação é construída.

“Essa relação de droga e homicídio não pode ser uma justificativa. A sociedade como um todo tem lidado com essa questão como uma maneira de justificar essas mortes, o que não pode acontecer. A vítima de homicídio é uma vítima, independente do que esteja fazendo”, explica ele.

Segundo Bodê, o estado tem que usar várias frentes, como educação e saúde pública para combater o problema das drogas e não apenas usá-lo como justificativa para as mortes. “Além disso, precisamos de maior qualidade na maneira como esses dados são coletados nas delegacias, melhores investigações e punições mais severas. Não existem políticas efetivas que desestimulem e transformem o homicídio em algo ‘caro’ para o autor”, critica.

Fonte: Bem Paraná

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Van da prefeitura de Cascavel, no PR, é apreendida com 280 kg de maconha

Motorista furou bloqueio e abandonou carro em um posto de combustível.
Segundo a prefeitura, veículo deveria ter ido para manutenção.



Uma van que pertence à Secretaria de Assistência Social de Cascavel, no oeste do Paraná, foi apreendida, na manhã desta quarta-feira (21), pela Polícia Rodoviária Federal, no município de Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba. Dentro do veículo, havia cerca de 280 kg de maconha.
Segundo a PRF, o veículo foi abordado em um bloqueio, na BR-277. O motorista não obedeceu a ordem de parada e tentou fugir. Cerca de cinco quilômetros após o bloqueio, o carro foi abandonado em um posto de combustíveis.
Testemunhas disseram aos policiais que viram o motorista da van entrando em outro carro, que mais tarde foi encontrado pela PRF. A polícia o encontrou deitado no banco de trás. Nesse outro veículo havia mais dois homens. Todos foram presos, suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas.
Em nota, a prefeitura de Cascavel informou que um funcionário da prefeitura retirou a van por volta das 9h15 de terça-feira (20). O carro deveria ter ido para a manutenção. À tarde, ninguém deu conta da falta do veículo pois a chave original estava no setor de controle da secretaria. A chave reserva encontra-se na Divisão de Gerenciamento de Frota.
Segundo a prefeitura, será aberta uma sindicância administrativa para apurar as circunstâncias da saída do veículo e aplicar as penalidades cabíveis aos responsáveis.

Fonte: G1

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PF apreende mais de uma tonelada de maconha no PR

A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de 1.300 kg de maconha em Cascavel, oeste do Paraná, na tarde de quinta-feira (1º). Segundo a PF, quatro pessoas foram presas.

A droga foi encontrada submersa em uma carga de areia de um caminhão. O veículo foi encontrado estacionado dentro de uma residência. Após a abordagem da PF, o motorista do caminhão tentou fugir, mas foi detido. As outras três pessoas detidas foram encontradas dentro da casa.

Outros quatro veículos foram apreendidos durante a ação.

Fonte: http://www.bonde.com.br/

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

AÇÃO DO DEPUTADO PARANHOS GARANTE CENTRO DE TRATAMENTO PARA DEPENDENTES DE DROGAS E ÁLCOOL EM CASCAVEL

Em recente passagem por Cascavel, o governador Beto Richa anunciou a instalação na cidade do primeiro Centro de Tratamento de Dependentes de Álcool e Drogas (CETRAD). A estrutura vai atender a mais de 40 municípios que compõem as regionais de saúde de Cascavel e Toledo, mas principalmente os jovens e adolescentes de Cascavel.

Beto Richa lembrou que o Centro foi um pedido feito do deputado Paranhos ainda no início de 2011 e já está garantido no Orçamento do Estado para o ano que vem. “Foi um compromisso que assumimos na eleição e é mais uma vitória alcançada, contando com a sensibilidade e com a determinação do governador Beto Richa”, afirmou Paranhos.

Desde o início do seu mandato na Assembleia Legislativa, o deputado Paranhos tem-se empenhado em viabilizar instrumentos para que o Paraná possa avançar no combate às drogas e na estrutura para tratamento e recuperação dos dependentes químicos. Com esse objetivo, Paranhos apresentou diversos projetos, entre os quais o que permite a reativação do Fundo Estadual de Combate às Drogas e a criação da Rede de Clínicas de Recuperação de dependentes – Rede CRER.


Fonte: Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Nova arma contra o tráfico, o VANT, faz voo de apresentação em Foz do Iguaçu

Na tarde do dia 10 (quinta-feira), foi feita em Foz do Iguaçu (PR) a apresentação pública do veículo aéreo não tripulado (VANT). Em funcionamento desde setembro, a aeronave de observação é uma ferramenta de inteligência utilizada no combate ao crime organizado e ao tráfico de armas e drogas. A Polícia Federal é a primeira força policial do mundo a adotar o equipamento, antes restrito a forças militares.

O VANT já está em atuação na Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina). Com capacidade de voo de 37 horas ininterruptas, o veículo equipado com câmera diurna e noturna capta imagens a uma altitude de 30 mil pés (cerca de 10km).

O Brasil tem 16 mil Km de fronteiras terrestres entrecortadas por florestas, terras indígenas, pequenos aglomerados urbanos.

Além de atuar como ferramenta na estratégia de segurança pública do governo federal, o VANT também será utilizado nos grandes eventos que o país sediará, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Fonte: http://www.blogdoromulomartins.com.br/

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Movimento Nacional Contra a Liberação da Maconha... Pela Vida!

No dia 17 de dezembro de 2011 acontecerá a segunda etapa da caminhada nacional contra a liberação da maconha, em São Paulo, saindo do MASP. Será a continuidade do encontro realizado no dia 30 de julho, quando nos unimos para dizer NÃO à inconsequente possibilidade de legalização da Maconha.
A segunda caminhada Contra a Liberação da Maconha... Pela vida, contará novamente com os mais variados seguimentos da sociedade, entre Igrejas, Instituições e Organizações da Sociedade Civil, sem distinção política, religiosa ou racial.



Fonte: antidrogas.com.br

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Brasil corre risco de virar produtor de cocaína



O general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante militar da Amazônia, fez uma revelação a um grupo de senadores. Contou que o Brasil convive com o risco de deixar a condição de rota internacional de cocaína para virar um produtor da droga. Segundo o general, as policiais do Brasil e do Peru detectaram coisa pior: uma grande área de produção de coca na fronteira entre os dois países.
A plantação foi feita numa reserva dos índios ticunas. Por ora, encontra-se do lado de lá, em áreas baixas e úmidas da Amazônia peruana. Porém, disse o general Villas Bôas aos senadores, há o risco de o cultivo da droga cruzar a fronteira, estabelecendo-se em território brasileiro.
Nessa hipótese, o Brasil deixaria de ostentar a posição que exibe hoje, de mero corredor de passagem da cocaína produzida em países vizinhos. Se o Brasil virar produtor, alertou o general, o combate ao tráfico se tornará ainda mais complexo. Sobretudo porque o Exército já farejou na Amazônia o vaivém de traficantes de um cartel novo na área: o mexicano.
“Se a coca for plantada no Brasil, o grau de complexidade será muito maior”, declarou o comandante da Amazônia.
“Temos indícios da presença na região de cartéis mexicanos, que têm ummodus operandi mais violento. Temos de estar muito atentos.”
O general Villas Bôas falou numa audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Foi convocada pelo presidente da comissão, Fernando Collor (PTB-LA), com o objetivo de discutir a vigilância das fronteiras brasileiras na Amazônia e no Sul do país.
Os senadores ouviram também, entre outros, Ricardo Vélez Rodrigues, coordenador de Centro de Pesquisas Estratégicas da Universidade Federal de Juiz de Fora. O professor disse que a presença de guerrilheiros colombianos das Farc na fronteira continua a oferecer riscos à segurança do Brasil.
Por quê? Além do envolvimento com o tráfico de drogas, o grupo guerrilheiro trafica armas. Mencionou outros dois problemas que reclamam solução. O primeiro é o incrrmento da produção de cocaína na Bolívia do companheiro Evo Morales. O segundo é a consolidação do que o professor chamou de “maior centro de contrabando da América do Sul.”

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Operação da PF desarticula quadrilha que agia no Sul

Policiais cumprem 39 mandados de prisão. Criminosos cometiam homicídio, roubo, sequestro e tráfico de drogas e armas
Material apreendido pela PF durante a Operação Mercúrio - Foto Divulgação PF

Desde o início da manhã desta terça-feira, a Polícia Federal (PF) de Curitiba, no Paraná, cumpre 39 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão na região Sul do país. A Operação Mercúrio tem como alvo uma quadrilha acusada de roubo, sequestro, homicídio, formação de quadrilha e tráfico de drogas e armas.

Entre os crimes cometidos pelo bando, investigado desde dezembro de 2010, estão o roubo de 1 milhão de reais do Banco Continental, no Paraguai, em maio, e o ataque a terminais de autoatendimento de bancos brasileiros. Somente para a Caixa Econômica Federal o prejuízo foi de 2 milhões de reais.

A quadrilha também roubava carros e clonava as placas dos veículos, assaltava casas em Curitiba e ônibus de turismo que passavam pela cidade. Em ações anteriores da polícia, após alguns dos crimes, foram apreendidos fuzis, pistolas e explosivos e dois criminosos foram mortos. Na operação desta terça, mais armas e munições foram encontradas.

De acordo com a PF de Curitiba, os principais investigados são de alta periculosidade e, portanto, serão presos por homens de grupos táticos e acompanhados até a cadeia com um forte esquema de segurança. Muitos são foragidos já condenados pela Justiça e serão encaminhados para penitenciárias federais de segurança máxima – Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) ou Mossoró (RN).

Fonte: http://veja.abril.com.br/

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Motorista é preso com cerca de meia tonelada de maconha no norte do PR

Apreensão foi realizada na madrugada desta segunda (17), em Sertanópolis. Além da droga, PRE apreendeu 680 pacotes de cigarros contrabandeados.

Um motorista foi preso com cerca de meia tonelada de maconha por volta das 4h30 desta segunda-feira (17), em Sertanópolis, na região norte do Paraná. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a abordagem foi durante uma fiscalização de rotina na PR-323. Além da droga, que estava escondida no porta-malas e embaixo do banco traseiro, os policiais apreenderam 680 pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai.

O preso disse aos policiais que levaria a droga e os cigarros de Foz do Iguaçu, oeste do estado, para São Paulo.

Fonte: G1.com.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Governo prepara novo plano de combate ao crack para outubro


O governo federal prepara o lançamento, para o início do mês que vem, de um novo programa nacional de enfrentamento ao crack e outras drogas. A iniciativa, que resgata um plano integrado lançado na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é ampla e articula diversos órgãos, como o Ministério da Saúde e a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), subordinada ao Ministério da Justiça. O destaque dado ao crack não é por acaso: a droga é de fácil acesso, tem alta letalidade, causa dependência rapidamente e está presente em todo o território nacional.

Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) feita no fim do ano passado em 3.950 cidades do País (71% do total) mostrou que em 98% delas há problemas relacionados à substância. Ao responder à pesquisa, alguns secretários de Saúde pediam literalmente socorro devido à dificuldade de enfrentar os problemas que a substância causa. "A grande maioria das detenções são decorrentes de roubos para a compra de drogas", disse um deles.

"O crack chama a atenção porque sua dependência atinge níveis graves, impactantes: o usuário acaba se desligando de tudo, vaga pelas ruas em busca da droga", afirma Marcelo Ribeiro, doutor em Medicina (Psiquiatria) e investigador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), serviço ligado ao Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na opinião dele, o que motiva o governo a lançar o plano, à parte o apelo político ou midiático, é a exígua rede de auxílio aos dependentes. "Até dez anos atrás, não tínhamos nenhum tratamento público especializado em dependência química", diz. "Temos uma estrutura a ser construída ainda. (O programa) É uma tentativa de acelerar esse processo."

Para o ex-diretor de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal e atual diretor de combate ao Crime Organizado, Oslain Santana, não deve haver muita novidade no papel da polícia de reduzir a oferta da droga. "Na redução da oferta não tem muito milagre, não há uma nova lei ou medida que vai resolver um problema do crack", afirma. "A estratégia da PF adotada atualmente dá resultado. Temos é que racionalizar o modelo de trabalho e potencializar as formas de atuação que estão dando certo."
O plano integrado idealizado no governo Lula tratava a questão do crack articulando, junto a políticas de saúde e segurança, ações de assistência social, educação, direitos humanos, juventude e até esportes. Tudo indica que o programa de Dilma deve seguir a mesma linha. O Terra contatou a Senad para falar sobre a iniciativa, mas a assessoria do órgão informou que o plano está "em intensa articulação", e por isso não podia se pronunciar sobre o tema ainda. O Ministério da Saúde também não se manifestou, alegando os mesmos motivos. Para entender melhor quais podem ser as estratégias do novo programa, o Terra foi atrás de profissionais da área para analisar como está e o que falta no combate ao crack.

Auxílio ao dependente

Segundo a pesquisa da CNM sobre o crack nos municípios do País, os Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (Caps Ad), principal estratégia para o acolhimento e tratamento de portadores de transtornos mentais e usuários de drogas, estão presentes em apenas 14,8% das cidades, o que o próprio estudo classifica de insuficiente.

Marcelo Ribeiro confirma e destaca que faltam "equipamentos sociais" e capacitação na área para cuidar dos dependentes. "Os Caps começaram a aparecer em 2003, e foram surgindo de maneira muito lenta", diz. "Até então, só havia tratamento especializado dentro de universidades ou em parcerias com hospitais privados."

De acordo com Ribeiro, é importante que haja opções públicas de tratamento para os diferentes estágios da dependência. "Tem aquele cara que começou a usar crack e perdeu o controle, mas continua empregado e em contato com a família. Este pode se beneficiar de uma internação curta em um ambulatório ou em um Caps", diz o especialista.

Por outro lado, pacientes em estágio mais avançado de dependência precisam de uma internação mais longa - caso, por exemplo, das comunidades terapêuticas. Nesse modelo, que segundo Ribeiro demora nove meses ou mais, o paciente se interna voluntariamente para se tratar em um ambiente comunitário onde, junto a outros dependentes, cuida da residência: lava louça, limpa banheiros e faz atividades similares. Com isso, explica Ribeiro, "além de lutar por sua abstinência, reaprende a conviver".

No livro O tratamento do usuário de crack, escrito em conjunto por Ribeiro, pelo especialista Ronaldo Laranjeira e por outros colaboradores, os profissionais afirmam que as escolas e usuários mais jovens devem ter prioridade no atendimento. Além disso, a obra, que deve ser lançada em novembro deste ano, diz que o sistema formal de tratamento deve trabalhar em sintonia com o informal de autoajuda, como Narcóticos Anônimos, grupos familiares, comunitários e religiosos.

Redução da oferta

Para os órgãos de segurança pública, não há muita distinção no policiamento contra o crack, oxi ou cocaína, já que todos derivam da mesma substância. Essa propriedade, explica o delegado-diretor do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos de São Paulo (Denarc), Wagner Giudice, dá flexibilidade ao tráfico. "A pasta-base fica armazenada em laboratório e, de acordo com a demanda, o traficante a transforma em cocaína ou crack." Segundo Giudice, por essa razão é difícil ver grandes apreensões do produto final: geralmente se transporta a substância em forma de pasta.

De acordo com o diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Oslain Santana, os principais fornecedores de pasta-base para o Brasil são Colômbia, Peru e Bolívia. Por isso, o primeiro objetivo da PF é evitar a entrada da droga no País. Porém, explica, encher as fronteiras nacionais com agentes não é a única solução. "A droga pode entrar na fronteira do Amazonas, do Acre e do Mato Grosso, mas o destino dela é o principal mercado consumidor: os Estados das regiões Sul e Sudeste, que concentram 75% do PIB nacional", diz Santana.

Segundo Santana, a PF prioriza o enfrentamento do tráfico nos Estados de São Paulo, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, que concentraram, nos últimos dez anos, 70% das apreensões de cocaína e 80% de maconha. Além disso, ele ressalta a importância de ações coordenadas com outras polícias no País e da cooperação internacional. "Nos últimos cinco anos, em parceria com a polícia do Paraguai, destruímos cerca de 3,8 mil t de maconha que seriam colhidas em território paraguaio", diz.

Segundo ele, os pequenos e médios traficantes só transportam 30% da droga que circula no Brasil. "Os outros 70% são traficantes grandes, com meios requintados de camuflar a droga no interior de cargas lícitas que só a fiscalização ostensiva não coíbe." Por isso, ele considera essencial o trabalho de inteligência da PF para desmantelar grandes organizações.

Em maio deste ano, deputados federais integrantes de uma comissão especial na Câmara visitaram a cracolândia no centro da capital paulista. Em uma reunião com o grupo, o diretor do Denarc sugeriu uma mudança na legislação para que houvesse a internação compulsória de dependentes de crack. "Se o usuário está alucinado há quatro dias e você pergunta se ele quer ser internado, o que ele vai responder? É claro que não", diz Giudice. Ele ressalta, porém, que o governo precisa oferecer um lugar adequado para tratar o dependente. "Não adianta a polícia pegar aquele monte de gente que está na cracolândia. E daí? O que eu faço com eles?", pergunta. "O próprio Estado tem que se organizar para levar a um lugar apropriado."

No mesmo encontro, Giudice também sugeriu aos parlamentares que aumentassem a pena ao traficante eventual, que vende a substância nas ruas. "Assim, ele vai ficar com medo de vender a droga. Ele é quem faz a distribuição e acaba sendo, para muita gente, a porta de entrada para as drogas."

Ex-usuária conta como se livrou de vício em crack

Aos 28 anos, Ivone Cabral é uma ex-usuária de crack. Ela começou a usar drogas aos 6 anos, depois de fugir do abrigo onde vivia. "Comecei cheirando cola, mas experimentei todas as drogas", conta. Há há nove meses sem fumar, ela desabafa: "o crack, para mim, era como um irmão, um amigo. Quanto mais eu estava triste, mais fumava."

Ivone teve 12 filhos, três morreram ainda pequenos. Um deles morreu enquanto era amamentado. "Ele engasgou com o leite e eu tava tão doida que não vi. Se não tivesse drogada, acho que teria conseguido salvá-lo", disse.

Atualmente, Ivone trabalha no Projeto Giração, voltado para crianças e adolescente moradores de rua, vítimas de trabalho infantil ou vulnerabilidade social. Ela diz que não pensa no futuro. "Procuro viver um dia após o outro. E peço forças para nunca mais usar (drogas)". Ivone toma remédio controlado para conter a ansiedade e a agressividade e cuida dos nove filhos. Todos moram com ela. "Não quero fazer com eles o que fizeram comigo. Me abandonaram."

Durante os anos de dependência, ela fez parte das estatísticas que mostram que hoje existem mais de 1 milhão de usuários de crack no País. A maioria deles começou a usar a droga aos 13 anos. Em Brasília, a situação não é diferente.
Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal apontam que entre jovens de 18 a 22 anos a prevalência é pelo uso de múltiplas drogas. À medida que a idade aumenta, o consumo de álcool cresce, sendo majoritário em pessoas acima de 70 anos.
"O álcool ainda é a grande droga", disse o coordenador de Gerência de Saúde Mental do DF, Augusto César Farias. "Mas o crack é uma droga que aparece na faixa entre 18 e 47 anos e mata precocemente, não só pelo uso, mas também por causa da violência", explicou ao participar de seminário sobre o assunto na Câmara dos Deputados.
Para a representante da Secretaria de Educação do DF Maraísa Lessa, é preciso uma ação integrada para combater o uso de crack e outras drogas. "Precisamos de novos caminhos para que nossos alunos tenham outras possibilidades na vida."

O seminário foi organizado pela Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate à Droga. Os parlamentares da comissão já ouviram diversos especialistas em vários estados. A meta é debater a prevenção, o tratamento, acolhimento dos dependentes químicos e a sua reinserção social, além de contribuir para a elaboração de propostas de políticas públicas de combate às drogas.

Fonte: Terra Noticias

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Capacitação de Multiplicadores de Ações de Prevenção às Drogas.

Conheça mais sobre as ações da Coordenadoria Estadual Antidrogas


Vivemos hoje em um país formado pela multiplicidade cultural de cidadãos oriundos de etnias e crenças distintas, que fazem com que existam formas singulares de vivenciar o cotidiano. Constituímos uma sociedade que transmite valores de referência positivos às suas gerações, mas que estimula também o consumismo, o imediatismo, o individualismo e a competitividade, valores estes que têm subsidiado muitas vezes uma estrutura social disfuncional, onde a droga, lícita ou ilícita, se estabelece como meio para atingir o status quo exigido e esperado.

O uso de drogas é um fenômeno mundial e acompanha a humanidade desde primordios. Hoje, apesar de variar de região para região, afeta praticamente todos os países. Entretanto, nas últimas décadas, as tendências do uso de drogas, especialmente entre os jovens, começaram a convergir. No mundo todo, cerca de 200 milhões de pessoas – quase 5% da população entre 15 e 64 anos – usam drogas ilícitas pelo menos uma vez por ano. Cerca de metade dos usuários usa drogas regularmente, isto é, pelo menos uma vez por mês. A droga ilícita mais consumida no mundo é a cannabis (maconha e haxixe). Cerca de 4% da população mundial entre 15 e 64 anos usa cannabis enquanto 1% usa estimulantes do grupo anfetamínico, cocaína e opiáceos. O uso de heroína é um grave problema em grande parte do planeta – 75% dos países enfrentam problemas com o consumo da droga (UNODOC, 2008).
Muitas vezes gostaríamos que as drogas simplesmente não existissem, principalmente quando vemos pessoas a quem amamos sofrendo em consequência do envolvimento com elas. Porém, as drogas sempre fizeram parte da cultura e sempre estiveram presentes nas sociedades humanas.

Cabe-nos o seguinte questionamento: o que mudou? Mudou o comportamento das pessoas diante da droga. Do uso social ao problemático, o álcool é a droga lícita mais consumida no mundo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 2 bilhões de pessoas consomem bebidas alcoólicas. Seu uso indevido é um dos principais fatores que contribuem para a diminuição da saúde mundial, sendo responsável na América Latina por cerca de 16% dos anos de vida útil perdidos, índice quatro vezes maior do que a média mundial. Segundo dados do I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo do Álcool na População Brasileira, de 2007, as bebidas alcoólicas são as substâncias psicotrópicas mais utilizadas por adolescentes entre 14 e 17 anos.

O que podemos fazer é tentar evitar que as pessoas se envolvam com drogas precocemente, especialmente com o álcool, desenvolvendo estratégias educativas e preventivas junto aos pais, cuidadores e educadores. Aos que já se envolveram, cabe-nos ajudá-los a evitar que se tornem dependentes; aos que já se tornaram dependentes, cabe-nos oferecer os melhores meios para que possam abandonar a dependência, auxiliando-os a se reinserirem na sociedade. Se, apesar de todos os nossos esforços, eles continuarem a consumir drogas, temos a obrigação de orientá-los para que o façam da maneira menos prejudicial possível.

Uma das melhores estratégias da prevenção é a informação. É preciso saber sobre as drogas, especialmente sobre seus riscos. Drogas podem causar danos à saúde, além de diminuir a percepção de perigos. Por alterar o nível de consciência, o uso de drogas pode levar a práticas arriscadas, como sexo sem preservativo ou compartilhamento de seringas e outros materiais que podem transmitir doenças, como o HIV/Aids e a hepatite.
Para auxiliar na compreensão, desenvolvimento de estratégias de enfrentamento ao uso indevido de drogas lícitas e ilícitas e influir no frágil equilíbrio entre demanda e oferta para se obter reduções no Estado do Paraná, o Conselho Estadual Antidrogas (CONEAD) e a COORDENADORIA ESTADUAL ANTI DROGAS (CEA) lançam este caderno, o qual objetiva divulgar informações para multiplicadores que estimulem a criação de novos Conselhos Municipais Antidrogas (COMADs), fornecendo o suporte técnico-teórico necessário para a elaboração de documentos, divulgando a estrutura das três esferas de governo e informações sobre a rede de serviços de atenção ao dependente químico.
 
Baixe a cartilha neste endereço: http://www.antidrogas.pr.gov.br/arquivos/File/Cartilha_Multiplicadores.pdf
 
Fonte: Sonia Alice Felde Maia CEAD/SEJU

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PM apreende 300 kg de maconha após denúncia

Mais de 300 kg de maconha foram apreendidos na tarde deste sábado (17) pela Polícia Militar. Os policiais chegaram até a droga através de uma denúncia anônima.

“De posse das informações as equipes se deslocaram para a rua Júlio Szymanski, região do Lago em Cascavel., onde foi localizado sete fardos com aproximadamente 50kg cada. Vamos fazer uma contagem mais precisa, mas a apreensão resultou em cerca de 350kg do entorpecente”, explica o tenente da PM, Diego Astori, que ainda esclarece que a polícia continua a investigação para encontrar os donos da droga.

A moradora da casa foi encaminhada ao 6º Batalhão da Polícia Militar para prestar depoimento. Os policiais já identificaram o homem que estaria armazenando a droga no local e tentam localizá-lo.

Fonte: http://www.bemparana.com.br/
Foto: Ilustrativa de http://www.pmcascavel.com.br

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Prática de internação forçada de meninos de rua usuários de drogas pode ser adotada também em São Paulo

A internação forçada de meninos de rua usuários de drogas, recurso já utilizado no Rio de Janeiro, pode ser adotada também na cidade de São Paulo. Parecer da Procuradoria Geral do Município recomenda modelo semelhante ao adotado na capital fluminense – que, entre 3 de junho e 19 de julho, recolheu 51 crianças e adolescentes que estavam em cracolândias.

A medida é polêmica. O Jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem trazendo a opinião de especialistas sobre o assunto. Para o professor da Unifesp Dartiu Xavier da Silveira, a internação compulsória só é recomendável em casos graves. Segundo ele, nos outros casos o usuário de drogas tem que ter consciência do problema e aceitar o tratamento.

Coordenador do projeto Travessia, Clóvis Tadeu Dias defende que o tratamento compulsório por si só não funciona e que é preciso trabalhar também com a família e a comunidade. Por outro lado, para o presidente da Comissão de Direito Infantojuvenil da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP) Ricardo Cabezón, a internação forçada se justifica, uma vez que é dever do Estado zelar pelo bem-estar do cidadão. Mas ele ressalta que é necessário acompanhar o tratamento dado.

O professor da Unifesp Ronaldo Laranjeira acredita que a internação compulsória é “um ato de coerção com compaixão”. “Atendo em clínica particular e não tenho dúvida em pedir a internação quando é necessário e o paciente não quer. As famílias sempre me apoiam. Creio que o Estado deve fazer o mesmo. Não fazer é omissão”, afirmou para a reportagem do jornal.

De acordo com o Defensor público Flávio Frasseto, é ilegal a internação ser determinada pela Justiça sem avaliação clínica. “Mas se a Justiça definir que o jovem deve ser avaliado compulsoriamente pelo psiquiatra, isso é legal”, disse Frasseto.


Como funciona

O processo de internação compulsória da criança e do adolescente usuário de crack na cidade do Rio de Janeiro possui três fases: recolhimento, triagem e internação.

Num primeiro momento a criança/adolescente é retirado da rua por assistentes sociais. Na segunda etapa, são contatados os seus familiares e é verificado se eles têm condições de resgatar a criança/adolescente. Além disso, um médico avalia se o acolhido é ou não dependente químico.

Na terceira etapa, no caso de a família não ser encontrada ou não ter condições de cuidar da criança/adolescente, a situação é encaminhada para o Ministério Público, que pedirá a Justiça a internação compulsória.



Nota pública da Secretaria de Direitos Humanos

Em julho, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulgou nota pública ressaltando que esteve no Rio de Janeiro para conhecer o trabalho que está sendo realizado no acolhimento de crianças e adolescentes em situação de rua e uso de crack.

Na nota, a SDH “avalia que o procedimento adotado no Rio de Janeiro não contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma vez que a medida protetiva de acolhimento está prevista no art. 98 e tem sido respaldada, no caso, por autorização judicial, conforme prevê o art. 101, que estabelece que o acolhimento institucional seja uma medida provisória e excepcional, utilizada como forma de transição para a reintegração familiar e comunitária”.

Manifestação de repúdio

Também em julho, uma manifestação de repúdio à internação compulsória foi realizada no Rio de Janeiro. O ato, chamado de Recolher não é Acolher, contou com a participação da OAB/RJ, de representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), dos conselhos profissionais regionais de Serviço Social, Enfermagem e Psicologia e de organizações de defesa dos direitos da infância, com o apoio das comissões de Direitos Humanos e de Política sobre Drogas da Seccional.

A mobilização resultou em um manifesto que defende que “a expansão do uso do crack e de outras drogas baratas disponibilizadas para as classes empobrecidas é um fato complexo, que requer ações diferentes do recolhimento compulsório de pessoas. Exige abordagem processual e o estabelecimento de relações de confiança e adesão que, como se sabe, não provocam efeito imediato e midiático. Requer ainda, uma ação multidisciplinar e intersetorial entre a saúde, a assistência social, a educação e a cultura, o esporte e o lazer, e demais políticas”.

Fonte:  Informações do jornal Folha de S. Paulo, da Secretaria de Direitos Humanos e da OAB do Rio de Janeiro

Nota pública da SDH sobre o acolhimento de crianças e adolescentes em situação de rua e uso de crack na cidade do Rio de Janeiro

Sobre o acolhimento de crianças e adolescentes em situação de rua e uso de crack na cidade do Rio de Janeiro, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) vem a público esclarecer:

- A SDH tem acompanhado a ação conduzida pela Prefeitura do Rio de Janeiro para o acolhimento a crianças e adolescentes em situação de rua e uso de crack, e esteve na capital na última semana para conhecer o trabalho que está sendo desenvolvido, com visita a um dos abrigos, reuniões com equipes municipais e duas audiências publicas;

- A SDH reconhece os esforços do governo municipal em enfrentar uma realidade de violação dos direitos de crianças e adolescentes em situação de rua e uso de crack, buscando assegurar o direito à vida e a um desenvolvimento saudável desses grupos;

- A SDH avalia que o procedimento adotado no Rio de Janeiro não contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma vez que a medida protetiva de acolhimento está prevista no art. 98 e tem sido respaldada, no caso, por autorização judicial, conforme prevê o art. 101, que estabelece que o acolhimento institucional seja uma medida provisória e excepcional, utilizada como forma de transição para a reintegração familiar e comunitária;

- A SDH manifesta preocupação com o fato de que a abordagem às crianças e adolescentes é feita por educadores sociais acompanhados de policiais e que os adolescentes são imediatamente encaminhados para a delegacia, mesmo sem flagrante delito. Nesse sentido, a Secretaria de Direitos Humanos sugere a revisão do Protocolo do Serviço Especializado em Abordagem Social;

- A SDH recomenda que a equipe de saúde que atende a estes meninos e meninas encaminhados ao acolhimento institucional pertença ao Sistema Único de Saúde (SUS) do município, com retaguarda no próprio abrigo e também na rede municipal de serviços, tanto para atendimento clinico geral como atenção especializada em saúde mental;

- A SDH recomenda ainda que o acolhimento institucional siga as regras estabelecidas pela Lei 12.010/09, que determina a necessidade de um plano individual de atendimento, com ações de apoio familiar e de restituição de direitos (à escola, à saúde, alimentação, atividades culturais e de lazer, entre outros), bem como uma avaliação periódica do abrigado para analisar condições de reintegração familiar e comunitária;

- Responsável pela coordenação da política nacional de promoção dos direitos da criança e do adolescente, a SDH se colocou à disposição da Prefeitura para discutir os ajustes que forem necessários ao procedimento adotado;

- Por fim, cabe informar que o Governo Federal constituiu grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e pelo Ministério da Saúde, para propor serviços para atendimento de crianças e adolescentes com uso severo de crack.

Fonte: Secretaria de Direitos Humanos